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CORONAVÍRUS X CARDIOPATIAS: POR QUE A INFECÇÃO PREJUDICA O CORAÇÃO

Publicado quarta, 06 de maio de 2020





Pacientes com cardiopatias preexistentes são considerados grupo de risco e podem apresentar complicações quando infectados com o novo Coronavírus.

Mas, e quem não tem problemas cardíacos anteriores, por que vem apresentando com frequência sinais de acometimento agudo no coração após o diagnóstico de Covid-19?

De acordo com o Dr. Luiz Guilherme Velloso, cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, os números do comprometimento cardíaco em pacientes que não possuíam cardiopatias apontam:

- Elevação de marcadores de lesão miocárdica, como as enzimas cardíacas, chamadas troponinas (em 25,6% dos pacientes);

- Alterações eletrocardiográficas e de redução de dimensões (contratilidade) do ventrículo esquerdo (7-17%);

- Frequência cardíaca anormal, mais conhecida como arritmias (16,7%).

Além disso, há até mesmo casos relatados de choque circulatório por falência cardíaca aguda.

“Acredita-se que a agressão viral direta às células do músculo cardíaco [miocardite aguda] possa ter papel relevante nestes achados, mas a oferta inadequada de oxigênio aos tecidos cardíacos, devido à lesão pulmonar ou choque, pode também contribuir para o quadro”, explica Velloso.

Outro mecanismo de infarto agudo do miocárdio em pacientes que testaram positivo para Coronavírus é a oclusão de artérias coronárias com lesões prévias por trombo plaquetário – situação que é muito facilitada pelas alterações metabólicas de uma infecção grave, como é o caso da infecção por Covid-19.

Segundo o cardiologista, as células do músculo cardíaco (miocárdio) apresentam em sua membrana grande quantidade de receptores para a enzima conversora do angiotensina (ACE-2), assim como ocorre com as células do tecido pulmonar.

“Os Coronavírus parecem se ligar a estes receptores para invadir as células. Acredita-se que a presença destes receptores ACE-2 possa estar ligada à lesão de células musculares do coração pelo Covid-19, com manifestações clínicas e laboratoriais expressivas”, destaca.




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