Publicado terça, 19 de maio de 2026

A 14ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Guaxupé contou com duas frentes de destaque no pronunciamento da vereadora Dra. Nelzina Vieira da Silveira Neto Lara. No Grande Expediente, a parlamentar trouxe atualizações sobre as tratativas para aumentar a segurança no entorno das instituições de ensino e endossou o debate sobre a gestão da saúde pública, explicando detalhadamente como funciona o fluxo de atendimentos e cirurgias eletivas na cidade.
Preocupada com os índices de violência, acidentes de trânsito e o assédio do tráfico de drogas contra crianças e adolescentes, a Dra. Nelzina informou que retomou o diálogo com o comando da Polícia Militar para viabilizar uma fiscalização ostensiva nas portas das escolas.
A vereadora se reuniu com o atual chefe do batalhão local, Capitão Meneghini, para superar o principal obstáculo do projeto: a falta de efetivo. De acordo com ela, o comando estuda alternativas, como o recebimento de reforço no contingente e o engajamento voluntário de policiais que já estão na reserva.
"O vereador não tem a caneta na mão", esclarece médica
Pegando gancho no desabafo do vereador Carlão sobre as cobranças e ofensas que o Legislativo recebe nas redes sociais devido à demora em exames e procedimentos, a Dra. Nelzina, que é médica de carreira, pediu respeito ao trabalho da Casa e fez um esclarecimento técnico fundamental à população.
"A fila de espera é controlada exclusivamente pela Secretaria Municipal de Saúde de Guaxupé, e não pelos vereadores. Nós não temos a caneta na mão para decidir quem opera, quando ou onde. Legalmente, o vereador não pode — e nem deve — pedir para passar ninguém na frente, pois o critério é estritamente técnico e médico", pontuou.
Ela explicou ainda que nem mesmo a Santa Casa possui autonomia sobre essa lista, limitando-se a receber do município a relação pré-determinada de pacientes a serem operados.
Como profissional da saúde, a vereadora contextualizou o motivo de as filas estarem tão extensas. Segundo ela, durante os dois anos e meio de pandemia da Covid-19, as cirurgias eletivas foram totalmente suspensas por diretriz do Ministério da Saúde. Como as pessoas não deixaram de adoecer nesse período, a demanda reprimida acumulou-se de forma sem precedentes, gerando o atual gargalo que a secretária de Saúde, Daniela Bertelli, tenta sanar.
A Dra. Nelzina reafirmou que o papel dos 13 vereadores vem sendo cumprido com dedicação, por meio da busca de recursos em Belo Horizonte e Brasília e na aprovação unânime de verbas para a saúde. Como exemplo prático, ela citou a articulação que trouxe equipes de cirurgia especializadas da capital mineira para a Santa Casa, conseguindo zerar filas históricas de procedimentos que aguardavam há mais de cinco anos no município.