Guaxupé, segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Falece Alaor Mancini, o entusiasta da aviação

Faleceu no último dia 4, após três anos de enfermidade, e aos 79 anos, Alaor Mancini,  o grande entusiasta da aviação.
 
Alaor nasceu 21 de agosto de 1934, filho do saudoso Donato Mancini e de sua segunda esposa, Rosa Mancini. Era casado com Elisa Coutinho Mancini e deixa os filhos, Alaor e Walase, os netos: Caio, Tuany, Mariane e Mirela e muita saudade. Ele era neto materno dos imigrantes italianos, Paschoal Mancini e Filomena de Hipólito. Paschoal foi um dos precursores das primitivas olarias, tendo fornecido tijolos para as principais obras de Guaxupé do final do século XIX e no início dos anos 1900.
 
Alaor iniciou sua vida profissional na hoje extinta Casa de Móveis Faria, posteriormente trabalhou por longos anos na Prefeitura Municipal de Guaxupé.
 
Porém a sua verdadeira dedicação foi á aviação, seja como piloto, mecânico, instrutor de voo ou de salto de paraquedas.
 
Atualmente ele era o segundo aeroviário ha mais tempo em atividade na cidade, sendo o decano, Antônio Cardozo. Nos seus mais de 50 anos de atividades, enfrentou as mais diversas circunstâncias adversas. Piloto extremamente habilidoso, por três vezes teve que pousar em condições anormais, sendo uma delas em um canavial e outra em uma mata, entre árvores de grande porte. Nesta última ele permaneceu por três dias perdido na mata, até que foi socorrido pelos bombeiros militares. A sua localização só foi possível em virtude dele ter cumprido o plano de voo de forma rigorosa.
 
Nos três pousos forçados jamais sofreu um arranhão. Porém o destino lhe reservou dissabores.
Em determinada ocasião, quando ele procedia a uma instrução de salto de paraquedas, fraturou um dos tornozelos. Alguns anos após, passou a militar em Ribeirão Preto. Naquela cidade um avião teve que ser embarcado em uma carreta prancha. Ao amarrar a aeronave, Alaor procedeu um nó “carioca” na corda, infelizmente a “carioca” se desfez e ele caiu de costas, fraturando uma das clavículas. Após este acidente ele deixou de atuar na manutenção de aeronaves.
 
Alaor, dotado de extrema inteligência, tinha profundos conhecimentos de mecânica de aviação, tendo atuado em diversas perícias em aeronaves de grande porte. Quando ele iniciou como piloto não havia instrumentos de precisão para navegação aérea, muitas vezes os aeronautas se orientavam pela frequência de estações de rádio.
 
Graças às suas habilidades, foi condecorado por diversas vezes com medalhas de mérito.
Seu corpo foi velado no Velório Municipal e sepultado no dia seguinte, às 9 h, no Cemitério da
Praça da Saudade. Antes do féretro descer à sepultura, os amigos lhe prestaram uma  homenagem.
 
À família enlutada as condolências do jornal Correio Sudoeste.
 
Homenagem do primo Wilson Ferraz     

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