Guaxupé, domingo, 17 de junho de 2018
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Paulo César Ribeiro Cruvinel (Buchanca)

Foto redes sociais
Foto redes sociais
Faleceu na última terça-feira, 20, aos 60 anos de idade, vítima de parada cardíaca, Paulo César Ribeiro Cruvinel, o tão popular e conhecido Buchanca. Na manhã daquele dia ele se encontrava em seu restaurante, nos seus afazeres diários, quando sentiu mal, foi socorrido e conduzido ao Pronto Socorro da Santa Casa, porém veio a óbito.
 
Descende da tradicional Família Ribeiro do Valle, ele nasceu em Guaxupé, em 3 de dezembro de 1957, filho de Francisco Romeiro Cruvinel e de Delfina Ribeiro Cruvinel, deixa o filho Gustavo, serventuário das promotorias de justiça da Comarca local, além dos irmãos Francisco (Chiquinho da Preferida), João e Luiz, e muita saudade. Ele era neto materno do saudoso Alberto Ribeiro do Valle, fundador do Clube dos Macacos.  
 
Buchanca sempre se dedicou ao ramo de lanchonete e de restaurante. Durante muitos anos explorou o primitivo bar do Guaxupé Country Clube. Em 1994, com a construção do campo de bocha daquele Clube, coube a ele a responsabilidade de manter o bar daquele campo. Posteriormente, em 1996, Buchanca instalou seu restaurante na ilha daquela instituição, em edificação especialmente construída.
 
Já na primeira década de 2000 ele transferiu seu restaurante para amplas instalações na Avenida Dona Floriana, em frente à Escola Dona Queridinha Bias Fortes, onde vinha mantendo suas atividades.
 
Dotado de um temperamento ímpar de generosidade, de uma educação invejável, e vocacionado ao bem, ele polarizou a sua vida entre duas virtudes, a de servir a todos e a da satisfação de ser útil.
 
Homem de trabalho, impoluto no seu caráter e nas suas normas de vida, tudo a seu ver se resumindo no bem que se alcança pelo esforço que se emprega e pelo sacrifício que se submente, foi por isso uma expressão de energia e de valor próprio.
 
Era por índole um democrata, um paradigma pela simplicidade, humildade e modéstia, deixando um exemplo para as gerações presente e futura. Quem dele se aproximasse encontrava na sua personalidade simples e acolhedora toda a amplitude dos sentimentos bons, todo aquele amor cristão pelo próximo, tal a concepção humana e profunda que tinha da vida.
 
Dimensionou sua vida na serena bondade, o que o fez querido entre os que o conheceram e admirado entre os que ele amou. Poucos homens terão tido a ventura de uma vida como ele teve.
 
A nota dominadora da vida de Buchanca foi a sua capacidade de doação. Viveu para todos e em função dos amigos. Ele foi verdadeiramente um homem que viveu de braços abertos e estendidos, acolhendo, ajudando e amparando, com a modéstia de um homem justo e com a sinceridade de quem entendia que a vida só deveria ser vivida no amor ao próximo. Bem por isso não amealhou fortuna material, porém adquiriu a maior riqueza que o ser humano pode conquistar, o respeito, a estima, a admiração e as amizades sinceras.
 
Ele sim, sempre comeu o “pão” repartido em dois pedaços, pois fartava o pobre que tinha fome, doando aos necessitados o que tinha e o que podia, sem alardes, com aquela convicção de que só o bem enaltece o ser humano.
 
À sua mãe dedicou um alento sem limites e alegrou com uma vida exemplar. Aos irmãos, deu o amor melhor que lhe brotava exuberantemente do coração.
 
A todos procurou servir no sentido amplo da palavra, sem reservas. Quantas vezes sobrepôs aos seus interesses as aspirações dos amigos e dos clientes. E tudo fez, sem arrogâncias, mas com a tranquilidade de quem queria servir por amor.
 
A sua morte repentina entristeceu profundamente a cidade que o admirava e a quem servira dedicadamente.
 
Seu corpo foi velado no Velório Municipal, com as mais amplas manifestações de carinho, com dezenas de coroas de flores enviadas pelo grande círculo de amizades que conquistou em vida.

O sepultamento ocorreu no dia seguinte, às 10 h, no Cemitério da Praça da Saudade.
 
À família enlutada as condolências do jornal Correio Sudoeste.
 
Homenagem dos primos Maria Luiza Lemos e Wilson Ferraz

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