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Guaxupé, 31 de outubro de 2020


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GENTILEZA

Publicado quinta, 08 de outubro de 2020





Num mundo de distanciamentos e adoecimentos, numa época de indiferença e egoísmo, na era da escuridão, eis que a luz se faz ainda mais notável, cada vez mais perceptível, admirada e desejada.

Nas relações humanas onde alguns indivíduos viram o rosto, fingem não ver, empinam o nariz e assumem expressões de desdém, sempre surge alguém que se aproxima, nos reconhece, nos chama pelo nome, nos faz sentir pertencente, digno, útil e importante.

Sim, pessoas iluminadas estão no meio de nós, e não permitem que fiquemos a sós. São boas companhias, são pontes que nos conduzem aos sadios costumes, fundamentados no respeito à sacralidade da vida. São pessoas que nos mostram que ninguém deveria se entristecer profundamente com as preocupações demasiadas, pois a fé supera as provações, o bem tem mais direito que o mal, a esperança do reencontro é mais forte que a dor da saudade; e que ninguém precisa se entorpecer, se drogar para relaxar, muito menos pra ser feliz. Pessoas iluminadas assim nos mostram que a felicidade sempre surge da simplicidade, da sobriedade, da humildade e da partilha.

Eu conheço algumas pessoas assim...

E gostaria de mencionar um companheiro de viagem, que o conheço há mais de dez anos.

Ele é membro da Marinha do Brasil, além de também ser Advogado e Pastor. Estou falando de Marcos Nascimento, que vem contribuindo, ao seu modo, para deixar a cidade de Guaxupé um lugar mais sereno.

Não é culpa do Marcos, mas ele nos faz correr o risco de incomodá-lo quando estamos diante da sua presença. É porque ele nos acolhe tão bem, nos olha nos olhos, ouve, compreende, orienta, que nem dá vontade de sair de perto.

Marcos manifesta uma conduta rara, ele que recebe com ternura qualquer cidadão: pobre, rico, cheiroso, mal cheiroso, empregado, desempregado, criança, jovem, idoso, judeu, católico, evangélico, espírita, agnóstico, ateu, budista enfim, qualquer pessoa. Marcos faz assim, passando por cima das superficialidades e tradições humanas, porque ele consegue enxergar o íntimo da pessoa que está diante dele. Marcos vê a alma. Ele acolhe o ser humano, seu semelhante, seu próximo.

E sua vida é exemplo de fé viva, coerência e comprometimento com a paz, numa demonstração de que é possível sim viver bem em família, conviver civilizadamente em comunidade, sendo justo, honesto, obediente, compassivo, fiel.

Jesus vive onde podemos encontrar um coração fraterno.

Por

Rodrigo Fernando Ribeiro

Psicólogo – CRP-04/26033


COLUNISTA
Rodrigo Fernando Ribeiro
Psicólogo - CRP-04/26033
(Contato: 35 9 8875-5030)


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