Guaxupé, quarta-feira, 17 de outubro de 2018
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quarta-feira, 14 de março de 2018

Arlete de Simone

Faleceu na última quarta-feira,14, aos 89 anos de idade, a professora e artista plástica Arlete de Simone, nona filha do casal de imigrantes italianos, Caetano de Simone e Angelina Ferian.
 
 Ela nasceu em julho de 1928, em São Sebastião da Grama. Quando ela contava com dois anos de idade sua família transferiu-se para Guaxupé. Naquela ocasião seu pai se dedicava ao conserto de relógios. Graças aos seus ingentes esforços montou uma Joalheria e relojoaria na Avenida Conde Ribeiro do Valle, em frente ao Coreto, onde também exibia filmes em um telão instalado na parte externa do estabelecimento comercial.
 
Arlete iniciou seus estudos, aos oito anos de idade, na atual Escola Barão de Guaxupé, posteriormente estudou no Colégio Imaculada Conceição, onde foi diplomada professora. Ela sempre manifestou o seu interesse pelas artes plásticas, principalmente pela pintura. Teve as suas primeiras aulas de pintura com a saudosa Aziza Meziara. Posteriormente cursou a Escola de Belas Artes, em São Paulo, e o curso de Arte, Trabalho e Vida, em Belo Horizonte. Depois de formada, em 1951, retornou a Guaxupé ministrando aulas particulares de pintura.
 
Iniciou sua carreira de professora ministrando aulas em Bom Jesus da Penha. Em 1º de julho de 1965, após prestar concurso público, foi nomeada professora de Artes no Grupo Escolar Barão de Guaxupé. Alguns anos após passou a lecionar na Escola Estadual Dr. André Cortez Granero, o Polivalente.
 
Ministrando aulas em um período no Grupo Barão e no outro no Polivalente, ela cursou Pedagogia na primitiva Fafig, Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, atual Unifeg, onde bacharelou-se em 1973.
 
No ano de 1975 ela casou com Brás Mazzeo, com quem conviveu 22 anos.
 
Com a sua aposentadoria, em 1988, ela passou a se dedicar a sua verdadeira paixão, as artes plásticas, tendo exposto por diversas vezes seus quadros no recinto da agência local do Banco do Brasil e dos correios.
 
Ela foi responsável pela pintura das “nuvens” do altar de Nossa Senhora das Dores, entronizado na Catedral. No ano de 2003 procedeu a restauração das imagens da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, inclusive restaurando os dedinhos das mãos dos anjinhos que haviam sido danificados em 1871, durante a viagem realizada entre Casa Branca e Guaxupé.

Da mesma forma ela também restaurou imagens sacras das capelas de São Francisco e de Nossa Senhora do Desterro, em Guaxupé, e da Igreja de Santa Cruz da Prata (Pratinha).
 
Arlete deixa um exemplo de vida, de persistência e de dedicação às artes plásticas, com seu apreciado gosto e pela riqueza de detalhes, que tanto valorizam seus trabalhos.
 
Mulher de fibra, aprendeu a conduzir automóveis já com a idade madura, tornando-se uma pessoa independente e determinada.
 
Seu corpo foi velado na Capela do Lar São Vicente de Paula e sepultado naquele mesmo dia, às 17 horas, no Cemitério da Praça da Saudade, com grande acompanhamento como uma homenagem póstuma do grande círculo de amizades que conquistou em vida.
 
À família enlutada as condolências do jornal Correio Sudoeste.
 
Wilson Ferraz

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