Guaxupé, quarta-feira, 19 de setembro de 2018
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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Falta de vontade para trabalhar

Secretário de Ação Social, Claudinei Vitor
Secretário de Ação Social, Claudinei Vitor
Ainda sobre a Conferência do Conselho Tutelar, em seu pronunciamento, o secretário municipal de Ação Social, Claudinei Vitor, defendeu uma integração entre os poderes Executivo e Judiciário com o chamado “terceiro setor” adotando medidas para integrar os menores no projeto do primeiro emprego ou do menor aprendiz.
 
No entendimento dele muitas empresas deixam de admitir jovens aprendizes em virtude dos custos que são maiores em relação aos trabalhadores convencionais.
 
Claudinei mencionou que muitos jovens não manifestam interesse em providenciar os documentos mínimos necessários, até mesmo a Carteira de Trabalho; não se apresentam nas entrevistas, ou quando comparecem, não demonstram interesse em ser admitido na vaga de trabalho.
 
Para ele, boa parte destes jovens apresenta uma verdadeira alienação, no que são apoiados, principalmente pelas mães, pois são estas que portam os documentos dos filhos.
 
Ele também disse que muitos empresários se sentem receosos para contratar menores infratores, porém é um risco que se tem que correr, apesar de que alguns são recuperáveis.
Sem mencionar nome, disse que um menor foi integrado na administração municipal e que vem apresentando um comportamento exemplar e que até naquela data não havia praticado nenhuma irregularidade que pudesse desabonar sua conduta.
 
Psicologia para menores
O defensor público Felipe Moreira Favila discorreu sobre os problemas envolvendo comportamento de menores: quando chegam até a Defensoria Pública já estão num estado mais grave, seja na seara Cível ou Criminal, nos chamados atos infracionais. E que na maioria das vezes estes casos ocorrem em famílias de baixa renda.
 
Felipe disse também que o mundo virtual está se sobrepondo ao natural, banalizando a convivência familiar, tendo em vista que as crianças não aceitam ficar sem as novidades tecnológicas. Desta forma, a mente das crianças acaba ficando “ausente”, embora estejam fisicamente presentes.
 
O defensor público sugeriu que os membros dos conselhos procurem realizar cursos para se orientarem sobre “psicologia” e um melhor entendimento do fato que está ocorrendo no caso específico.
 
Aberta a palavra ao público, um membro do Conselho Tutelar de Juruaia, questionou a respeito do aumento de jovens entre 12 e 16 anos de idade que estão se envolvendo com drogas. Respondendo, Felipe declarou que em Guaxupé foi criada uma rede multidisciplinar para tentar melhorar o atendimento a estes menores; que menores infratores podem ser apenados com a prestação de serviços à comunidade.
 
Outra conselheira questionou que dificilmente uma repartição pública aceitará um menor infrator prestando serviços, até mesmo por temor, tendo Felipe alegado que realmente é um problema sério, porém é preciso tentar recuperar o infrator.

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Secretário de Ação Social, Claudinei Vitor Defensor público Felipe Moreira Favila

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