Publicado segunda, 27 de abril de 2026

O governo federal deve anunciar ainda esta semana o Desenrola 2.0, nova etapa do programa de renegociação de dívidas que trará uma inovação importante: o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como ferramenta para quitar débitos. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em São Paulo, após reuniões com banqueiros e representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Segundo Durigan, haverá um limite para o saque do FGTS dentro do programa, vinculado ao pagamento das dívidas, mas sem ultrapassar o valor devido. O ministro explicou que o objetivo é reduzir os altos índices de inadimplência no país, especialmente em modalidades de crédito como cartão de crédito, cheque especial e CDC (crédito direto ao consumidor), que possuem juros elevados.
Durigan adiantou que o programa contará também com aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO), garantindo segurança às renegociações. Ele destacou que os descontos podem chegar a até 90% do valor da dívida, desde que os bancos ofereçam taxas de juros muito menores do que as praticadas atualmente.
O ministro reforçou que o Desenrola não será um “Refis recorrente”, mas uma medida excepcional diante do cenário econômico e social. A expectativa do governo é beneficiar dezenas de milhões de brasileiros, superando os resultados da primeira fase do programa, que em 2023 renegociou R$ 53,2 bilhões em dívidas e alcançou cerca de 15 milhões de pessoas.
O anúncio oficial deve ser feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda nesta semana, após a conclusão das conversas com instituições financeiras e empresas estratégicas.