Guaxupé, domingo, 23 de setembro de 2018
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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Abel Pedroso de Carvalho Neto

Na tarde do último dia 30 circulava pela cidade a infausta notícia de que havia falecido em Jacareí, SP, Abel Pedroso de Carvalho Neto.
 
Perdia, assim, a sua família um chefe exemplar de rara envergadura, dedicado ao lar e aos filhos, ao mesmo tempo, a cidade, por sua vez, via desaparecer de entre os vivos um cidadão de altas qualidades e que se fez digno da estima e consideração de todos.
 
Abel atuou com muita proficiência e dedicação seu posto na Carteira Agrícola da agência local do Banco do Brasil, destacando-se pela sua capacidade de trabalho, pela força de sua fé cristã com a qual sempre viveu e orientou as suas fecundas atividades. Ligado aos meios sociais e financeiros da mais afetuosa amizade e pela importância do cargo que exercia na instituição financeira, ele sempre se impôs à estima e ao apreço dos guaxupeanos pela elegância de suas maneiras de cavalheiro e pela bondade com que a todos tratava. Em virtude de sua bondade e de seu espírito comunicativo criou um vasto círculo de amizades entre nós.
 
Simples e modesto, jamais fez alarde de suas posses, preferindo impor-se ao apreço e a estima de todos pelas suas virtudes de homem bom e trabalhador.
 
Descendente de tradicional família dos pioneiros e propulsores do progresso de Guaxupé, Abel Pedroso de Carvalho Neto era filho de José Pedroso de Carvalho e de Anna Cunha Pedroso de Carvalho, casado com Irene Rodrigues e deixa os filhos Sandra e Tiago e muita saudade. Era neto paterno de Abel Pedroso de Carvalho, um dos grandes baluartes do progresso local; bisneto de Horácio Ferreira Lopes, escrivão do primitivo cartório de Guaxupé e do Cartório do 2º Ofício no antigo Termo e posterior Comarca de Guaxupé; tetraneto de Francisco Pereira do Nascimento, mestre de obras responsável pela construção da chamada Catedral Velha e pela implantação da mais antiga casa comercial de Guaxupé, “Nascimento & Alckimin”.
 
Também foi da iniciativa de suas tetravós, Ana Rita Marques de Alckimin e Maria Guilhermina Ferreira Lopes a implantação do primeiro loteamento da cidade, em 1910, com ruas de 20 metros de largura e lotes com 800 metros quadrados, o que diferencia Guaxupé de todas as demais cidades do Estado de Minas Gerais.
 
Assim, perde a sociedade guaxupeana, com a morte de Abel Neto, uma das mais belas reservas humanas de sua tradição e uma das fortes figuras que enobreceu a geração e a época em que viveu.
 
Seu corpo foi transladado para Guaxupé, velado na Capela do Lar São Vicente de Paula e sepultado no dia seguinte, às 9 h, no Cemitério da Praça da Saudade com grande acompanhamento como uma homenagem póstuma do grande círculo de amizades que conquistou em vida.
 
À família enlutada as condolências do jornal Correio Sudoeste.
 
Homenagem de Maria Luiza Lemos Brasileiro e Wilson Ferraz 

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