Guaxupé, sábado, 25 de maio de 2019
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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Falece Luiz Paschoini, o empresário que acreditou nas possibilidades de Guaxupé

Na grande jornada da vida, em 23 de março último, mais um peregrino tombou, o empresário Luiz Paschoini, 84 anos de idade. Morre quando ainda lhe animava o coração a esperança. Por certo não há desespero para os que morrem sabendo como foram os seus dias e como viveu. E terá ele, na perspicácia efetiva com que indagava as coisas e os homens, transferido para a outra jornada a que foi a esperança que marcou as horas dos seus últimos dias.
 
“Seu Luiz”, como ele era mais conhecido, foi um homem singular, dimensionou a sua vida muito ao seu jeito porque não estimou, jamais, os extravasamentos momentâneos. Os que puderam sondar lhe o coração descobriram ali muita bondade, aquela bondade que muitos de seus amigos sentiram e que ele possuía com uma nobreza bem cuidada, pois ele não era de alardes. O sentimento para com os seus e para com a sua família foi uma dominância que ele cultivou e aprimorou.
 
A sua marca predominante foi a do bom amigo. Aos que dispensou a sua amizade, o fez em tom fraterno, num sentimento da mais pura lealdade. Muitos puderam sentir esta dominante no seu coração.
 
Ele era por índole um democrata, um paradigma e um exemplo de trabalho e de dedicação às gerações presente e futura. Quem dele se aproximasse encontrava a sua personalidade forte, marcante e acolhedora e toda a amplitude dos sentimentos bons, todo aquele amor cristão pelo próximo, tal a concepção humana e profunda que tinha da vida.
 
Era o companheiro para as boas e más horas mantendo sempre a tendência ao acordo e as soluções calmas e ponderadas dos problemas. Para os atos de fraquezas humanas abria-se todo em indulgência, mas encrespava e “falava grosso” com a sua voz possante quando percebia qualquer demonstração tortuosa ou de má fé.    
 
Luiz Paschoini nasceu no vizinho município de São Sebastião do Paraíso, em 19 de fevereiro de 1935, filho de Ângelo Paschoini e de Ilda Guiraldelli Paschoini. Era casado com Catarina Augusta Paschoini e deixa os filhos, Renato, Jader e Talles e muita saudade.
 
Como todo filho de descendentes de imigrantes, Seu Luiz iniciou sua vida profissional ainda muito jovem. Atuou como transportador autônomo de carga, viajando por boa parte do Brasil.
Em 23 de junho de 1976, juntamente com o irmão Luciano, funda a Renovadora de Pneus Dois Irmãos, então localizada na Avenida Conde Ribeiro do Valle, em prédio alugado. Alguns anos após a sociedade foi desfeita, tendo Luciano instalado uma renovadora de pneus em São Sebastião do Paraíso.
 
Homem de grande visão, adquiriu um sítio no município de Muzambinho, com plantio de eucalipto para o fornecimento de lenha para as fornalhas da Renovadora.
 
Em 1988 “Seu Luiz” adquiriu uma grande área localizada na Rua Abud Farah, onde foi instalado o parque industrial que se encontra em franca atividade.
 
Com o avançar da idade, o filho Renato assume a direção dos negócios e uma filial foi instalada em Indaiatuba, SP. Com a prosperidade dos negócios Renato passou a administrar a filial e Jader e Talles permaneceram à frente da matriz, em Guaxupé.
 
“Seu Luiz” muito lutou para que a Rua Abud Farah fosse pavimentada e no início dos anos 2 mil encabeçou um movimento para que o transporte de café para o Porto de Santos continuasse a ser feito pelos transportadores autônomos locais, porém foi vencido pelos interesses das grandes empresas transportadoras de carga.
 
Mas o que marcou de modo expressivo a vida de Seu Luiz foi a sua confiança no futuro de Guaxupé, tanto que não êxitou, em tempos de limitações de crédito e de escasso meio circulante, em empreender, corajosamente, a implantação de uma renovadora de pneus na cidade. E o fez de tal modo e com tal segurança que a sua prosperidade surpreendeu a todos e em todos revigorou um sentimento de certeza nas possibilidades de Guaxupé.
 
Guaxupé deve aos seus esforços de empresário do setor de pneus uma parcela de bons serviços prestados que não serão esquecidos jamais. Na história e no progresso desta terra o seu nome e o seu trabalho permanecerão sempre vivos.
 
Aqui trazemos o nosso adeus, não são os elogios convencionalistas de após morte. São elas, as nossas palavras, a expressão sincera de uma estima e admiração de longos anos, desde quando ele instalava sua incipiente empresa, nós também iniciávamos na árdua tarefa do setor de cargas e prestação de serviços.
 
A Espiritualidade Maior saberá dar-lhe a acolhida e que sua alma encontre aquela paz que bem merecem os que souberam viver sem temor, mas com entusiasmo, como ele viveu.

Seu corpo foi velado e sepultado em São Sebastião do Paraíso.
 
À família enlutada as condolências do Correio Sudoeste
 
Maria Luiza Lemos e Wilson Ferraz
 
Pagode da Verdade
Letra e música de autoria de Luiz Paschoini
06-03-2013

 
“... Agora eu quero dizer
o que penso dessa vida,
a coisa que mais detesto
é a hora da despedida.
Nós somos como remédio
com a validade vencida.”
 
“... Tô enfrentando uma corrida
e quero chegar em primeiro,
mas na hora de morrer
quero ser o derradeiro.
Só amor de pai e mãe
que é puro e verdadeiro...”

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