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Guaxupé, 30 de abril de 2026


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Copom reduz juros em meio a cenário global incerto

Publicado quarta, 29 de abril de 2026





O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira, 29 de abril, a redução da taxa básica de juros para 14,50% ao ano. A decisão ocorre em um contexto de forte incerteza internacional, marcado pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e seus reflexos sobre os preços de ativos e commodities.

Segundo o Copom, o ambiente externo segue indefinido quanto à duração e extensão dos conflitos, o que aumenta a volatilidade financeira global e exige cautela dos países emergentes. No cenário doméstico, os indicadores apontam para moderação no crescimento da atividade econômica, embora o mercado de trabalho ainda demonstre resiliência.

As projeções de inflação continuam elevadas e distantes da meta. A pesquisa Focus mostra expectativas de 4,9% para 2026 e 4,0% para 2027, enquanto a própria projeção do Copom para o quarto trimestre de 2027 está em 3,5%. O Comitê destacou que os riscos inflacionários permanecem elevados, tanto de alta — como a persistência da inflação de serviços e impactos de uma taxa de câmbio mais depreciada — quanto de baixa, como uma desaceleração mais acentuada da economia doméstica ou global.

O Copom reforçou que a decisão de reduzir os juros é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta, sem abrir mão da estabilidade de preços. O Comitê também ressaltou que os próximos passos dependerão da evolução dos conflitos no Oriente Médio e de seus efeitos sobre a cadeia de suprimentos e os preços internacionais.

Participaram da decisão os membros Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David e Paulo Picchetti.

Resumo:

A decisão do Copom de reduzir a taxa básica de juros para 14,50% ao ano é importante porque afeta diretamente o custo do dinheiro no país. Em termos simples:

-Para os consumidores: juros menores tendem a baratear financiamentos e empréstimos, o que pode estimular compras de bens duráveis e investimentos pessoais.

-Para as empresas: o crédito fica mais acessível, ajudando na expansão de negócios e na geração de empregos.

-Para a economia: a redução busca equilibrar dois objetivos: controlar a inflação (evitando que os preços subam demais) e, ao mesmo tempo, não travar o crescimento econômico.




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