Guaxupé, terça-feira, 21 de agosto de 2018
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Carlos Reimar dos Santos

A Comarca de Guaxupé está de luto, conforme consta de uma faixa estampada na entrada do Fórum. Na noite da última terça-feira, 20, tombava vítima de um enfarto fulminante, Carlos Reimar dos Santos.
 
Moço ainda, marcando a sua existência com esplêndidas esperanças, pois estava ele cursando  Direito. Gozava de grande estima entre os juízes, promotores de justiça, serventuários da Justiça, advogados e membros da imprensa pela maneira prudente e segura com que conduzia o serviço terceirizado no Fórum.
 
Poucos homens terão tido tanto respeito pela  própria consciência como ele teve. Impôs ele mesmo, muitas vezes, deveres criados pelo seu hábito de ser bom e pela pertinácia com que amava a vida e as pessoas. Daí a profundidade generosa com que ele cultivou as amizades e a lealdade com que chegou ao seu, os corações dos que o cercaram sinceramente. Naquele seu jeito muito peculiar, com as sutilezas do trato de homem inteligente e a prudência de filósofo autêntico, Reimar sabia analisar os fatos e situar neles as criaturas e também ele próprio, e de modo tão magistral, que pôde ele viver a sua vida sem esbarrar nas ambições desmedidas e sem estorvar os que porfiavam pelas glórias maiores, ainda que sem os méritos para obtê-las. 
 
Em 2007, com seu capricho e esmero, Reimar promoveu a transferência do acervo que se encontrava no antigo Palácio da Justiça para o prédio atual do Fórum, mantendo na mais perfeita ordem o arquivo, facilitando o desarquivamento de autos judiciais, além de outros documentos.
 
 Foi dele a iniciativa para a instalação da galeria de fotos dos juízes e promotores de justiça que atuaram na Comarca de Guaxupé. Também foi ele quem intercedeu junto ao então juiz diretor do Foro, José Eduardo Junqueira Gonçalves, para que fosse instalado o sistema de vídeo monitoramento no prédio do fórum, além do detector de metais na porta de entrada principal.
Devido à sua dedicação, empenho e boa vontade, carinhosamente, dizíamos que ele era um verdadeiro “segundo diretor do Foro”. Embora ele não fosse um funcionário do Tribunal de Justiça, principalmente nos períodos de recesso ele se mantinha à disposição do juiz de plantão para auxiliar em tudo que fosse preciso.
 
Guardo dele gratas recordações. Quando obtive autorização do juiz diretor do Foro para realizar pesquisas nos arquivos do Fórum, era ele quem me acompanhava.
 
Durante a realização das sessões do júri era ele quem montava o equipamento de som e de gravação. Também era ele quem solicitava autorização do juiz que presidia as sessões do júri para que os membros da imprensa pudessem realizar as reportagens.
 
Quando elaborei um livro a respeito da história Comarca, Reimar muito me auxiliou, localizando velhos livros de termos de posses e de atas.
 
Embora ele fosse um juiz nos campos de futebol, no Fórum Reimar poderia ser considerado um auxiliar do juiz diretor, tamanha era a sua lealdade para com a Justiça, e, principalmente com os magistrados.
 
É pois, com profundo pesar que deploramos a morte de Carlos Reimar. Principalmente nós, pesquisadores, historiadores e repórteres do Correio Sudoeste que a ele estivemos inalteravelmente vinculados por uma amizade espontânea, profunda, sincera e leal porque alimentada não só pelo respeito, pelo afeto e pelo amor que a inteligência cria para o coração cultivar.
 
Também, com as nossas lágrimas, outras se derramam pela sua morte e estas são de toda a cidade, de pequenos e de grandes, pois que ele constituirá, sem dúvida, no mistério da morte, uma saudade dolorosa, tanto que foi querido por todos e por todos estimado; como homem bom, como amigo sincero e como cidadão admirável.
 
Carlos Reimar dos Santos nasceu na vizinha cidade de Tapiratiba, em 25 de abril de 1971, filho de Reimar Ferreira dos Santos e de Carmem Divina dos Santos. Foi casado com Rosana Cristina Angelini, com que teve os filhos: Lucas e Luiz Guilherme, deixando muita saudade.
 
Seu corpo foi velado no Velório Municipal. No dia seguinte, às 11 horas, foi transladado para Tapiratiba, onde foi sepultado às 14 h.
 
À família enlutada as condolências do jornal Correio Sudoeste.
 
Homenagem dos historiadores, Maria Luiza Lemos e Wilson Ferraz 

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