Guaxupé, quinta-feira, 21 de junho de 2018
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Joaquim Carlos da Silva

É com profundo sentimento de pesar que registramos o falecimento de Joaquim Carlos da Silva, o tão popular e conhecido Joaquim Carlos, ocorrido no último domingo, 11.
 
Joaquim era descende de Manoel Pereira da Silva, antigo proprietário da Sesmaria do Bálsamo.
Iniciou sua vida profissional, ainda muito jovem na propriedade da família localizada na antiga Fazenda dos Pereiras.    
 
Em virtude dos percalços da vida, seus tios se desentenderam, quando ocorreu um fato trágico, com a morte de um de seus tios. Desta forma a propriedade de seus familiares foi transferida para meu saudoso avô, Manoel Gonçalves Ferraz.
 
Joaquim e seus irmãos Arlindo e Antônio (Tonico Cota) passaram a prestar serviços a meu avô.
 
Homens dedicados ao trabalho, dotados de uma educação invejável, de um zelo e de um capricho inigualável se especializaram ao trabalho de aparelhar madeira e no serviço de carpintaria, numa época em que não se tinha os recursos tecnológicos, sendo os serviços realizados manualmente, no velho machado.
 
Por força do destino, Deus chamou Arlindo para junto de si, deixando entre nós os outros dois irmãos.
 
Tônico, até mesmo por ser o mais novo, aprendeu a manusear motosserras e equipamentos motorizados. Prestou relevantes a meu tio, José Ferraz. Infelizmente, um câncer tirou o saudoso Tonico Cota de entre nós.
 
Joaquim, solteiro, vivia em companhia de sua mãe, “Sa Maria Carro”, que criava um neto de apelido Lico, em virtude da morte da filha Nena.
 
Com a morte da mãe, Joaquim já com a idade madura, casou com Hortência Maria da Silva, com quem teve duas filhas, Neide e Neusa. Ele e a família continuaram residindo na Fazenda dos Pereiras, então propriedade de Manoel Ferraz.
 
Com a morte de meu avô, Joaquim continuou prestando serviços a meu tio, que também se chamava Manoel, porém era conhecido por Neca.
 
Joaquim com a sua modéstia, com a sua humildade, com a sua voz calma e serena não foi apenas um colaborador dedicado, foi um amigo leal, dedicado e responsável conquistando o respeito e a admiração de todos. Dos velhos colaboradores de nossa família, ele foi o último a deixar a fazenda.
 
Nossas pesquisas tiveram início com a história da Sesmaria do Bálsamo e a descendência dos “Pereira da Silva”, da qual ele fazia parte.
 
Algumas vezes indaguei lhe sobre a sua ascendência, ele na sua humildade alegava que não tinha conhecimento, porém a tristeza nos seus olhos falava mais alto que qualquer palavra.
 
Temendo por um mal maior, renunciei a minha herança paterna, porém num ato impensado e insensato minha mãe e minha irmã se desfizeram de tudo que meu pai deixou, inclusive da parte da Sesmaria do Bálsamo.
 
Hoje posso compreender a dor que Joaquim não gostava de expressar através de palavras, mas que ficavam visíveis nos seus olhos. Em fim, vivemos a mesma dor. Assim é a vida, para manter a paz, evitando desgraças, acabamos por renunciar em favor dos gananciosos que não sabem valorizar o esforço e a dedicação de nossos antepassados.
 
Joaquim partiu para a eternidade porém deixou uma lição e um exemplo de vida pautados na modéstia, na humildade e na lealdade.
 
Seu corpo foi velado no Velório Municipal e sepultado no dia seguinte, às 10 h, com grande acompanhamento como homenagem póstuma do grande círculo de amizades que conquistou em vida.
 
À família enlutada as condolências do Jornal Correio Sudoeste.  (Wilson Ferraz)

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