Guaxupé, domingo, 23 de setembro de 2018
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terça-feira, 15 de maio de 2018

Antônio Camilo Gonçalves

É com profundo sentimento de pesar que registramos o falecimento de Antônio Camilo Gonçalves, 72 anos de idade, ocorrido no último domingo, 13.
 
Antônio Camilo, mais conhecido por Antônio Camilo da Funerária São Vicente, nasceu em 3 de maio de 1945, filho de Eugenio e de Vicência Camilo, era viúvo e deixa os filhos: Antônio Carlos, Luiz Carlos, Vilma, Helena, Geni, Elizabete, Vera, Laírce, Dourival, Leandro e Adriano, noras, genros e netos.
 
Durante longos anos Antônio Camilo trabalhou no sítio do Lar São Vicente, no bairro Serrinha. Na década de 1970, com o apoio do então prefeito Dr. Joaquim de Magalhães Costa e da Câmara Municipal, os vicentinos decidiram criar a Funerária São Vicente, que na época tinha exclusividade na exploração do serviço funerário no Município de Guaxupé.
 
Desta forma ele passou a atuar como agente funerário, atividade que desenvolveu por longos anos. Depois de se aposentar, ele montou uma funerária própria, localizada na Rua Custódio Ribeiro Sobrinho, porém a mesma sobreviveu por um curto espaço de tempo.
 
Com o avançar da idade sua saúde foi debilitando impossibilitando-o de continuar trabalhando.
 
Antônio Camilo se caracterizou pela sua modéstia, pela sua educação invejável, com a dedicação e com o respeito que desenvolveu suas atividades.
 
A atividade funerária é um verdadeiro sacerdócio, pois não tem dia e nem hora e ainda lida com o sofrimento das famílias numa hora difícil, requerendo muita sensibilidade, serenidade e compaixão, seja para com o falecido, ou com seus familiares. Ele desenvolveu esta atividade com verdadeiro amor cristão para com o próximo.
 
A caridade de fazer sepultar os mortos é das mais sublimes, pois exige renúncia de quem a pratica. Quantas vezes, teve ele que atender acidentados em situações trágicas ou até mesmo recolher cadáveres em estado adiantado de decomposição, sempre o fazendo por amor e caridade ao próximo.
 
Inúmeras foram as vezes em que ele teve que buscar ou levar corpos em cidades distantes, enfrentando intempéries do tempo, porém sempre o fez de forma resignada e dedicada.
Só Deus sabe as dificuldades que ele enfrentou nesta dura missão.
 
Apesar da situação trágica da morte, ele conquistou a admiração, o respeito e a consideração da população. Embora ele tenha convivido com a morte, a sua memória se manterá sempre viva entre os guaxupeanos.
 
Seu corpo foi velado no Velório Municipal e sepultado naquele mesmo dia, às 13 h, no Cemitério da Praça da Saudade, com grande acompanhamento, como uma homenagem póstuma do grande círculo de amizades que conquistou em vida.
 
À família enlutada, as condolências do jornal Correio Sudoeste.
 
Wilson Ferraz

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