Guaxupé, sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Cemitérios de Guaxupé recebem melhorias para o Dia de Finados

A Emurb, Empresa Municipal de Urbanização, e a administração dos cemitérios, Luiz Smargiassi (Praça da Saudade) e Parque Alto da Colina estão adotando uma série de providências para o feriado de Finados, que ocorrerá amanhã, sexta-feira, dia 2. A expectativa é de que um grande número de pessoas visitem as duas necrópoles no dia dedicado aos mortos.
 
Segundo o administrador dos dois Cemitérios, Jurandir Santana, apesar do excesso de chuva que ocorreu no mês de outubro, o cronograma vem sendo realizado a contento, com a previsão de que tudo esteja devidamente em ordem para receber o grande fluxo de pessoas no feriado, que coincide com um final de semana prolongado.
 
Até mesmo para dar mais segurança, no Cemitério da Praça da Saudade, foi realizada uma reforma nas instalações elétricas entre a portaria e a Capela Central, que eram era subterrânea e vinha apresentando problemas; foi substituída por outra, aérea, acondicionada em postes metálicos, os quais já se encontravam engastados. As antigas luminárias existentes nos postes também foram substituídas por outras, estilo globo. Também foram instalados refletores, com lâmpadas de 100 watts, uma na portaria central, uma na frente da Capela e outra aos fundos.

Além de uma limpeza geral, também foi feita uma pintura dos meios-fios, além de outros reparos no piso.
 
Na terça-feira, 30, quando foi realizada a reportagem, vários trabalhadores autônomos, contratados por pessoas que têm familiares sepultados naquele cemitério, estavam realizando a limpeza e pequenos reparos nos túmulos.
 
Feriado
Na sexta-feira, 2, Dia de Finados, os dois cemitérios permanecerão abertos para visitação das 6 às 19h, apesar de ainda não ter iniciado o horário de verão, como vinha acontecendo em anos anteriores.
 
Em virtude do grande movimento de pessoas no cemitério da Praça da Saudade, a Prefeitura Municipal, através da divisão de trânsito, montará um esquema especial nas imediações; uma ambulância da municipalidade também permanecerá à disposição para eventual socorro. A Copasa disponibilizará água potável de forma gratuita para os visitantes.
 
Na capela do cemitério velho serão celebradas duas missas, uma às 9h e a outra às 16h. Já no cemitério Parque Alto da Colina ocorrerá somente uma missa, às 9h.
 
No passado, sepultamentos ocorriam, além do cemitério, no interior e no adro das igrejas
 
Num passado distante a Igreja Católica Apostólica Romana estava intimamente ligada ao “Estado”, no sentido amplo da palavra.
 
Atualmente quem autoriza ou não a edificação de um templo religioso e ou de um cemitério em determinado local é o poder público através das prefeituras municipais e outros órgãos administrativos, porém nos séculos XVIII e XIX quem concedia esta autorização eram os altos representantes da Santa Sé.
 
A partir de 1702, por determinação do então arcebispo da Bahia, Dom Sebastião Monteiro Vide e do Conselho de Sua Majestade, iniciou-se a elaboração das chamadas “Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia”. Em 12 de junho de 1707 o documento foi apresentado e aprovado pelo Sínodo Diocesano.
 
A “Constituição”, com 1318 artigos, divididos em cinco “livros” (partes) foi publicado em uma encadernação com 526 páginas, em 1719, em Lisboa; em 1720, em Coimbra; e, finalmente, em 1853, pela “typographia 2 de Dezembro”, de Antônio Louzada Antunes, em São Paulo.
 
Sepultamentos
Até 1890, não havia o registro civil das pessoas. A existência de uma pessoa só era comprovada a partir da certidão de batismo, emitida pela Igreja Católica; só era considerada casada após a celebração do casamento religioso e só era considerada falecida após o padre emitir a certidão de óbito.
 
O art. 831, da mencionada Constituição estabelecia a obrigatoriedade de um livro para registros de óbitos nas igrejas e ainda estabelecia as normas para elaboração do mencionado registro.
 
O sepultamento dos corpos dos fiéis no interior das igrejas estava previsto no art. 843 com a seguinte fundamentação “é costume pio antigo e louvável na Igreja Católica, enterrarem-se os corpos dos fiéis cristãos defuntos nas igrejas, e cemitérios delas, porque são lugares a que todos os fiéis concorrem para ouvir, e assistir as missas e ofícios divinos e orações, tendo à vista as sepulturas, se lembrarão de encomendar a Deus Nosso Senhor as almas dos ditos defuntos, especialmente dos seus, para que mais cedo sejam livres das penas do purgatório, e se não esquecerem da morte, antes lhes será aos vivos mui proveitoso ter memória dela nas sepulturas”.
 
O art. 845 ainda previa que, em vida, a pessoa escolhesse o local que pretendia ser enterrado, no interior do templo, no cemitério ou até mesmo no adro das igrejas. O adro é a parte externa dos templos, local este atualmente conhecido como “Praça da Igreja”.

A partir de 1886 a Santa Sé proibiu os sepultamentos no interior das igrejas, reservando o direito somente aos bispos, arcebispos, cardiais, além do Papa.
 
Sepultamentos no “adro”
Para a construção da escadaria frontal da atual Catedral de Guaxupé fez-se necessário escavações no adro da igreja que havia sido demolida em 1943. Durante a realização dos serviços foram encontrados ossos humanos e fragmentos de urnas mortuárias, comprovando os sepultamentos no adro da velha igreja.
 
Cemitérios
O primeiro cemitério guaxupeanos que se tem notícia localizava-se em terras da antiga Fazenda do Balsamo, próximo à antiga estação Ferroviária do Japy. Foi desativado a partir de 15 de março de 1856, ocasião em que foi instalado de fato o Curato de Dores do Guaxupé.
 
Apesar de desativado, no velho cemitério ainda foram sepultados alguns corpos de escravos.
 
O segundo cemitério localizava-se aos fundos da antiga Catedral, mais precisamente onde atualmente encontra-se instalado o parque Infantil Municipal. Funcionou entre 15 de março de 1856 e 8 de maio de 1896. Permaneceu desativado até julho de 1928, quando foi demolido. Por ocasião da demolição, existiam apenas cinco sepulturas perpétuas, sendo que as demais eram temporárias.
 
O atual cemitério da Praça da Saudade, com a denominação oficial de Cemitério Luiz Smargiassi, foi construído pela Igreja Católica e bento em 10 de maio de 1896 pelo bispo de São Paulo, Dom Joaquim do Arco Verde Cavalcanti.
 
Quando da demolição da Catedral Velha, foram exumados os restos mortais dos 16 corpos que lá se encontravam sepultados. Os restos mortais de 10 deles foram transladados para o jazigo do Barão localizado no interior do cemitério da Praça da Saudade. Os restos dos outros dois (Capitão Joaquim Norberto Ribeiro do Valle e Delphina Cândida de Jesus), foram transladados para a sepultura de Jesuína Cândida de Jesus, viúva do capitão Joaquim Norberto e sobrinha de Delphina Cândida.
 
Os restos mortais exumados das sepulturas temporárias do cemitério do Parque Infantil foram transladados para uma sepultura conhecida como “Túmulo das Almas Bendidtas”
 
Sepultamentos atuais
Atualmente a média mensal de sepultamentos no Cemitério Luiz Smargiassi é de 25 corpos e no do Alto da Colina, 10. Em 2017 foram realizados 300 sepultamentos na velha necrópole, e 127 no novo; totalizando 427 corpos, o que proporcionou uma média mensal de 35.
 

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