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Guaxupé, 15 de abril de 2021


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UTI EM GUAXUPÉ ESTÁ COM APENAS UM LEITO DISPONÍVEL

Publicado sexta, 05 de março de 2021





Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde de Guaxupé nessa quinta-feira, dia 4, a Santa Casa está com apenas um leito UTI disponível chegando ao limite de 92.8%.

A entidade possui  14 leitos de UTI disponibilizados para tratamento da Covid-19 sendo que 13 estão ocupados por pacientes de Guaxupé (8), Monte Belo (2), Muzambinho (2) e São Pedro da União (1).

Além da UTI para coronavírus, a Santa Casa disponibiliza a enfermaria para doentes em tratamento da Covid, que hoje estava com 2 pacientes internados.

Lembrando que Guaxupé é a responsável para receber pacientes das cidades que fazem parte da Amog e com uma população estimada em 180 mil pessoas.

A chegada das novas variantes do vírus na região tem deixado a população e as equipes médicas com atenção redobrada principalmente por hospitais da região Sul de Minas já estarem com superlotação.

Guaxupé registrou apenas em fevereiro, 10 óbitos causados pelo coronavírus, batendo recorde dos meses anteriores.

A prevenção continua sendo o melhor remédio: máscara, álcool gel, isolamento social quando possível.

NOVAS VARIANTES

Nessa semana, foram confirmadas as novas variantes em pacientes de Varginha, Cruzília, Ibitiúra de Minas, São Lourenço e Itajubá. Pelo estado de São Paulo, as variantes já foram detectadas em Campinas, Ribeirão Preto, além de outras cidades dessas regiões.

As novas variantes do coronavírus apresentam uma carga viral mais alta, o que pode resultar em uma infecção mais rápida dentro do corpo. Os sintomas que são os mesmos para a Covid-19 se tornam mais intensos com mais tosses e dores musculares. Também  foi observado que locais onde as variantes já estão sendo transmitidas há um maior número de internação hospitalar.

Estudos ainda analisam se as variantes resistem às vacinas e se pacientes já infectados poderão novamente ter a doença. Outra observação dos cientistas é sobre a faixa etária que as variantes atingem: crianças e jovens estão sendo as maiores vítimas, mas ainda sem uma comprovação concreta.

“Por enquanto, não há estudos conclusivos sobre o impacto das variantes em crianças. Mas o governo britânico já afirmou haver indícios de uma transmissão maior da variante do Reino Unido entre crianças.

Isso ajudaria a explicar a rapidez com que essa variante se espalhou por todo o território, se tornando o vírus dominante na Inglaterra.

Por causa da desconfiança de que o vírus estaria contagiando mais crianças e jovens, o primeiro-ministro Boris Johnson determinou o fechamento das escolas na Inglaterra pelo menos até o dia 8 de março. A reabertura dependerá das taxas de vacinação entre a população mais vulnerável”, divulgou o site BBC Brasil.

 

COMO PARAR O SURGIMENTO DE NOVAS VARIANTES?

Enquanto o vírus estiver circulando com taxas significativas de transmissão, há risco de novas variantes surgirem, destaca a microbiologista Ana Paula Fernandes, pesquisadora do Centro de Tecnologia em Vacinas e Diagnóstico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

"Quanto mais pessoas infectadas numa população, maior a chance de aparecer variante", diz Fernandes, que também é coordenadora da rede nacional de diagnósticos, que une diferentes universidades e institutos de pesquisa do Brasil para responder à pandemia.

"Sem medidas de contenção e sem uma ampla cobertura vacinal, pode ser que surja uma variante que vá burlar completamente as vacinas. Isso é uma preocupação."

Entre as recomendações de Fernandes e do virologista da FioCruz, Felipe Naveca, para reduzir a transmissão estão: usar máscaras profissionais, como N95, em ambientes fechados, tentar circular apenas ao ar livre ou em ambientes ventilados, abrir o vidro do carro, principalmente se estiver em táxi ou Uber, evitar frequentar bares, restaurantes e outros locais de lazer que concentrem pessoas em local fechado, usar máscaras mesmo ao ar livre, lavar as mãos constantemente e usar álcool em gel.




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