Má circulação no diabetes: como identificar os sinais de alerta antes das feridas - Correio Sudoeste - De fato, o melhor Jornal | Guaxupé Mg

Guaxupé, 27 de março de 2026


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Má circulação no diabetes: como identificar os sinais de alerta antes das feridas

Publicado quarta, 25 de março de 2026





A circulação sanguínea comprometida é uma das complicações mais silenciosas e perigosas para quem convive com o diabetes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), aproximadamente 70% das amputações de membros inferiores no Brasil são motivadas por complicações da doença, um dado alarmante que reforça a necessidade de vigilância constante. Quando o excesso de açúcar no sangue danifica as paredes das artérias, o fluxo de oxigênio para as extremidades diminui drasticamente, criando um cenário onde pequenas lesões podem evoluir para quadros irreversíveis em pouco tempo.

Muitos pacientes ignoram sinais precoces, acreditando que o desconforto faz parte do envelhecimento ou do cansaço diário. No entanto, o Dr.Josualdo Euzébio explica que a atenção deve começar muito antes do surgimento de qualquer ferida. Segundo o especialista, a perda de sensibilidade e a sensação constante de pés gelados são indicadores claros de que o sangue não está chegando como deveria. "A dormência faz com que a pessoa não sinta um sapato apertado ou uma pequena pedrinha, e é justamente essa falta de percepção que abre porta para as úlceras", afirma o cirurgião vascular e endovascular.

Outro sintoma determinante é a claudicação intermitente, caracterizada por dores nas panturrilhas que surgem durante uma caminhada e desaparecem com o repouso. O médico ressalta que esse aviso do corpo sinaliza que as artérias podem estar obstruídas por placas de gordura e cálcio. Além da dor, a observação estética também ajuda no diagnóstico preventivo: a pele dos pés e pernas costuma ficar mais fina, brilhante e com ausência de pelos, refletindo a desnutrição dos tecidos pela falta de irrigação sanguínea adequada.

Para reverter esse quadro e afastar o risco de perda do membro, a medicina avançou significativamente com as técnicas minimamente invasivas. Atualmente, a desobstrução por cateter, conhecida como angioplastia, permite tratar o problema sem a necessidade de grandes cortes. Através de uma pequena punção, o especialista consegue navegar pelo interior dos vasos e restaurar o fluxo sanguíneo. "Conseguimos levar o sangue de volta à extremidade do pé de forma rápida, o que é fundamental para a cicatrização de qualquer lesão existente e para evitar que novas feridas apareçam", destaca.

A prevenção, contudo, ainda é o melhor caminho e depende diretamente do controle rigoroso da glicemia e de exames de rotina. O acompanhamento periódico com um especialista permite identificar obstruções ainda em estágio inicial, muitas vezes detectadas apenas por meio de um doppler vascular no consultório. Quando o tratamento é feito de forma precoce, as chances de preservar a integridade física e a mobilidade do paciente são drasticamente maiores, transformando o prognóstico de quem convive com o diabetes.

O cuidado diário deve incluir o exame visual dos pés todas as noites e o uso de calçados adequados que não causem pontos de pressão. Ao notar qualquer alteração na cor da pele ou uma temperatura persistentemente baixa, a recomendação é buscar avaliação especializada imediatamente. Como reforça o Dr. Josualdo, no contexto da saúde vascular, o tempo é um fator determinante para o sucesso de qualquer intervenção, e a detecção precoce continua sendo a ferramenta mais poderosa contra as amputações.

Saiba mais sobre o trabalho do Dr. Josualdo Euzébio: @dr.josualdo  

Fonte: Dr. Josualdo Euzébio —  Cirurgião Vascular e Endovascular 




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