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Guaxupé, 30 de setembro de 2020


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Os bens tombados pelo Patrimônio Histórico de Guaxupé

Publicado terça, 24 de maio de 2016





Atualmente são trezes os bens tombados pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Guaxupé, sendo o mais recente a casa rural, da Fazenda Bom Jardim dos Machados. Outros bens estão em processo de tombamento, como Catedral, Igreja São Miguel Arcanjo, imagem de São Miguel e Festa das Orquídeas, sendo este o primeiro bem imaterial tombado.

Conheça abaixo, um pouco da história de cada bem tombado da cidade, com base no levantamento feito pelo historiador Marcos David. Os relatos se encontram arquivados no Museu Municipal, no processo de tombamento.

 

Taça conquistada por ocasião do primeiro jogo internacional realizado em terras mineiras

A taça, oferecida a equipe do primeiro jogo internacional realizado no Estado de Minas Gerais, entre as equipes Associação Atlética de Guaxupé versus Peñarol U. Uruguayo em 25 de maio de 1928 em Guaxupé, encontrava-se na antiga sede do Rotary Club.

Quando o prédio foi demolido, em 1986, para construção da nova sede, esta taça e outras mais pertencentes à A. A. Guaxupé ficaram “sem lugar”. Passou então a guarda, destes troféus, à Prefeitura de Guaxupé. Em 1997, todos os troféus receberam polimentos e colocados em uma vitrine no hall do gabinete do prefeito.

A referida taça está em lugar de destaque, protegida por uma caixa de vidro. Ela foi fabricada em São Paulo, conforme inscrição existente na base da peça.

 

Antigo Fórum da Comarca de Guaxupé (atual Câmara Legislativa Municipal)

Por ocasião da instalação da Comarca de Guaxupé, ocorrida em janeiro de 1926, o Poder Judiciário tinha endereço à rua Luiz Costa Monteiro, 51, sendo que, naquela época, o serviço cartorário era realizado nas residências dos próprios servidores.

No final da década de 20, e início dos anos 30, é que tem início a construção do atual prédio do Palácio da Justiça. Registre-se que o Poder Judiciário local chegou a funcionar, além da atual Cadeia Pública, na sede do antigo Banco Hipotecário (demolido), na Academia de Comércio e até mesmo na Faculdade de Filosofia e Letras de Guaxupé, durante período recente em que foram realizadas obras de reformas no prédio em questão.

Conforme consta na escritura pública do imóvel, datada de 14 de setembro de 1929, em terreno havido por herança de Francisco Pereira do Nascimento, tem início a construção do prédio do Fórum de Guaxupé. O referido documento informa ainda que as herdeiras Bernanetta Ferreira Lopes e Anna Guilhermina Lopes, solteiras e maiores, doaram 1682 m² à Câmara Municipal em troca de isenção de tributos sobre a área remanescente.

Inicia-se a construção do majestoso edifício do Fórum e que, mais tarde receberia o nome de “Dr. Arthur Fernandes Leão”, em homenagem àquele que por quase 30 anos, prestou inestimáveis serviços ao Poder Judiciário local.

O grandioso projeto arquitetônico, em elegante estilo neoclássico possui belíssimo pórtico com dez imponentes colunas Grecco Romanas encimadas por artísticos capitéis, constituindo um conjunto arquitetônico de inegável valor histórico.

O prédio cercado por centenárias palmeiras reais, todas de elevado porte que formam cenário para um dos mais belos cartões postais da cidade.

Narram os mais antigos uma curiosidade histórica sobre o projeto arquitetônico do Fórum. Dizem que, em 1929, sendo governador de Minas Gerais Antônio Carlos e o importante político local Francisco Lessa, teria recebido do então secretário da Viação e Obras Públicas do Estado a planta que, veio a saber-se, tinha sido recusada pela Comarca de Poços de Caldas, considerada acanhada demais para o porte daquela cidade.

Para os que militam nas lides forenses ou viajam pela região, é fácil perceber que este projeto arquitetônico assemelha-se, em todas as suas linhas, ao do prédio do Fórum da Comarca Mineira de Ouro Fino.

No ano de 2011, foi reformado pela Câmara Legislativa de Guaxupé e passou a sediar aquela Casa de Leis.

 

Teatro Municipal (antigo Hotel Cobra)

No local onde se localiza o prédio do antigo Hotel Cobra, havia uma chácara de propriedade da família Cobra, originária do Rio de Janeiro. Nesta área foi construído um pequeno hotel, que levou o nome dos Cobra, Hotel do Cobra.

Com a volta da família para o Rio de Janeiro, o Agenor de Lima, trabalhador da chácara acabou adquirindo a propriedade.

Para construir o novo prédio do Hotel Cobra, foi demolido o antigo. A edificação do Hotel Cobra, em estilo eclético, do início do século XX, apresentava planta regular, com dois pavimentos. A inauguração do prédio se deu no ano de 1923.

Para construção do hotel, foi contratada basicamente mão de obra italiana, pois  tudo quanto era artesanato e profissão que exigia talento e esmero eram realizados pelos italianos. A fachada do edifício, neo-clássica é mão de obra do artista Felício Genga.

O hotel ficou famoso na região, pois possuía 50 quartos, 1 apartamento, e em suas instalações água encanada e quente. O Hotel Cobra foi considerado o melhor em toda a região, desde Ribeirão Preto.

Sua localização próxima a estação ferroviária de Guaxupé, contribuía para o grande movimento de hóspedes, nos quais dizem que alguns famosos já pernoitavam lá, como o cantor Roberto Carlos, o maestro Villa Lobos e o ex-presidente do Brasil Juscelino Kubitschek, entre outros.

O Hotel Cobra, que chegou a abrigar ainda os soldados durante a Revolução Constitucionalista, em outubro de 1932, funcionou até 1988.

Desapropriado pela Prefeitura de Guaxupé, no final da década de 1980, abrigou em suas dependências, vários setores municipais, tais como: Departamento de Saúde, Departamento de Cultura, Vigilância Sanitária, etc. Em fins da década de 1990, o Hotel Cobra estava desocupado e em péssimas condições, tanto estruturais, quanto estéticas.

No início de 2000, teve início o projeto de restauração e revitalização do lugar.

Hoje, o antigo Hotel Cobra, tem sua fachada principal restaurada e suas dependências internas foram adequadas para abrigar a Câmara dos Vereadores no piso superior.

Em 2005, foi inaugurado o Foyer do Teatro Municipal, que se presta para abrigar eventos e exposições artísticas.

Em 2007, as obras do Teatro Municipal foram finalizadas e o antigo Hotel Cobra, totalmente revitalizado.

A partir de 2012, com a transferência da Câmara para o antigo Fórum, o gabinete da Prefeitura começou a funcionar no local.

 

Prefeitura (antigo agência do Banco do Brasil)

De acordo com o depoimento do Nello Gersini, para construir a Agência do Banco do Brasil em Guaxupé no início da década de 20 (1920 – 1923) foi contratada a famosa oficina de marcenaria e carpintaria de Carlos Prósperi e Rafael Gersini – “A Industrial”, pioneira indústria madeireira na região e os melhores profissionais que a cidade reunia na época, ou seja, os italianos.

Para construir o edifício do Banco do Brasil, foi demolido um velho casarão e em seu lugar sob a gerência do Dr. Saraiva, engenheiro federal, enviado à Guaxupé deu-se início a construção do prédio.

Os serventes chegavam mais cedo para trabalharem, uma vez que, estando a cidade de Guaxupé localizada em terras de brejo, as valetas do alicerce enchiam-se de água durante a noite. Era necessário então tirar toda esta água, para que os pedreiros pudessem assentar os tijolos do referido alicerce (paredes). As colunas de sustentação foram feitos com toras de aroeira (pau-ferro), serradas nas matas das redondezas e transportadas para o local da edificação através de juntas de bois. O “bate estacas” era operado manualmente por três trabalhadores que suspendiam um peso em forma de sino através de mecanismo de carretinhas.

Em 1923, foi inaugurado a tão esperada agência do Banco do Brasil em Guaxupé, com suntuoso salão ornamentado por colunas revestidas em gesso com detalhes nos capitéis e no teto de onde pende os lustres. O balcão de atendimento em madeira torneada e tampo de mármore, ainda pode ser admirado no salão principal.

O segundo pavimento servia de moradia para o gerente, tendo o “estuque” como forração.

A agência do Banco do Brasil em Guaxupé revelou na época, o propósito de um grande estabelecimento de crédito abrir na região um campo de operação. O município escolhido se destacava então como centro sócio-econômico de indisfarçável amplitude, tal sua significação como entreposto a que refluía todo o sudoeste mineiro. Haja vista que em Guaxupé já funcionava os dois maiores Armazéns Reguladores de café do Estado.

Comemorando o cinquentenário de sua instalação no município, o Banco do Brasil inaugura sua nova sede em 10 de novembro de 1973. Sua antiga agência ficou fechada por dois anos. Em 1975, foi adquirido pela municipalidade, e implementadas as reformas na pintura e adaptação do espaço para abrigar a administração pública municipal. No dia 28 de outubro de 1975, dia do funcionário público, foi definitivamente transferido o Poder Executivo e o Legislativo, para o antigo prédio da agência do Banco do Brasil. Ficando os dois poderes ali instalados até 1997, quando o Poder Legislativo foi para outro imóvel.

Atualmente, o prédio abriga alguns departamentos da Prefeitura de Guaxupé e para tanto, foi feita uma nova adaptação em suas dependências internas e sua pintura externa foi refeita, preservando suas características arquitetônicas.

 

Antiga Cadeia Pública Estadual 

O prédio da antiga Cadeia Pública Estadual e antigo Fórum foi construído na década de 20. Sua construção ficou a cargo da então famosa “A industrial” de propriedade dos imigrantes italianos Rafael Gesini e Carlos Prósperi.

O terreno para a construção da referida edificação foi doado pela Câmara Municipal de Guaxupé ao estado de Minas Gerais em 1921.

Prédio em dois pavimentos sendo o primeiro destinado a Cadeia Pública e o segundo, Fórum. Possui esse prédio uma fachada com belíssimas colunas todas feitas em argamassa, dando a impressão de verdadeiros suportes em estilo neoclássico.

No referido prédio, funcionou o Poder Judiciário até sua transferência para o prédio próprio inaugurado no início da década de 30. Com a transferência do Poder Judiciário, o prédio passou a ser utilizado somente como Cadeia Pública, sendo necessário algumas alterações em seu projeto arquitetônico original.

Atualmente, o prédio foi recém-revitalizado para sediar a Delegacia Regional de Polícia Civil. Apesar de ter sido inaugurado em 2012, ainda não está em funcionamento.

 

Museu Municipal

O prédio onde encontra-se atualmente o Museu Municipal, foi construído no início do século XX. Foi doado à municipalidade em 1912, ano da emancipação política do município conforme escritura registrada no Cartório de imóveis da cidade. A doação foi feita por Joaquim Augusto Ribeiro do Valle e Antônio Costa Monteiro.

A edificação sofreu um grande incêndio em 1945 sendo completamente destruída restando apenas as paredes, que foram reconstruídas com as características originais.

Até a década de 70, funcionou no período o Poder Legislativo e Executivo. Depois da transferência dos dois poderes para outro local o prédio foi utilizado para a instalação da Biblioteca Pública Municipal até a década de 80.

Em 1997, passou a ser utilizado novamente como Câmara Municipal, para tanto o prédio passou por uma série de modificações em seu interior. Já na parte externa, foi realizada uma nova pintura preservando suas características arquitetônicas e valorizando toda volumetria do prédio.

Atualmente, o referido prédio sedia o Museu Municipal, que foi reformado e revitalizado para esse fim.

 

Conjunto arquitetônico e paisagístico da Estação Ferroviária (Fepasa)

A cidade de Guaxupé foi criada no início do século passado. Por possuir uma terra própria para o cultivo, a chamada “Terra Seca”, Guaxupé fixou a base de sua economia na agricultura, notadamente o café. Contando com essa excelente qualidade da terra, associada ao clima tropical, Guaxupé, com o decorrer dos tempos tornou-se um importante centro cafeeiro e, aos poucos, a necessidade de transportes para o escoamento da produção tornou-se imperativa.

O Conde Ribeiro do Valle e seus companheiros de ideal, compreendendo desde logo a situação de isolamento do Arraial devido à falta de comunicação com os grandes centros do país, partiram decididamente para a resolução do assunto. O progresso só poderia chegar com a estrada de ferro. Tardava, apesar dos planos da Cia. Férrea de Muzambinho e dos esforços de Américo Luz que tudo fazia para trazer os trilhos até o sudoeste mineiro, sem todavia consegui-lo por dificuldades financeiras e embaraços de toda sorte. Pela lei nº 270 de primeiro de janeiro de 1899, o governo do estado de Minas Gerais resolveu fazer a encampação da Cia. Férrea de Muzambinho. Os trabalhos foram então paralisados.

Por esse tempo o Arraial de Dores de Guaxupé já ouvia os estrídulos dos apitos da locomotiva da Cia. Mogiana cujos trilhos partiam de Casa Branca para as divisas de Minas. Esta Cia. Avançara até a Estação de Canoas, nas proximidades de Mococa. Era o ano de 1980. Quase doze anos ali permaneceram os trilhos, uma vez que a Cia. Mogiana tinha maior interesse em expandir-se na direção de Uberaba.

Foi nesse tempo que o Conde Ribeiro do Valle entrou em entendimentos com a Cia. Mogiana de Estradas de Ferro sediada em Campinas (SP), para que seus trilhos chegassem a Guaxupé, partindo da Estação de Canoas em Mococa.

Iniciou-se a construção da estrada em 1901 e, em 1904 foi inaugurada a tão esperada via do progresso.

A Estação passou a ser um verdadeiro marco da vida urbana. Não só esta como também o próprio desenho urbano se alterou, tendo em vista que ao redor da estação começaram a ser construídas casas comerciais e residenciais, a exemplo de outras cidades interioranas.

A Estação se tornou em um prolongamento das residências, ou seja, um ponto de encontro, reforçado pelo fato de ser o trem da época, não só o principal meio de transporte, mas o único elo entre a cidade e o resto do país pois além de mercadorias, trazia notícias do comércio e da política das grandes metrópoles.

É de grande relevância destacar a arquitetura do prédio principal e de seus galpões de manutenção, feitos com materiais importados da Inglaterra e França.

Devido ao progresso, foram surgindo novos e mais modernos meios de transportes e a estação foi perdendo sua razão de existir. Na década de 1970 foi desativada, ficando suas instalações sem utilidade alguma, servindo de abrigo para mendigos ou sendo depredada por vândalos.

Atualmente, no Conjunto arquitetônico e paisagístico da Estação Ferroviária (Fepasa), funciona a Casa da Cultura, a Secretaria Municipal de Educação e algumas repartições da Prefeitura.

 

Herma do Coronel Antônio Costa Monteiro

Não nos foi possível, através das pesquisas do historiador Marcos David, apontar com precisão em que ano foi construída a Herma em homenagem ao Coronel Antônio Costa Monteiro e nem qual foi a comissão encarregada dos trabalhos de planejamento e execução da obra.

De acordo com relatos, este monumento é o mais antigo da cidade de Guaxupé. Em conversas com antigos moradores de Guaxupé, e analisando fotografias da antiga avenida Paulo Carneiro Bastos, atual avenida Conde Ribeiro do Valle, supomos que a herma foi construída em 1917. O busto de bronze de autoria de R. Domingues (artista desconhecido, sem informações que possam identificar) está situado em um pedestal de granito em lugar privilegiado da avenida Conde Ribeiro do Valle, ou seja, no seu início, bem no coração da cidade.

Periodicamente, funcionário da prefeitura realiza trabalhos de limpeza e conservação no monumento.

A Herma do Coronel Antônio Costa Monteiro, se apresenta em excelente estado de conservação, porém algumas pinturas feitas com tinta látex no pedestal encobriu a textura do granito, descaracterizando todo o monumento.

 

Obelisco

Passados dois anos da vitória dos aliados sobre a Alemanha, a Prefeitura de Guaxupé, quando prefeito o José Felippe da Silva constituiu uma comissão para erigir um obelisco em homenagem aos expedicionários guaxupeanos que integraram a Força Expedicionária Brasileira – FEB, que lutaram na 2º Guerra Mundial.

A iniciativa tomada pelo prefeito despertou vivo interesse em toda a cidade. Desse modo, as subscrições se elevaram numa soma apreciável e em 7 de dezembro de 1947 foi inaugurado o monumento em homenagem ao valoroso Expedicionário Guaxupeano, na então praça do Expedicionário (atual praça Dr. Francisco Lessa). Dizem que, por ocasião da mudança de nome da praça “do Expedicionário” para “Dr. Francisco Lessa”, quiseram demolir o Obelisco. Ideia prontamente negada pelo sensato prefeito José Felipe da Silva.

Expedicionários guaxupeanos: Tenente Vasco Ribeiro Costa, Sargento Pedro Agostinho Costa; Lázaro Dutra, Luiz Ribeiro do Valle, Vicente Pedroso Cruz, Sebastião Silva da Silveira, Antônio Gomes dos Reis, Iório Adami, Otávio Félix da Cunha; João Neri Vieira, Antônio Alvim Apolinário, Wistrimundo Mello, João Brocchi, Ricardo Fantini, Waldemar Pinto, Orlando Fávero, Marcilio Camilo, Euclides Silvério de Faria, Waldomiro Ferreira Carvalhaes e José dos Reis.

 

Loja de Jacob Miguel Sabbag & Cia Ltda.

Esta ampla e elegante edificação em estilo italiano foi construída em 1924 a mando do imigrante sírio-libanês, Jacob Sabbag, para abrigar uma filial da firma Abrão Miguel & Cia, fundada em Guaxupé pela família Sabbag no ano de 1914. Alguns anos depois, dada a necessidade de ampliar os negócios da empresa, os sócios acordaram em transferir a sede da sociedade para São Paulo. A partir de então, esta firma apresentou invejável surto de progresso, tornando-se uma das mais prestigiadas importadoras paulistas.

A filial em Guaxupé, de responsabilidade de Jacob Sabbag e localizada no coração da cidade (na esquina da Av. Conde Ribeiro do Valle com a R. Pereira do Nascimento), também se consolidava cada vez mais como um importante estabelecimento comercial. Durante décadas, o armazém abasteceu todas as fazendas do município e da região com as mais variadas mercadorias: de sal a tecidos finos.

Segundo informações repassadas pela Sra. Vânia Sabbag (pertencente à segunda geração da família Sabbag), a empresa Jacob Miguel Sabbag & Cia Ltda. foi fechada no final da década de 1970, após a morte de um dos sócios. Era o fim de uma das mais bem-sucedidas casas comerciais de Guaxupé. Após o encerramento da loja, o prédio abrigou ainda a empresa Irmãos Sabbag e Cia. Ltda., também da família Sabbag.

Em 1982, o imóvel – que por longo tempo foi sinônimo de prosperidade e que simbolizava a importância e a força do comércio em nossa cidade – foi adquirido pelo Governo de Minas Gerais e passou por uma ampla reforma para abrigar a agência bancária da Caixa Econômica de Minas Gerais (popularmente conhecida como “Minas Caixa”). Inaugurada em 1984, a agência da Minas Caixa funcionou no edifício até 1991, quando também fechou as portas.

Finalmente, em 1997, instalou-se ali a atual Agência da Administração Fazendária de Guaxupé, órgão ligado à Secretaria de Estado de Fazenda (SEF/MG).

 

Monumento ao trabalhador rural

A criação do molde em gesso da estátua do trabalhador rural foi executada pelo escultor Luciomar Sebastião de Jesus, mineiro de Congonhas. O trabalho de concepção e criação do molde consumiu vários dias. Depois, o molde foi enviado para a empresa paulista Metal Bronze, para retirada dos positivos (forma) em cera, para o processo de fundição da estátua e a seguir foi fundida a peça em bronze artístico.

Uma vez a estátua pronta, a praça 1º de junho, foi remodelada pela arquiteta Luciana Charavallote, do departamento de Obras Públicas da Prefeitura de Guaxupé. A praça recebeu novo nome – “Praça do Trabalhador Rural” – Uma fonte de água luminosa foi construída para compor o local.

Todos os gastos referente à construção do monumento ao Trabalhador Rural, chegou custar mais ou menos R$ 28 mil.

Na noite de 31 de dezembro de 1999, o prefeito municipal Heber Hamilton Quintella, com autoridades locais e representantes dos patrocinadores Armazém Sul Mineiro e Cooxupé, inauguraram o monumento ao trabalhador rural.

 

Fazenda Bom Jardim dos Machados

Segundo depoimento de um dos herdeiros da propriedade, Messias Souza Rezende, seu bisavô, Manoel Souza Rezende, comprou terras de Paulo Carneiro Bastos (doador das terras onde hoje está a cidade de Guaxupé), cultivou-a e construiu benfeitorias (casa de pau a pique, engenho de serra, chiqueiros, mangueiros, paióis, roda d’água, etc).

O clã dos Rezende e Pereira vieram da região de São João Del Rei, Minas Gerais, de carros de bois, e aqui compraram 500 alqueires de terras de mato. Batizaram as terras recém-adquiridas de Fazenda Bom Jardim dos Machados. A partir daí, iniciou-se a retirada da mata e as roçadas para o plantio do café e das lavouras de subsistência.

Passados mais ou menos 170 anos depois desse episódio, o que restou da antiga Fazenda Bom Jardim dos Machados, foram algumas pequenas glebas de terras. Numa dessas glebas de terras, que ainda pertence a um dos herdeiros substituiu a antiga casa de pau a pique, antiga sede da fazenda e atual residência do Messias Souza Rezende, objeto de tombamento.

Medindo aproximadamente 9 mil metros quadrados, a gleba de terra está situada numa distância de 7 km de Guaxupé. A casa de pau a pique, construída em 1882, de acordo com a data marcada acima da porta na parede da fachada principal, foi a segunda casa da fazenda a ser construída.

Na construção da casa, foi utilizada a mão de obra de marceneiros do lugar e familiares. A madeira foi retirada das matas próximas, como a antiga Fazenda da Barra e Bocaina. Utilizou-se a madeira da amoreira e do óleo de Cabreúva e para a estrutura do telhado, utilizou-se ripas de palmito.

A casa passou por pequenos reparos de acordo com nosso depoente em 1901 e 1902. As paredes foram barreadas e pequenos serviços de cunho estéticos foram realizados.

A casa sempre serviu de residência da família Pereira e Rezende. Com a vinda do atual morador e proprietário em 1988, a casa sofreu nova intervenção, nas dependências internas. Foi realizada a retirada de parede da cozinha para adequar o cômodo aos costumes da vida moderna e reparos na alvenaria. O piso original da cozinha foi substituído por lajotas cerâmicas. Em 1997 houve a construção do anexo externo localizado na fachada esquerda da edificação e uma pequena varanda nos fundos que abriga a lavanderia.

 

Academia de Comércio São José

O prédio da Academia de Comércio São José foi inaugurado em 1914, dedicada inteiramente para o ensino de Contabilidade. Muitos guaxupeanos que ocuparam e ocupam lugares políticos e industriais em Guaxupé, frequentaram as cadeiras escolares desta unidade de ensino profissionalizante, sendo a pioneira no estado de Minas Gerais.

Atualmente, além de ainda sediar a Academia de Comércio São José, o prédio é ocupado pela escola Interativa.




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