Guaxupé, sexta-feira, 25 de maio de 2018
Você está em: Notícias / Justiça / Autorizada a construção de duas celas para acautelamento de menores infratores
sexta-feira, 9 de março de 2018

Autorizada a construção de duas celas para acautelamento de menores infratores

Nesta sexta-feira, 9, o juiz da Infância e Juventude da Comarca de Guaxupé, Milton Furquim, anunciou que o juiz corregedor do Presídio Guaxupé-Guaranésia, Bruno Moya Raimundo, havia concordado com a construção de duas celas no recinto daquele estabelecimento prisional para acolhimento de menores infratores.  
 
Como os processos que envolvem menores infratores correm em segredo de justiça, a imprensa não tem acesso aos mesmos, não sendo possível a divulgação de qualquer informação a respeito. Segundo informações da Polícia Civil, 75% dos roubos, os chamados assaltos à mão armada, além de furtos em residências, em Guaxupé, são praticados por menores infratores. Alguns destes menores já acumulam uma longa ficha, sendo que alguns deles já têm 25, 27 e até 30 passagens pela polícia e se encontram em liberdade.
 
Conforme prevê a legislação vigente, além de uma portaria recentemente editada pelo desembargador corregedor dos presídios do TJMG, Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, os menores infratores não podem ficar acautelados em celas de presídios e nem de delegacias de polícia.
 
Acontece que os institutos especializados no acolhimento de menores infratores não disponibilizam vagas suficientes para atender a demanda, ou seja, é muito difícil de se conseguir a “internação” de menores infratores, inclusive dos com alta reincidência.
 
Na tentativa de amenizar o problema, o Juiz Milton Furquim e o juiz corregedor do presídio Guaxupé-Guaranésia concluíram que a construção de duas celas no recinto do presídio para acolhimento destes menores seria uma forma de mantê-los acautelados por até cinco dias, enquanto se conseguisse vagas para internação.
 
Segundo Milton Furquim, as celas seriam construídas dentro dos padrões de engenharia exigidos e eles já teriam conseguido o agente financiador para as mesmas.
 
Posteriormente o juiz de Guaranésia, Bruno Raimundo, que é o corregedor do presídio, procedeu uma consulta formal junto ao TJMG e à CGJ, Corregedoria Geral de Justiça, tendo os dois órgãos autorizado a construção, com a ressalva de que os menores não poderão permanecer por mais de cinco dias acautelados e não poderão ter nenhum contato com os demais presos, nem mesmo durante os banhos de sol.
 
Falando à reportagem do Correio Sudoeste Milton Furquim mencionou: felizmente o TJMG e a CGJ entenderam a situação caótica de ambas as comarcas quanto ao acautelamento de menores infratores. Assim, creio não mais haver óbice para que as autoridades que se responsabilizaram pela construção das duas celas possam dar efetivamente início nas obras, pois o tempo urge e já não é mais possível continuar refém desta criminalidade juvenil que tanto preocupação, medo, insegurança e terror tem causado as sociedades, guaxupeana, são pedrense e guaranesiana.  (WF)

Comente, compartilhe!

© Copyright 2014 - Todos os direitos reservados