Guaxupé, quarta-feira, 19 de setembro de 2018
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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Terceirização da educação dos filhos

Juiz Milton Furquim
Juiz Milton Furquim
Encerrando a Conferência dos Comissários da Infância e Juventude, o juiz Milton Furquim falou das dificuldades que existe em relação aos menores infratores.
 
Disse que atualmente existe uma inversão de valores que impera em muitas famílias, na sociedade e nas escolas.  Com sua experiência de 10 anos como professor secundário, 10 de diretor e mais de 20 de juiz de Direito, ele fundamenta que as famílias estão terceirizando a educação dos filhos com a alegação de que não estão dando conta de educá-los. Assim, os pais terceirizam para as escolas, instituições, igrejas, promotores de justiça e juízes a obrigação de educar.
 
Outra fundamentação do magistrado é de que no Brasil não existe uma política voltada para a educação com algo produtivo. Segundo ele, os países mais desenvolvidos são conservadores no trato com as crianças, enquanto que no Brasil é exatamente o contrário.
 
Assim, os menores se sentem senhores de si e fazem o que querem porque a legislação vigente é covarde, ineficaz e ineficiente. O menor só não pode trabalhar mas, pode matar, roubar, furtar estuprar, além de outras infrações penais.
 
Finalizando, disse que esta é uma situação frustrante e revoltante, principalmente para os juízes da Infância e Juventude que têm a “caneta na mão” que pode condenar o menor infrator, porém a condenação não pode ser cumprida por falta de vagas em instituições especializadas.

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