Publicado terça, 02 de setembro de 2025

No dia 1º de setembro, uma série de golpes envolvendo falsas ações judiciais deixou moradores de cidades do Sudoeste de Minas Gerais em alerta. Os crimes, registrados em Guaxupé, Guaranésia, Monte Santo de Minas e Nova Resende, seguiram um padrão sofisticado de engenharia social, com uso de chamadas de vídeo, clonagem de contatos e manipulação
Guaranésia
Uma cozinheira de 61 anos procurou a Polícia Militar após perceber que havia sido enganada por um golpista que se passou por sua advogada. O criminoso enviou mensagens via WhatsApp com foto e nome da profissional, alegando que a vítima havia vencido uma ação judicial. Convencida da veracidade, a mulher forneceu dados bancários, fotos do cartão e realizou chamadas de vídeo. O prejuízo foi de R$ 2.900,00, transferidos via PIX para contas da Caixa Econômica e Nubank.
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Guaxupé
Ainda em Guaxupé, uma auxiliar de escritório de 48 anos relatou ter recebido ligação de um homem identificado como “Pedro”, suposto funcionário do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele afirmou que a vítima havia vencido uma ação contra o Mercado Pago, mas que seria necessário o pagamento de R$ 2.274,00 de imposto de renda. Após realizar o PIX, ela recebeu nova ligação de outro golpista, que exigiu R$ 1.743,68 em honorários. O total perdido foi de R$ 4.017,68.
Monte Santo de Minas
Um casal de idosos foi vítima de um golpe ainda mais elaborado. A mulher recebeu ligação de um suposto advogado solicitando pagamentos para liberação de valores de uma ação judicial. Em seguida, outro indivíduo se passou por juiz e orientou novas transferências via WhatsApp, incluindo chamadas de vídeo e links de reconhecimento facial. Foram realizadas oito transações, entre PIX e boletos, totalizando R$ 21.984,00. O golpe foi percebido após os criminosos bloquearem o contato com as vítimas.
Nova Resende
Em Nova Resende, uma dona de casa de 28 anos, disse ter participado de uma audiência online de um processo judicial, e recebeu contato de um suposto advogado informando que a causa havia sido ganha. Para liberar os valores, ela deveria pagar R$ 2.300,00 via PIX para uma conta do banco Bradesco. Após conversar com o esposo, descobriu que o contato havia sido clonado.
Alerta às Autoridades e à População
Os casos revelam uma nova onda de estelionatos que exploram a confiança das vítimas em profissionais do direito e instituições judiciais. As autoridades reforçam a importância de verificar informações diretamente com advogados e evitar fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos sem confirmação oficial.
A soma dos prejuízos ultrapassa R$ 31 mil em apenas um dia, evidenciando a necessidade de campanhas de conscientização e medidas de segurança digital mais rigorosas pelos profissionais e instituições, como a OAB.