Guaxupé, quarta-feira, 19 de junho de 2019
Você está em: Notícias / Política / Crescimento de Minas depende de recuperação fiscal
quinta-feira, 4 de abril de 2019

Crescimento de Minas depende de recuperação fiscal

Para secretário de Desenvolvimento Econômico, pacto do Estado com União é única saída para reaquecer economia.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedects), Vitor de Mendonça, condicionou a retomada do crescimento de Minas Gerais à aprovação do Plano de Recuperação Fiscal que o Governo de Estado pretende pactuar com a União que inclui, entre outras exigências, a privatização de estatais. “Sem ela (a recuperação), estamos fadados a ficar sem condições de crescer. Este é o plano A. Não existe plano B”, afirmou.

O deputado manifestou a preocupação a deputados da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quarta-feira (3/4/19) em visita à Sedects e à Secretaria de Estado de Turismo. Participaram do encontro o presidente da comissão, Thiago Cota (MDB), Glaycon Franco (PV), Virgílio Guimarães (PT) e a deputada Laura Serrano (PSL), além do subsecretário de Turismo, Rafael Almeida.

Segundo o secretário Vitor de Mendonça, a suspensão do pagamento da dívida com a União por três anos, como prevê o plano, será fundamental para equilibrar as contas do Estado, que passará a focar mais no aumento de receita, já que 80% das despesas são destinadas ao pagamento de pessoal, portanto, “sem margem de manobra”.

Vitor de Mendonça afirmou que o governo estadual pretende atuar em outros dois pontos considerados fundamentais para a retomada do crescimento econômico, além da recuperação fiscal: manter a atuação do Estado apenas nas áreas essenciais, como saúde, educação e segurança, e, ainda, recuperar o protagonismo de Minas na economia nacional, investindo sobretudo em tecnologia e inovação.

Privatizações - Com relação à desestatização, o secretário confirmou que a prioridade será a privatização da Cemig e da Copasa. Explicou que será desenvolvido um processo de recuperação do valor das duas estatais durante a espera de aprovação da medida pela Assembleia. O plano de venda das duas empresas ainda está sendo elaborado.

Vitor de Mendonça disse que as duas empresas públicas perderam muito em valor de mercado, em função de má gestão de administrações anteriores. A Cemig, segundo ele, vale hoje R$ 20 bilhões, mas poderia valer R$ 35 bilhões, e a Copasa, dos R$ 8 bilhões avaliados, estima-se que seria um preço justo de R$ 14 bilhões.

Comente, compartilhe!

© Copyright 2014 - Todos os direitos reservados