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Guaxupé, 01 de julho de 2022


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Voluntários estão tentando reativar o Mercado Municipal de Guaxupé

Publicado quarta, 01 de junho de 2022





No último domingo, 29 de maio, aconteceu no Mercado Municipal, uma feira de plantas ornamentais, atraindo grande público, trazendo ainda mais ânimo para o projeto de reativação daquele local. 

Um grupo de voluntários está encabeçando um movimento na tentativa de reativar o antigo Mercado Municipal de Guaxupé, dentre eles o Missionário Luiz Fernando, o vereador Gustavo Vinícius e o ex-vereador Mauri Flório.

Principalmente nas cidades mineiras, sempre foi tradição os mercados municipais, com suas bancas com a venda de cereais, queijos, mel, doces caseiros, frutas, verduras, fumo em corda, produtos agrícolas em geral e, principalmente, com a comercialização de culinária típica da região.

Grandes capitais mantêm através dos ‘mercadões’ um atrativo turístico regional.

História

Nas décadas de 1960 e 1970, o Mercado Municipal de Guaxupé teve importante representatividade no comércio, na vida e na tradição da cidade. Infelizmente, no decorrer dos anos novas técnicas e modalidades foram introduzidas no comércio varejista, com uma variedade de produtos e com entrega a domicílio. Desta forma o velho mercado municipal entrou em declínio, perdendo espaço na atividade comercial.

Pesa sobre o Mercado Municipal um grave entrave jurídico. Aquele prédio foi construído no final da década de 1950 através de uma parceria público privada. A municipalidade forneceu parte da antiga Praça Jerônimo Luiz Cruvinel para a Construtora Linhares, para que esta construísse todo aquele complexo, que abrange além da praça de negócios, apartamentos no andar superior e pontos comerciais fronteiriços com vias públicas, na condição de que a empresa cedesse alguns boxes comerciais para a Prefeitura, além de um espaço para instalação de uma “estação de passageiros” (antiga estação rodoviária da cidade). Nestas condições aquele complexo se tornou um verdadeiro “condomínio” envolvendo particulares e a municipalidade.

Com a publicação da atual Constituição Federal, em 1988, não mais foi permitido este tipo de “condomínio”. Desta forma, o poder público municipal ficou impedido de investir no Mercado Municipal, fazendo com que o local fosse se deteriorando, entrasse em decadência.

Sem investimentos, e com a concorrência das casas comerciais que foram surgindo durante o longo dos anos, o Mercado ficou reduzido a duas pastelarias que mantêm um padrão diferenciado, seja pela qualidade dos produtos, como pelo excelente atendimento.

Nos últimos anos foram instaladas algumas bancas com produtos eletrônicos, importados e de confecções, trazendo novo ânimo para o local.

Reativação

Num passado recente o ex-vereador e presidente de uma das associações de pequenos produtores rurais, Mauri Flório, conseguiu, através de lei municipal, a cessão de parte do espaço pertencente à municipalidade para a implantação de bancas de produtos hortifrutigranjeiros. Já o Missionário e o vereador Gustavo Vinícius, num esforço conjunto, através de doações de particulares têm promovido melhorias como reparos em infiltrações, goteiras e pintura no espaço interno, enquanto que a administração municipal também tem promovido pequenos reparos, principalmente nas portas de acesso ao prédio.

Falando à reportagem do CORREIO, Missionário Luiz Fernando mencionou que é aspiração dele ver a reativação daquela praça de negócios, que o Mercado faz parte da vida dele, tendo em vista que seu pai manteve um açougue ali durante muitos anos, de onde tirava o sustento da família.




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