Guaxupé, quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Tratorista acusado de tentativa de homicídio é novamente condenado pelo Tribunal do Júri

O réu Welinton Vasconcelos Antônio da Silva foi condenado pelo Tribunal do Júri a nove anos e dois meses de reclusão, pena a ser cumprida no regime fechado. O julgamento aconteceu nesta quinta-feira, 16 de agosto.
 
Welinton, tratorista e operador de máquinas agrícolas, foi acusado pelo representante do Ministério Público Estadual de tentativa de homicídio contra Paulo Guilherme Alves Batista.
 
Conforme consta do inquérito policial, e do processo nº 21094-86.2017, o acusado Welinton, já vinha mantendo um desentendimento com a vítima, Paulo Guilherme e resolveu se vingar.
 
Em 12 de fevereiro de 2017, por volta das 2h20, acusado e vítima se encontraram no “Olympia Eventos”, no bairro Flor do Estado, próximo AABB.
 
Welinton sacou de uma arma de fogo e seguiu ao encontro de Paulo, ocasião em que efetuou diversos disparos, sem acertar a vítima que caiu no chão. Nestas circunstâncias o acusado tentou efetuar outros disparos, porém as munições falharam.
 
Percebendo que a arma falhou, Welinton começou a agredir Paulo com coronhadas na cabeça e com a aproximação de pessoas no local, ele fugiu.
 
Paulo Guilherme foi socorrido e sobreviveu aos ferimentos.
 
Julgamento
O Conselho de Sentença, formado pelos jurados, decidiu que Welinton foi o autor da tentativa do crime de homicídio privilegiado qualificado.
 
Ao dosar a pena, a magistrada considerou que a culpabilidade do réu é acentuada, uma vez que submeteu a vítima a intenso sofrimento, golpeando-a com coronhadas na cabeça, após estar caída ao solo.
 
A juíza fundamentou que não há provas contra a conduta social do acusado, restando ausentes as informações quanto ao seu meio circundante; que a personalidade do mesmo evidenciou inequívoco descompromisso para com valores sociais mínimos de convivência pacífica, tanto é assim que foi para uma festa de pré-carnaval portando uma arma de fogo e que os motivos do crime estão relacionados a desavenças anteriores com a vítima.
 
Finalmente, ela fixou a reprimenda em nove anos e dois meses de reclusão, pena a ser cumprida inicialmente em regime fechado.
 
Recursos
A juíza negou o direito de Welinton recorrer em liberdade, tendo em vista que o mesmo já foi condenado em primeira instância em outro processo, aguardando decisão do recurso em segunda instância.
 
Com relação à presente condenação, o promotor Thales não pretende recorrer, porém a defensora, Letícia de Lima Freitas, pretende interpor recurso junto ao TJMG, Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, na tentativa de redução da pena aplicada pela magistrada da comarca de Guaxupé. 
 
A sessão foi presidida pela juíza titular da Vara Criminal local, Cristiane Vieira Tavares Zampar, com a acusação do promotor de justiça Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira, enquanto que a defesa do acusado ficou a cargo da defensora pública Letícia de Lima Freitas.
 

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