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Guaxupé, 16 de julho de 2019


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Cresce cada vez mais o número de animais silvestres em área urbana

Publicado, quinta, 11 de julho de 2019





A cada dia tem aumentado o número do aparecimento de animais silvestres na zona urbana. Eles fogem das queimadas, da escassez de alimentos, etc.

Alguns não resistem ao sofrimento na busca de ajuda e acabam morrendo. Outros, como vamos contar na história abaixo, encontram abrigo, cuidados e amor.

Exemplo de amor e respeito aos animais silvestres

O amor e o respeito pelos animais moveram uma equipe muito especial, a salvar um filhote de Tamanduá. Mas não se trata de qualquer filhote, estamos falando da pequena Cássia, que foi resgatada no dia de Nossa Senhora de Cássia, às margens da BR-491, há cerca de um mês.

Cássia foi resgatada pela equipe Jurupatas, um grupo de seis mulheres que têm feito diferença no trato aos animais que são encontrados na cidade. Uma delas, é Ana Paula de Melo, empresária que atua na equipe há seis meses.  Ela explica que juntamente com as colegas, já realizou o resgate de animais silvestres e acredita que os acidentes com eles poderiam ser evitados. “Esses acidentes acontecem muito na rodovia e acreditamos que com o corredor ecológico, isso poderia ser amenizado”.

Ana conta que Cássia foi encontrada com poucos dias de vida, ainda com o umbigo em cicatrização. Desde então, vem sendo tratada e medicada pela equipe. A pequena é alimentada com leite e uma papinha com vitaminas especificas para a sua espécie e ainda tem acompanhamento constante com o veterinário que apoia o grupo.

O Jurupatas realiza campanhas educativas que levam a conscientização à população em prol dos animais que são encontrados na área urbana. Cássia tem ao longo dos últimos dias, servido de vitrine para todo amor e respeito que a equipe tem com os animais.  Ana Paula comenta que infelizmente a Tamanduá não poderá voltar ao seu habitat natural. “Ela é muita pequena ainda e exige alguns cuidados. Por exemplo, aqui fica no aquecedor 24 hs e por isso, ainda não foi para um zoológico. Aliás, quando for liberada pelo veterinário, ela será encaminhada para um zoológico, porque não tem condições de retornar ao seu habitat, ela não foi preparada para isso, a sua mãe foi encontrada morta ao seu lado na rodovia”.

Luciana Sales que também participa do Jurupatas, explica que o principal objetivo é cuidar de animais em situação de risco.  As campanhas do Jurupatas englobam além de conscientização, a importância sobre a adoção dos animais permitidos e o cuidado com aqueles que precisam voltar ao habitat natural. Já passaram pelo grupo, tucano, cágado, tamanduá e urubu. “Nós procuramos conscientizar as pessoas sobre maus tratos, abandono e orientamos sobre as leis que protegem os animais”.

Respaldo da lei de proteção aos animais...

Em Minas Gerais,um trabalho desenvolvido pelo IEF – Instituto Estadual de Florestas tem chamado a atenção. O grupo realiza atravésdos Centros de Triagem de Animais Silvestres - Cetas, o retorno das mais variadas espécies à vida selvagem. Nos centros, os animais recebem os devidos cuidados, com acompanhamento de veterinários. Já saudáveis, são encaminhados para às áreas de soltura do Projeto Asas - Áreas de Soltura de Animais Silvestres. Desde o início do ano já foram recebidos nos Cetas cerca de 1.800 animais das mais variadas espécies e, desses 970 foram soltos. O grupo realiza também o processo de reabilitação, monitorando as espécies após serem inseridas em seus habitats.

E todo cuidado com esses animais, necessitam estar em conformidade com a lei. Qualquer pessoa que queira ter um animal silvestre em casa, deve comprovar a origem (ter nota fiscal de aquisição de criadouro comercial). A falta de comprovação, pode gerar uma multa de cerca de R$10 mil com a Semad - Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

A Polícia Militar do Meio Ambiente de Guaxupéque atende outros nove municípios da região, pontua que os cativeiros de animais silvestres, as caças e o tráfico são realidade em muitos municípios. “Geralmente o que presenciamos é que esses animais são capturados aqui, para serem comercializados nos grandes centros. A nossa principal orientação é para que acionem a Polícia do Meio Ambiente sempre que presenciarem algo estranho ou encontrarem esses animais perdidos”, explicou o cabo da PM Florestal, Leandro Magalhães. Lembrando que qualquer pessoa flagrada em uma das situações acima, está sujeita a prisão e multa administrativa que pode chegar a R$1.900 por cada espécie encontrada.

Cabo Alexandre José Ribeiro, do Corpo de Bombeiros de Guaxupé, ainda traz uma orientação à população. “É preciso que todos se lembrem que precisamos que acionem o serviço de emergência do Corpo de Bombeiros através do tri dígito 193 ou a Polícia Ambiental pelo 190, para que esses animais tenham destino correto e possam ser cuidados”.




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