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Guaxupé, 29 de julho de 2021


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ENXERGAR COM A FÉ

Publicado quarta, 24 de março de 2021





“Não se vive juntos para ser cada vez menos feliz, mas para aprender a ser feliz de maneira nova, a partir das possibilidades que abre uma nova etapa. Cada crise implica um aprendizado, que permite incrementar a intensidade da vida comum.” (Papa Francisco)

Por: Rodrigo Fernando Ribeiro

Com essa frase de Francisco, ele que é o ducentésimo sexagésimo sexto sucessor do Apóstolo Pedro, nos orientando a requalificar a vida em momentos de crise, dou início a mais uma entrevista com um líder espiritual de substancial importância para a cidade de Guaxupé, o Padre Reginaldo da Silva, Pároco da Catedral Diocesana Nossa Senhora das Dores. Sugiro que você, leitor(a), acompanhe a entrevista com tranquilidade, em ambiente sereno, sem barulho, a fim de que possa melhor assimilar orientações tão precisas e preciosas.

1-“Tenhamos consideração uns com os outros, para nos estimular no amor e nas boas obras.” (Hebreus 10, 24). Padre Reginaldo, essa reflexão do autor da Carta aos Hebreus foi e está sendo tão necessária nos nossos dias de provações. Não é? Você tem notado, na comunidade, que a crise causada pela pandemia da covid-19 tem estimulado verdadeiro amor?

RESPOSTA: A crise é uma “espada de dois gumes”. Essa expressão “espadas de dois gumes” é da Carta aos Hebreus, quando o autor se refere a Palavra de Deus (Hb 4, 12). A crise pode proporcionar uma melhora na vida de quem passa por ela, ou pode conduzir também a um fechamento e a revolta. Na comunidade percebo essas duas realidades, pessoas que estão aproveitando do momento para voltar-se ao que é de fato essencial nesta breve vida terrena, e outros que parecem ainda anestesiados, inconformados, revoltados com tudo e com todos. Observo alguns estimulados a buscar o verdadeiro amor, valorizar o outro, a família, a vida, e outros que parecem indiferentes à realidade presente.

2-Em Psicologia entendemos que crise e sofrimento não são punições, e sim oportunidades de desenvolvimento e fortalecimento. Nesse sentido, cito mais um pensamento do Papa Francisco, que disse assim: “Gostaria de chamar a atenção para três simples posturas: conservar a esperança, deixar-se surpreender por Deus, viver na alegria.” Padre, entender isso “com a cabeça”, vamos dizer assim, é fácil. Já não é tão fácil vivenciar tais reflexões e palavras de convicção profunda quando o indivíduo passa pela dilacerante dor do luto de um ente querido. O que fazer pra não perder a fé em meio a tantas incertezas e angústias disseminadas pelo mundo?

RESPOSTA: A pandemia está revelando a todos nós nossas fragilidades e falsas seguranças, além da nossa “pseudo-fé”. Achávamos que tudo estava perfeito, tínhamos nossa falsa imagem que éramos “deuses”, que podíamos tudo; estávamos voltados para nós mesmos, cultivando nossos falsos ídolos. De repente vem a pandemia e deixa tudo descoberto, nos mostra nossas lepras que estavam escondidas por debaixo de nossas “vestes”. Isso no campo econômico, político, social e religioso. A pandemia trouxe muita dor, muito pranto, muitas perdas, infelizmente. Muitos perderam pessoas queridas de sua convivência cotidiana, sem ao menos poder se despedir, olhar pela última vez no tempo aquele rosto, aquele corpo. Isso é muito doloroso, difícil. Contudo, é preciso um olhar de fé. A fé é um olhar que vê além da realidade presente. A fé nos leva a olhar para o alto, confiar que temos um Deus que é Pai, que enviou seu Filho para nos comunicar seu eterno amor à humanidade, que passou por todos os percalços, angústias, sofrimentos e dores humanas. Assumiu nosso pecado, morreu a nossa morte, para nos garantir a posse da Vida Eterna a todos os que Nele crerem. Para que não se perca a fé, em meio a dor vivenciada, é preciso abrir-se a Cristo Jesus, entregar-se a Ele, deixá-Lo participar conosco neste processo de dor, de pranto, e com a força que vem do alto, Ele nos consolará e arrancar-nos-á daquela situação, e nos firmará na convicção de que a morte não é o fim, mas começo de uma Vida feliz! Revelamos se realmente cremos no Senhor Jesus, na hora da dor, do pranto, da tribulação e provação que passamos. Quem nos sustenta é Deus, mas precisa do nosso Sim, ou seja, do nosso “Eu creio, Senhor!” 

3-Bento XVI, atual Papa Emérito, escreveu assim: “A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual.” A Psicologia corrobora: A felicidade não pode se tornar uma satisfação egoísta; a felicidade deve ser uma realização coletiva, altruísta, justa, pacífica, do “eu” dentro do “nós”. Padre, você tem notado que estamos vivendo um momento histórico de serena partilha genuína ou de desesperador terrorismo emocional?

RESPOSTA: Não podemos nunca esquecer da nossa condição humana. A Santa Mãe Igreja ensina, a partir da Revelação divina, que nascemos no pecado, ou seja, trazemos dentro de nós uma forte tendência a nos fecharmos em nós mesmos, vivendo só do próprio eu. Sair dessa situação não é fácil. Precisamos da graça de Deus, pois sem ela ninguém é forte, ninguém é santo. Com o distanciamento exigido e necessário para nos preservar do contágio da Covid-19, aqueles que já tinham acentuada tendência ao fechamento, se acentuaram ainda mais. Há, porém, alguns que já trazem dentro de si, naturalmente certo altruísmo – estes sofrem um pouco mais, em perceber a dor, o pranto, e sempre irão arrumar um modo de ajudar o outro, pois seu coração sempre esteve inclinado para os outros. Vivemos tempos difíceis, que é preciso serenidade, tranquilidade, para não deixar o desespero, ou deixar que se crie dentro de nós o terrorismo emocional. Precisamos nos cuidar. Cuidar da mente, lendo e vendo coisas boas, fechar o ouvido para muitos meios de comunicação que são anunciadores só de “desgraças”; cuidar do espírito, cultivando uma espiritualidade sadia, confiando sempre na bondade de um Deus que é Amor, que cuida de todas as coisas com sua Providência; cuidar do corpo, se alimentando bem, fazendo uma caminhada, mesmo que seja no quintal de nossa casa. Enfim, não se tornar prisioneiro nem refém dos próprios medos que criamos e alimentamos, pois eles é que são nossos torturadores emocionais. Desligar um pouco o celular e se conectar com a natureza. Tudo isso nos fará muito bem.

4-A teimosa dúvida sobre a existência e ação de Deus pode levar à cegueira espiritual, não raro associada à outro mal, a acídia (preguiça espiritual). Você nota que, de modo geral, a humanidade tem sentido dificuldades de se fortalecer no Senhor?

RESPOSTA: Durante momentos como este que estamos enfrentando, vem à tona as dúvidas, as incertezas, e o próprio questionamento da existência de Deus. Nós cristãos, carregamos em nosso interior também questionamentos que fazem parte do caminho e do processo contínuo do crescimento da fé. O momento é exigente. Exige de nós cristãos um verdadeiro testemunho de fé, de esperança, e de caridade. Não há outro meio de crescimento na fé, senão por meio da oração. É necessário rezar, e Jesus nos diz que é preciso rezar sempre, sem jamais esmorecer (cf. Lc 18,1). A única maneira de sair ileso desta batalha que estamos travando é rezar, rezar sem cessar (cf. 1 Ts 5,17). Não podemos abrir brecha ao inimigo, nos deixando arrastar pelo desânimo, pela falta de esperança. Não! É necessário lutar, rezar, esperar e amar. Avante! Mãos à obra!

5-Jesus disse: “Felizes os aflitos, porque serão consolados.” (Mateus 5, 4). Na Carta aos Filipenses, Paulo escreveu: “Fiquem sempre alegres no Senhor! Repito: fiquem alegres!” (4, 4), e também “tudo posso naquele que me fortalece.” (4, 13). Paulo foi ousado na fé, ao ponto de dizer que “todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus.” (Romanos 8, 28). Lemos no Salmo 119/118, 68 que “Deus é bom e benfeitor.” Apesar de tudo isso, ouvimos de algumas pessoas coisas assim: “Sinto inveja de quem tem fé, pois eu não consigo ter fé.” Também sabemos que a depressão, uma doença severa, dificulta a pessoa enferma a vivenciar a fé. O que dizer e o que fazer nesses casos?

RESPOSTA: Importante salientar que a fé é dom Deus (cf. Ef 2, 8-9). É dom que precisa de acolhimento, a pessoa precisa se abrir a Graça, dar assentimento para que o Espírito Santo possa realizar a obra redentora de Jesus Cristo, Filho de Deus, o Salvador da humanidade! Algumas circunstâncias humanas podem, por um momento, nos fazer sentir que perdemos ou enfraquecemos na fé. Porém, aquela circunstância, seja depressão, ou qualquer outro momento de tribulação, se for vivido em Deus, ele poderá ser esterco, para levar a pessoa à uma experiência mais profunda da fé. Quantos vivenciaram experiências de depressão, de perdas, de tribulações onde o Bom Deus se serviu daquelas fragilidades humanas, para conduzir a pessoa a um patamar mais elevado da fé! No caminho rumo à pátria, onde todos nós somos peregrinos, estamos todos sujeitos a intempéries e desafios. Daí resulta o olhar de quem tem fé verdadeira: a pessoa sabe que está nas mãos de Deus, e que nada será desperdiçado, pois o Bom Deus não precisa tirar as dificuldades; diante das pedras do caminho, ou até mesmo perante às possíveis quedas, Deus pode TRANSFORMAR todas as coisas e circunstâncias em bênçãos e graças para nós. Isso é olhar e encarar a vida na perspectiva da fé.

6-A ansiedade crônica, o pânico, o desespero, a angústia de alma enfim, tem feito com que muitas pessoas perguntem assim: “Por que Deus nos colocou no mundo?” O Catecismo da Igreja Católica responde da seguinte forma: “Deus nos colocou no mundo para conhece-Lo, servi-Lo e amá-Lo e, assim, chegar ao paraíso.” (CIC n. 1721). Padre, aqui notamos uma decisão de fé. Você pode ampliar a sua reflexão, a respeito dessa necessidade que todo ser humano tem de Deus? Afinal, em Psicologia também sabemos que todo ser humano tem esperança de plenitude.

RESPOSTA: Fomos feitos no AMOR, e para o AMOR. Nascemos endereçados para Deus, o Criador e Senhor de todas as coisas. Com o pecado, o ser humano foi fragmentado na sua unidade, no seu conhecimento, na sua capacidade de amar. Deus envia Seu Filho, que é Deus com o Criador. Ele assume a natureza humana, para resgatá-la e elevá-la novamente à Unidade perfeita do Amor, da criatura com seu Criador! Assim, a criatura poderá novamente retornar ao seu estado original que Deus a criou, para conhecer, amar, louvar a Deus, e ser PLENAMENTE FELIZ. Enquanto o ser humano não se encontrar com a Fonte, que é Cristo, nada e ninguém poderá satisfazer essa ânsia de vida e felicidade que trazemos em nosso interior. Termino com a frase do grande Santo Agostinho: “Fizeste-nos, Senhor, para Ti, e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em Ti”.

 

7-“A oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria.” (Santa Teresa do Menino Jesus). “A busca de Deus é a busca da felicidade. O encontro com Deus é a própria felicidade.” (Santo Agostinho). Padre Reginaldo, comente essas frases desses dois grandes exemplos de santidade na Igreja de Jesus, Teresa e Agostinho!

RESPOSTA: Os santos descobriram, pela graça divina, que a oração é combustível, a força que move o interior humano para Deus. Os santos foram, antes de se tornarem doutores, doutoras, mestres de vida, homens e mulheres gigantes na caridade, foram homens e mulheres orantes. Eles se entregaram na oração. Foi a partir de uma grande experiência de AMOR, vivido na intimidade da oração, é que foram sendo lapidados, transformados e se tornaram aquilo que Deus fez todo ser humano para ser: viver na intimidade com Deus. Os santos beberam na Fonte. Essa Fonte é Cristo Jesus, o Filho bendito de Deus, o orante por excelência.

8-Falta de conhecimento tem feito a humanidade perecer, como já profetizou Oséias (4, 6). Mas a sabedoria terá a sua glória, como bem disse outro profeta, Daniel: “Os sábios brilharão como brilha o firmamento, e os que ensinam a muitos a justiça, brilharão para sempre como estrelas.” (12, 3). Jesus pede fé, serenidade e confiança na providência acrescida, e orienta como fazer crescer tais virtudes na mente e no coração: Buscando o Reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar (Mateus 6, 33). O que é o Reino de Deus, Padre?

RESPOSTA: Jesus quando vai falar do Reino de Deus utiliza várias parábolas. Quer revelar que o Reino é Ele mesmo. Porém, o Reino se constrói, de muitos modos, pois Deus na sua infinita bondade e sabedoria, se utiliza de vários elementos, acontecimentos, para manifestar a presença do Reino. O Reino de Deus se manifesta no Amor, mas amor nos moldes do Amor de seu Filho; o Reino de Deus se manifesta na justiça, na solidariedade humana de uns para com os outros; se manifesta na liberdade, Deus criou-nos para sermos livres, e servi-Lo com total liberdade de coração; se manifesta na paz, na busca pela concórdia, pelo perdão, nas mãos estendidas para ajudar e servir os semelhantes; o Reino de Deus se manifesta no serviço generoso e despretensioso a todos, de maneira especial aos pobres e sofredores, e na Verdade. O Reino de Deus está presente na Igreja, e sua semente pode se perceber também em homens e mulheres de boa vontade que amam e servem os outros.

9-“A ajuda direta representa uma resposta apropriada a necessidades imediatas, extraordinárias, causadas por catástrofes naturais, epidemias etc., mas não basta para reparar os graves prejuízos que resultam de situações de miséria nem para prover permanentemente às necessidades. (...) Aumentar o entendimento de Deus e o conhecimento de si mesmo é a base de todo desenvolvimento completo da sociedade humana.” (Catecismo da Igreja Católica, números 2440-2441). Notamos aqui, uma sinergia interdisciplinar de convergência reflexiva respaldada pela Sociologia, Serviço Social, Psicologia e Religião sadia. Você tem notado, Padre, um esforço dos nossos governantes nesse sentido?

RESPOSTA: Temos visto em muitos governantes mundiais, a busca pela solidariedade humana. O Papa Francisco tem sido um grande líder motivador e estimulador para que os que detêm a força econômica, se solidarizem para atender as necessidades das nações mais vulneráveis. Embora existam governos que neguem, que rechaçam o conhecimento científico, governos respaldados somente em seus “achismos” e, por isso, tem causado sérios danos à população, à humanidade como um todo. Contudo, graças a Deus vemos sinais de esperança, onde se tem buscado a comunhão entre os vários setores da sociedade, para dar as mãos e tentar sanar os grandes desafios nacionais, mundiais, que se descortinam diante de nós. Não se pode prescindir, neste momento da história, as capacidades humanas, o progresso científico em todas as áreas, e também não se pode prescindir do valor da religião, da fé. Embora, infelizmente, alguns se utilizam da fé, do nome de Deus, da religião, para promover a cultura do ódio, da discriminação racial e de tantas fobias. Por outro lado, felizmente, muitos vivem a sua fé, e não negam o valor da ciência. 

10- Citarei outra frase de Santo Agostinho: “Deus será aquele que contemplaremos sem fim, amaremos sem saciedade, louvaremos sem cansaço.” Padre Reginaldo, na sua ampla análise, a humanidade tem caminhado para essa aceitação, confiança, entrega e gratidão confiantes para esse repouso em Deus?

RESPOSTA: Meu caro irmão, a finalidade última do ser humano é Deus, é Cristo. Tudo que fazemos, ou somos, tem uma finalidade, e já deve ter aqui, neste mundo, neste vale de lágrimas, sabor de infinito. NASCEMOS PARA A ETERNIDADE. Buscamos a eternidade muitas vezes sem saber, mas dentro do interior há uma sede, há uma fonte borbulhante, como dizia Santo Inácio de Antioquia: “Vem para o Pai”.  Toda a humanidade caminha para Cristo. Uns talvez não o aceitarão, mas creio que muitos o aceitarão e entrarão para este repouso que o autor da carta aos Hebreus nos recorda: “Tenhamos cuidado, enquanto nos é oferecida a oportunidade de entrar no repouso de Deus, não aconteça que alguém de vós fique para trás. Esforcemo-nos, portanto, por entrar neste repouso, para que ninguém repita o acima referido exemplo de desobediência.” (Hb 4, 1.11).

11- Em épocas de famílias tão atacadas, maltratadas, adoecidas, desfiguradas, desfeitas e até destruídas, a Igreja sempre busca citar, por exemplo, uma específica orientação de Paulo (1 Timóteo 5, 8), além de também fazer menção à Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, como proposta de aproximação, contato, comunicação, civilidade, compaixão, ternura, diálogo e recomposição. De Jesus, para os cristãos, é sabido que Ele é o Caminho da graça, a Verdade que liberta e a Vida que restaura. E de José e Maria, o que as pessoas com os corações aflitos e as mentes confusas podem aprender?

RESPOSTA: A Sagrada Família de Nazaré sempre foi e será o grande modelo de família e sonho de Deus para a humanidade. Embora haja uma forte corrente diabólica, tentando desfigurar, depreciar e extirpar a Sagrada Família, apresentando-a como modelo antiquado, ultrapassado para o século XXI. Eu reafirmo da necessidade de reapresentar a Sagrada Família, como paradigma para enfrentarmos este momento de dor, desertificação familiar, perda de valores, perda de respeito, perda da valorização da figura feminina e materna, da figura masculina e paterna. Só no coração de uma família é que o coração humano poderá ser curado. Precisamos de família, de um pai, de uma mãe, de um lar, de um ninho, caso contrário não encontraremos o que buscamos: amor, unidade, beleza, apoio, respeito, cura das feridas do coração. Somente no seio de uma FAMÍLIA, digo Família em maiúsculo, onde há amor verdadeiro, compromisso, respeito, ternura, é que seremos restaurados. A Igreja, enquanto uma grande Família, deverá ser o exemplo, ser luz para orientar os casais, os namoros, os futuros nubentes. Respeitamos as diversas configurações familiares do nosso tempo, porém não podemos jamais negar o VALOR INALIENÁVEL DA FAMÍLIA. A Sagrada Família é a luz de onde irradia calor humano/divino que restaura e cura o coração ferido da humanidade. Valorizemos a Família, lutemos pela Família, façamos sacrifícios, jejuns orações para que a Família se restabeleça, e construamos então um mundo melhor.

12-Padre Reginaldo, por gentileza, a sua oração final.

ORAÇÃO FINAL: Que o Senhor Jesus Cristo esteja convosco para vos proteger. À vossa frente para vos conduzir. Acima de vós para vos iluminar. Atrás de vós para vos guardar. Ao vosso lado, para vos acompanhar. Que desça sobre todos vós, queridos leitores, e vossas famílias, a bênção de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo.

Obrigado pela oportunidade. Força e coragem a todos!


COLUNISTA
Rodrigo Fernando Ribeiro
Psicólogo - CRP-04/26033
(Contato: 35 9 8875-5030)


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