Guaxupé, sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
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terça-feira, 20 de novembro de 2018

NOTA DE FALECIMENTO: Henrique Cândido Borges (Quiqui)

A morte de Henrique Cândido Borges, o tão popular e conhecido Quiqui, 86 anos, ocorrida no último dia 14, enlutou a cidade de Guaxupé, pois que todas as camadas sociais e econômicas sempre viram no pranteado extinto uma das mais vigorosas expressões da família guaxupeana.
 
Ele era natural de Guaxupé, nasceu em 26 de agosto de 1932, filho do saudoso imigrante português, Inocêncio Cândido Borges e de Ana Celina Bertoni, a Dona Anita. Seu pai foi um renomado comerciante no ramo de gêneros alimentícios e um dos fundadores da Acig, Associação Comércio e Indústria de Guaxupé, além de ter sido presidente da instituição por dois mandatos. Era neto materno de um dos grandes baluartes do progresso e do desenvolvimento desta urbe, o também saudoso Clemente Ângelo Bertoni.
 
Henrique casou na Igreja do Rosário, em 16 de junho de 1957, com Ana Maria Ribeiro de Araújo, filha de Eunice e de Mário de Araújo, e deixa a filha Sandra e duas netas.
 
Como todo filho de imigrantes, iniciou sua vida profissional ainda muito jovem junto de seu pai. Após a morte deste, Henrique e o irmão mais velho, Antônio, continuaram as atividades comerciais no estabelecimento localizado na Rua D’ Aparecida. Posteriormente, em 1967, Antônio se transferiu para Brasília DF, ocasião em que foram encerradas as atividades mercantis. Desta forma, Quiqui passou a integrar a equipe do também saudoso Abílio Corrêa, no antigo Armazém São João, empresa precursora dos atuais supermercados São João.
 
Num terceiro momento de sua vida ele passou a integrar a equipe de vendedores das lojas da Cooxupé, onde muito se destacou pela sua presteza e bom atendimento.
 
Sempre afeito ao trabalho, embora estivesse aposentado continuou trabalhando, porém no início dos anos 2000 uma resolução da diretoria da Cooperativa estabeleceu que os funcionários aposentados, obrigatoriamente, teriam que deixar os respectivos cargos. A contra gosto Henrique aposentou-se definitivamente.
 
Henrique fez do bem o belo e, sob esta inspiração orientou os seus dias, vivendo naquele postulado epicurista segundo o qual “é mais feliz quem faz um benefício do quem recebe”. Assim compreendendo a vida, Quiqui Borges foi feliz, eis que acrescido a este seu jeito de ser bom teve no lar, na afeição da família e na estima dos seus concidadãos a forma ideal com a qual se superam todos os óbices da vida, o amor.
 
No exercício de sua profissão e na acessibilidade do seu prestígio, como cidadão do comércio, serviu a todos, grandes e pequenos, com o mesmo desprendimento e o mesmo desejo de servir. Nunca fechou a sua porta a quem o procurou. Adveio-lhe desta bondade, uma popularidade que a bem poucos é dado desfrutar.
 
Depois de aposentado, Henrique e a esposa, além da cunhada Maria Cândida (Lia), semanalmente, nas quintas-feiras se deslocavam até a Fazenda Aliança, quando eram realizados os quitutes que eram distribuídos entre os demais filhos de Mário de Araújo.  Na fazenda, acada 15 dias eram abatidos porcos, sendo a carne e os demais derivados preparados para serem repartidos entre os irmãos.
 
Henrique foi uma figura excepcional e o exemplo de sua vida ficará como uma lembrança imperecível na qual o bom Quiqui reviverá cada dia, admirável nos seus méritos e reverenciado na bondade que o distinguiu entre os homens que edificou com a sua vida ampla, generosa e inspirada nos desígnios de Deus e no trabalho.
Ele foi, afinal, um homem do povo. Entre os humildes e os modestos é que encontrava o clima para a inspiração de sua vida. Ainda que engalanado com as responsabilidades nos cargos que ocupou, onde as glórias lhe poderiam proporcionar o seu status social, porém foi na mais admirável modéstia que a grandeza de sua personalidade se iluminou. Por isso o homem do povo o estimava e os mais modestos concidadãos o seguiram, porque, na verdade ele sabia interpretar, na sua modéstia, a gente simples que também lhe consagrou o nome.
 
Seu corpo foi velado na Capela do Lar São Vicente de Paula e sepultado no dia seguinte, quinta-feira, às 13h, no Cemitério da Praça da Saudade com grande acompanhamento.

À família enlutada as condolências do Jornal Correio Sudoeste.
 
Homenagem póstuma de Maria Luiza Lemos Brasileiro e Wilson Ferraz (proibida reprodução sem divulgação da fonte/autores)

 

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