FALTA D’ÁGUA E EXCESSO DE ESGOTO PODERÁ PROVOCAR MORTE DE PEIXES EM CÓRREGO AO LADO DO TERMINAL URBANO - Correio Sudoeste - De fato, o melhor Jornal | Guaxupé Mg

Guaxupé, 30 de setembro de 2020


Publicidades

FALTA D’ÁGUA E EXCESSO DE ESGOTO PODERÁ PROVOCAR MORTE DE PEIXES EM CÓRREGO AO LADO DO TERMINAL URBANO

Publicado quinta, 03 de setembro de 2020





Pessoas que passam pelo local estão preocupadas com os peixes que estão agitados tentando respirar

A baixa vazão do Córrego do Tijuco Preto (que cruza a Rua Mancini sentido Taboão), aliada à grande quantidade de esgoto in natura que é descartada no mesmo, está colocando em risco a vida dos peixes daquele curso d’água.

Um laudo pericial juntado num processo que requer a interdição do Cemitério Parque Alto da Colina, e que corre na Primeira Vara Cível da Comarca local, aponta que as águas daquele córrego também estariam contaminadas por necrochorume.

Anualmente, de março a novembro, a vazão das nascentes d’água reduz de forma substancial. Neste ano estamos enfrentando uma estiagem prolongada, o que vem contribuindo ainda mais para a redução da quantidade de água dos rios e dos córregos.

Com todos estes problemas, além de outros, aparentemente, a oxigenação da água do Córrego do Tijuco Preto encontra-se em níveis muito baixos, fazendo com que os peixes permaneçam na superfície do espelho d’água, com a boca e guelras abertas na tentativa de captar oxigênio.

Para a construção do complexo das pontes do Taboão foi necessário que se fizesse uma pequena barragem a montante das mesmas, com o consequente desvio do curso d’água para a margem esquerda do riacho, facilitando a execução das obras. Desta forma o nível do espelho d’água foi elevado.

Nesta quarta-feira, 2, ocasião em que foi feita esta reportagem, da ponte localizada na Rua Mancini dava para se perceber a movimentação “estranha” dos peixes que procuravam a superfície. Com a redução do curso d’água o que se via era um líquido de coloração escura e com um odor insuportável em pleno centro da cidade.

Uma lei municipal impede que esgoto in natura, ou seja, sem tratamento, seja despejado nos cursos d’água do município.

A Copasa, empresa responsável pela correta destinação dos esgotos da cidade, embora não trate os mesmos, vem cobrando, há anos, uma taxa que, segundo a empresa, seria para coleta, transporte e manutenção das redes de esgotos.

Caso não tenhamos chuva nos próximos dias, com o consequente aumento dos níveis dos rios e córregos, diluindo a grande quantidade de esgoto, a tendência é de que nos próximos dias teremos uma verdadeira mortandade de peixes, além de outros animais aquáticos.




Mais Cidade


 Publicidades

Correio Sudoeste - Todos os Direitos Reservados - Proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo sem autorização prévia

Desenvolvido por Paulo Cesar