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sábado, 13 de junho de 2015

Marcos Ribeiro, o guaxupeano que conheceu a fronteira entre a vida e a morte

Marcos Ribeiro
Marcos Ribeiro
Um guaxupeano muito querido na cidade, Marcos Ribeiro, viveu uma das experiências mais marcantes de sua vida após sofrer um grave acidente: a quase morte.

Homem de muita fé e dotado de grande espírito de solidariedade, ele dá o seu testemunho ao Grupo Destaca de como foi se aproximar do outro lado da existência e depois voltar.
 
Grupo Destaca: Você viveu uma experiência de quase morte há poucos anos. Conte-nos como tudo aconteceu.

Marcos Ribeiro: Há quatro anos e meio eu sofri um acidente de moto, na estrada. Ocorreram várias fraturas: crânio, incluindo face, mandíbula, clavícula, quatro costelas com perfuração dos dois pulmões, esmagamento do fêmur esquerdo e perda parcial da visão esquerda. Fiquei dois meses em coma, tive três paradas cardíacas. Foi necessária uma traqueostomia. Respirei pela tráqueo mais de três meses depois que saí do coma. Revivi. Durante o período do coma apenas o corpo fica inativo. O espírito não. Muitas atividades ficam na memória. Outras a gente vai recordando com o tempo. Daí o cuidado com o que se diz ou faz, diante de alguém nessa situação.
 
Destaca: Depois do ocorrido, você acredita que ninguém “morre” antes da hora?

Marcos: Já acreditava antes do acorrido. Com uma ressalva: a pessoa pode voluntariamente abreviar seu tempo, como é o caso do suicídio ou por irresponsabilidade com a própria vida, por vícios ou atitudes impensadas (o chamado suicídio inconsciente). Mas em muitos casos, como no meu, o que ocorre é a intervenção divina que nós costumamos chamar de “moratória”. Segundo laudo clínico, eu cheguei ao hospital desenganado pela ciência humana.
 
Destaca: O fato de você ter “milagrosamente” sobrevivido pode ser explicado como uma prova de que sua missão ainda não havia sido cumprida neste mundo? Como que a sua religião, o Espiritismo, explica?

Marcos: Como já disse, trata-se de uma moratória. E isso não é privilégio nenhum. Muitos companheiros, irmãos de fé, que compõem a equipe com a qual trabalho passaram pelo mesmo processo em situações diferentes. O Senhor da vida é Deus. Não sei se tenho missão. Acredito que Deus nos dá oportunidades de continuar vivendo e servindo para evoluir. Essa situação do acidente foi a mais recente das quatro provas que passei nesta existência. Sofri anteriormente um outro acidente grave de moto por volta de 1985, tive diverticulite em 2000, câncer de parótida em 2005.
 
Destaca: O que mudou em sua vida depois deste episódio?

Marcos: Passamos a viver ainda mais intensamente o lado espiritual. Hoje, o mais importante para mim é o trabalho conjunto pelo bem-estar do próximo. Nos preocupamos menos e nos ocupamos mais.
 
Destaca: Você é formado em Direito e ocupa um cargo de gerente em uma corretora de imóveis. Há outros planos para a sua vida?

Marcos: Sim, tenho planos: Construir nosso “Hospital Verde”, denominado C.E.A.A.T.I. (Casa Espírita Antônio Alves e Tia Inácia), ombreando com a minha equipe. É uma casa que além de tratamento espiritual, estimula a integração com a natureza e seus inúmeros recursos, respeitando-a e preservando-a. Incentiva ainda o uso da medicina alternativa incluindo fitoterápicos.
 
Destaca: O Destaca foi informado de que você desfruta a simpatia de muitos guaxupeanos. Há pessoas que lhe são muito gratas, pois você pratica atos solidários de maneira espontânea e muito sincera. Como cristão, certamente isso não o envaidece. Mas como você define a sensação de poder ajudar o próximo?

Marcos: Poder ajudar é uma alegria. É uma benção divina a consciência de lutar para estar sempre pronto para servir. Afinal, é muito melhor ajudar do que precisar de ajuda, embora já tenha sido carregado muitas vezes por meus amigos do plano físico e do plano espiritual, e em especial pela minha família.

Destaca: Segundo consta, há amigos seus que reconhecem a sua semeadura no bem e, talvez, você saiba disso. Eis a prova de que suas atividades atingem a vida e o coração das pessoas. Qual o segredo de saber plantar boas sementes?

Marcos: Aceitar as pessoas como elas são, sem esperar nada delas. Procurar estar próximo das pessoas sempre que possível, nos momentos difíceis.
 
Destaca: De acordo com o seu conceito, Guaxupé é uma cidade que se abre para o conhecimento da espiritualidade humana?

Marcos: Sim. Temos percebido um aumento significativo em nossas casas espíritas de pessoas em busca de esclarecimento. Nossa cidade é uma comunidade de fé. É grande a frequência aos demais templos católicos, evangélicos e outros. O homem moderno, ao contrário do que é divulgado, tem sede de Deus.
 
Destaca: O que você diria às pessoas que acreditam que a morte é o fim de tudo?

Marcos: Diria que eu sei que a morte não é o fim. A passagem pela terra é um simples estágio nesse planeta de provas e expiações. Se permanecemos aqui é porque ainda somos devedores e estamos tendo a oportunidade do resgate e, mais que isso, da evolução.
 
Destaca: Por favor, deixe uma mensagem de paz e amor aos membros do Destaca.
                                                                                             
Marcos: Vemos hoje muitas pessoas desistirem da vida por causa de problemas e limitações. A autopiedade é algo extremamente destrutivo. Não existem limitações que impeçam os filhos da luz de serem úteis e felizes. A vida, seja ela como for, é um dom de Deus e um dom divino. Como disse Paulo de Tarso: “Tudo posso n’Aquele que me fortifica”. Aproveitamos para deixar o convite fraterno para uma visita, para conhecer nossas atividades no Grupo Espírita Obreiros do Senhor e no C.E.A.A.T.I. Um beijo no coração de todos os amigos-irmãos leitores.
 

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