Guaxupé, domingo, 16 de dezembro de 2018
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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Iniciado oficialmente o processo de beatificação de Dom Inácio

Exumação começou na segunda-feira
Na última segunda-feira, 19, às 15 h, na cripta da Catedral Nossa Senhora das Dores, aconteceu uma celebração, iniciando oficialmente o processo de beatificação do bispo Dom Inácio João Dal Monte.
 
A solenidade foi restrita aos membros da Igreja Católica. Contou com a presença do bispo diocesano, Dom José Lanza Neto, e dos padres: Reginaldo da Silva, pároco da Paróquia de Nossa Senhora das Dores; Cleiton Bueno, pároco de Nova Rezende; Henrique Neverston, pároco de Cabo Verde; Sérgio Bernardes, assessor de comunicação da Diocese de Guaxupé.
Também estiveram presentes dois postuladores e um juiz das causas dos Santos, provindos especialmente de Roma naquele dia.
 
A “beatificação” é um procedimento que antecede o processo de santidade, para que a Igreja Católica Apostólica Romana possa declarar Santo alguém que praticou milagres, seja em vida ou após a morte.
 
Muitos devotos afirmam ter recebido graças ou milagres através da intercessão do bispo Dom Inácio. Ele esteve à frente da Diocese de Guaxupé no período compreendido entre 8 de setembro de 1952 e 29 de maio de 1963, quando faleceu.
 
O prelado era portador de diabetes, teve a perna esquerda amputada e faleceu na Santa Casa de Misericórdia de Guaxupé. Naquela ocasião seu corpo foi embalsamado, velado na Capela de Nossa Senhora Aparecida e na Catedral.
 
Antes de ser sepultado em uma das capelas da cripta, a urna mortuária, de madeira, foi colocada em outra construída de chapa galvanizada nº 18, contendo dois metros de comprimento por um de largura.
 
A tampa da urna metálica foi soldada com maçarico. Como a soldagem foi feita nos quatro lados, para abreviar o trabalho, o serviço foi realizado por João Chueiri, o popular Dino Chueiri, pelo irmão Felício e pelo sobrinho Antonino. Atualmente Felício e o filho Antonino já são falecidos, sobrevivendo apenas Dino, com 92 anos de idade.
 
Exumação
O corpo de Dom Inácio foi sepultado em um jazigo localizado na parede do fundo da capela, abaixo de uma lápide de mármore. Na parede do lado direito da mesma encontra-se sepultado o corpo do também bispo, José Alberto Lopes de Castro Pinto. No centro da capela, abaixo do nível do piso, existe um jazido com duas gavetas de cada lado, porém se encontram vazias. 
 
A sepultura foi aberta e a caixa metálica foi retirada e, posteriormente, aberta através de esmerilhadora.
 
Segundo a tradição da igreja Católica, a exumação se faz necessária para a comprovação de que o candidato a Santo realmente existiu.
 
Sigilo
Nesta primeira fase, o trâmite corre em sigilo. A expectativa dos postuladores e do juiz é de que a necropsia leve até 15 dias. Neste período a cripta permanecerá interditada, não sendo permitida nem mesmo a presença do bispo e ou dos padres. Somente depois disto é que serão divulgadas eventuais informações e fotos.
 
Testemunhos
Os postuladores das Causas dos Santos pretendem realizar entrevistas com pessoas que conheceram e ou conviveram com Dom Inácio. Eles já solicitaram ao pesquisador e historiador Wilson Ferraz as cópias de um documentário e de um livro, ambos elaborados por ele, que retratam o dia-a-dia do episcopado de Dom Inácio.
 
Além de historiador, Wilson também foi gerente da Serralheria Felício Chueiri, na década de 1970, ocasião que tomou conhecimento dos detalhes do sepultamento de Dom Inácio, fato que era mencionado frequentemente por Antonino, um dos sócios da empresa.
 
Dino Chueiri também será ouvido. Além de ter convivido com o bispo, prestou diversos serviços para a Diocese, e também participou da soldagem da caixa metálica que acondicionou a urna mortuária.

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