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Guaxupé, 31 de outubro de 2020


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JOVENS TAMBÉM INFARTAM: ENTENDA AS CAUSAS E COMO SE PROTEGER

Publicado segunda, 28 de setembro de 2020





No Dia Mundial do Coração, cardiologista alerta que problema também pode afetar pessoas abaixo dos 40 anos

Dia 29 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Coração, data criada para destacar a importância de cuidar desse órgão ao longo de toda a vida. O alerta chega no mesmo mês em que duas figuras públicas de menos de 35 anos morreram em decorrência de paradas cardíacas enquanto realizavam suas atividades.

No dia 08, o triatleta catarinense Felipe Manente de apenas 31 anos morreu repentinamente durante um treino na piscina. Quatro dias depois, o músico de 34 anos Breno Braga, baterista da banda mineira Lagum, sofreu um mal súbito logo depois de um show e não resistiu. Apesar de detalhes não terem sido divulgados, as duas perdas ocorridas na mesma semana chamam a atenção para um problema cada vez mais comum, o aumento do número de mortes entre jovens por problemas cardíacos.

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, é registrada no país uma perda a cada 90 segundos.

E, segundo dados do Ministério da Saúde, os últimos sete anos viram um aumento de 13% nos casos de infarto em pessoas com menos de 30 anos.

Dr. Fabrício Assami Borges, cardiologista e coordenador médico da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Paula, diz que o quadro de infarto em pessoas com menos idade tendem a ser mais graves. "No entanto, quando o corpo é mais jovem, ele tem maior capacidade de se recuperar."

O infarto agudo do miocárdio é a lesão ou morte das células do músculo do coração em decorrência da falta de oxigenação. Ele acontece pela obstrução das artérias e interrupção passagem do sangue ou por um desequilíbrio entre a oferta e demanda de oxigênio. Na maioria dos casos, a obstrução é causada por um coágulo decorrente de uma placa de gordura (ateroma) formada na parede interna das artérias.

O cardiologista afirma que o problema tem afetado cada vez mais jovens por conta de mudanças no estilo de vida. "Atualmente, problemas crônicos de saúde que costumavam ser associados à maturidade já começam a aparecer mais cedo, como obesidade, hipertensão e diabetes. Isso se deve a fatores como piora da alimentação e sedentarismo". Estresse, tabagismo, consumo exagerado de bebidas alcoólicas e uso de drogas ilícitas aumentam os riscos para o coração. Entre os adultos até 40 anos também desempenham papel importante a genética e os problemas cardiovasculares congênitos.

Por isso, a prevenção deve começar cedo com a adoção de hábitos de vida saudáveis. O especialista alerta que é fundamental, a pessoas de todas as idades, realizar atividades físicas regulares, manter uma alimentação equilibrada, controlar o peso, pressão arterial e níveis de glicemia e de colesterol, além de manejo adequado dos níveis de estresse.

“Também é preciso chamar a atenção para a necessidade de se submeter check ups regulares desde o início da vida adulta. Com exames como eletrocardiograma e ecocardiograma, feitos de forma preventiva antes da apresentação de qualquer sintoma, é possível identificar precocemente cardiopatias congênitas e evitar que elas levem a episódios graves e até fatais”, explica. Para pessoas com história familiar de doença cardíaca, os exames são ainda mais importantes.




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