Guaxupé, quinta-feira, 15 de novembro de 2018
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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Ismael Batista da Silva

Com a morte de Ismael Batista da Silva, 62 anos, ocorrida quinta-feira, 24, perde Guaxupé um de seus mais autênticos servidores e a sociedade um varão que teve uma vida marcada com os mais autênticos atos de lealdade, de bondade e voltada, principalmente, para a caridade.
 
Assim, a morte rouba da terra um homem que sempre soube dignificar uma geração pela correção de todos os atos de sua vida. Perde as casas espíritas de Guaxupé e de São José do Rio Pardo um valor de alto gabarito moral e intelectual que nunca deixou de maneira humilde e sincera de honrar o meio em que viveu, não só através de exemplos os mais dignificantes como pela sua conduta ilibada e altamente equilibrada. Até mesmo o Espiritismo deixa de contar com um súdito de uma piedade inimitável e de uma fé viva e ardente. Perde os pobres da cidade um verdadeiro pai. Um pai tão extremoso e bom que a todos sempre teve uma palavra de carinho e de bondade e sempre soube, de forma humilde, levar a todos, sem ostentação ou alarde, o muito do pouco de suas posses.
 
Ele sim, sempre comeu o pão repartido em dois pedaços, pois levava aos necessitados o que tinha e o que podia, com aquela convicção de que só o bem enaltece o homem.
 
Aos casebres a que ia, aos pobres que amparava, as crianças que acariciava, sempre levou uma palavra boa e era de ser ver os seus cuidados para com os doentes.
 
Sobretudo caridoso, jamais negou ao pobre a sua assistência e os seus benefícios, distribuindo-os a mancheias de cristão espírita fervoroso que era, fartando assim o que tinha fome e sofria.
Ismael incarnou um ideal cristão com as forças de uma fé que foi a sua constante inspiração. Foi um homem forte que sempre fez do amor a sua fortaleza e tudo conquistou: estima, afeto, respeito e admiração pela beleza que viveu a vida.  
 
Ismael Batista da Silva era natural de Guaxupé, nasceu em 14 de novembro de 1955, filho de Noel Batista da Silva e de Francisca Silveira da Silva. Era casado com Joana Neusa da Silva Carneiro e deixa os filhos André Luiz e Ismael Júnior, nora e os netos Luiz André e Alice e muita saudade. Descendente de família espírita, era sobrinho do saudoso José Olegário, fundador do Centro Espírita Nova Era.
 
Ismael era membro fundador da Fundação Bezerra de Menezes, da cidade de São José do Rio Pardo, além de ter sido presidente do asilo e da Casa de Acolhimento daquela cidade.
 
Em Guaxupé, fundou a Comunidade Chico Xavier e o Centro de Equoterapia Espaço. Também era um grande colaborador da APAE, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais. 
 
Dedicou-se ao transporte escolar durante longos em São José do Rio Pardo. Era um autodidata, porém dotado de uma cultura inigualável e com profundo conhecimento, seja da doutrina Espírita ou na área de relacionamento humano. Publicou três livros: Vencendo Dificuldades no Relacionamento, Perfume Inesquecível e Coração Mineiro.
 
Em virtude do seu alto saber, se caracterizou pelas palestras que proferia em grande parte do país.
 
Bem por isso que a sua morte sulca profundamente o coração de todos os que o amaram e que ele tanto amou, envolvendo-os numa saudade que nem o tempo na sua faina de tudo consumir apagará jamais, eis que sua vida foi um hino de bondade e de amor que ressoará para sempre no cristal das lágrimas de todos os que o pranteiam.
 
O que ele fez, o que ele conseguiu pelo seu trabalho perseverante, o que ele estimou exercitando o seu sentimento, enfim todas as suas obras, em que empregou estoicamente cérebro e coração, avultarão maiores na medida do correr dos tempos.
 
Hoje ele descansa em paz como o bravo lutador após a refrega.  A sua memória será eternizada no coração de todos e será reverenciada e cultivada com respeito e carinho.
Seu corpo foi velado no Centro Espírita Nova Era, onde se notava dezenas de coroas de flores, ao som de música suave, além de uma apresentação musical de seu particular amigo, o cantor Ronaldo Facchi. O sepultamento aconteceu no dia seguinte, às 9h, no Cemitério da Praça da Saudade, com grande acompanhamento, como uma homenagem póstuma do grande círculo de amizades que conquistou em vida.
 
À família enlutada as condolências do jornal Correio Sudoeste.
 
Homenagem dos pesquisadores e historiadores Maria Luiza Lemos e Wilson Ferraz

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