Publicado segunda, 10 de abril de 2023

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) vai investigar a veracidade das ameaças de ataques às escolas que circulam nas redes sociais. Chamada de 'Lista dos Massacres', um conteúdo publicado no aplicativo TikTok divulga as supostas cidades e instituições que seriam atacadas no estado.
Segundo o MPMG, o Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) instaurou nesta segunda-feira (10/4), um procedimento para "averiguar a autoria e veracidade da referida postagem na aplicação TikTok".
Até o momento, de acordo com o órgão, não há dados concretos sobre a postagem, "não havendo motivo para pânico".
Em Poços de Caldas, a Polícia Militar foi chamada em uma escola onde quatro alunos, de 12 a 14 anos, foram flagrados com três facas e um canivete, dentro da sala de aula. Durante o atendimento chegou ao conhecimento dos policiais que mais alunos haviam levado facas para a escola.
Aos militares, os estudantes informaram que havia sido criado um perfil em uma rede social denominado “Massacre na escola” e eles estavam temendo que algo acontecesse na unidade de ensino.
TikTok
O TikTok retirou do ar, nesta segunda-feira (10/4), o vídeo publicado nesse fim de semana por um usuário do aplicativo com ameaça de ataques a diversas escolas do país, 35 só em Minas Gerais.
A postagem, com 8 segundos de duração, tentou escapar das Diretrizes da Comunidade do TikTok – que proíbe ameaças, incitação à violência, comportamento de ódio, dentre outros comportamentos nocivos.
A "Lista do Massacre" trocava letras por números, em tentativa de escapar de verificação por máquinas. A insegurança transmitida aos usuários do TikTok e a repercussão do conteúdo, no entanto, não permitiram que o vídeo passasse despercebido. Após dez horas on-line, foram 61 mil curtidas e 18 mil comentários.
Na manhã de hoje, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber), declarou que investiga o conteúdo da publicação e que vai “averiguar a autoria e veracidade de postagem”. Até o momento, dados concretos não foram encontrados.
Com informações do jornal Estado de Minas