Guaxupé, quinta-feira, 24 de maio de 2018
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sexta-feira, 20 de abril de 2018

A história da Escola Barão

O Grupo Escolar Barão de Guaxupé foi criado em 20 de abril de 1928, porém somente iniciou o seu funcionamento em 1º de julho de 1932, sendo sua primeira diretora a saudosa professora Yolanda Conti Bertoni.
 
Conforme consta do jornal Folha do Povo, por ocasião da criação daquela instituição de ensino, a Prefeitura doou toda a área da atual Praça Dom Assis ao Governo do Estado para que no local fosse construído o prédio para abrigar o então criado Grupo Escolar Barão de Guaxupé. Naquela época não se concretizou a edificação e a escola acabou sendo instalada no prédio que abrigou o Hotel Central, na Rua Coronel Joaquim Costa.
 
O Grupo Barão permaneceu naquele prédio até 1951, ocasião em que os proprietários daquela edificação deixaram de disponibilizá-la.
 
Ao que se verifica, desde a sua criação foi pleiteado a construção de um prédio próprio para a escola.
 
Em abril de 1948 o engenheiro da Prefeitura, Eurico Távora Barreto, se dirigiu até a capital do Estado na tentativa de se conseguir a concretização da edificação. Realizada a audiência com o então governador, ficou acertado que o engenheiro da Secretaria Estadual de Viação, Mário Puntel, deveria providenciar o “projeto” do prédio a ser construído.
 
Um ano após, ou seja, em 7 de abril de 1949, o então governador do Estado de Minas Gerais, Milton Campos, autorizou a realização da obra, avaliada em Cr$ 200.000,00, conforme comunicado do chefe de gabinete do governador, Edgar de Godoi da Mata Machado, ao então prefeito municipal, Dr. Antônio dos Santos Coragem.
 
Foi marcada uma licitação para o dia 13 de maio de 1949 para que fossem apresentadas as propostas comerciais para a realização das obras, porém não surgiram interessados.
Diante do fato, a Secretaria Estadual de Viação propôs que a verba fosse transferida para o município de Guaxupé para que a Prefeitura realizasse novo processo licitatório. O acordo chegou a ser firmado.
 
Vale aqui lembrar que o terreno que havia sido disponibilizado inicialmente é o da Praça Dom Assis, porém devido a motivos até agora desconhecidos, resolveram que através da verba repassada, o prédio seria construído na Praça Belo Horizonte.
 
Um prédio realmente foi construído na Praça Belo Horizonte, porém depois de concluídas as obras, foi criado, e ali instalado, o Grupo Escolar Coronel Antônio Costa Monteiro, permanecendo os grupos, Barão e Delfim Moreira em um único prédio.
 
No ano de 1950 a “Sociedade Predial Guaxupé Ltda”, empresa liderada pelo saudoso Annibal Ribeiro do Valle, iniciou a construção do bairro Vila Rica, sendo que o primeiro lote de residências foi entregue em 31 de julho de 1951.
 
Em 1951 os proprietários do prédio que abrigava o Grupo Barão de Guaxupé, localizado na Rua Coronel Joaquim Costa, requereram a posse do mesmo.
 
Devido à inexistência de outro prédio que pudesse recepcionar a escola, não restou outra alternativa que não fosse o funcionamento do Grupo Barão e do Grupo Delfim Moreira, sendo que este último já existia desde 1914, num único prédio, localizado na Rua João Alkmim. Desta forma o Grupo Delfim funcionava no período matutino e o Barão no vespertino. A partir do ano de 1953 os horários foram permutados, ficando o Delfim Moreira no período vespertino e o Barão no matutino.
 
Em 16 de dezembro de 1951 os diretores da Sociedade Predial Guaxupé Ltda, Annibal e Dr. Mário Ribeiro do Valle, propuseram a construção de um prédio através de uma parceria de uma instituição de benemerência, no bairro Vila Rica, para acolher a escola “Barão de Guaxupé”.
 
No ano de 1952 o então deputado estadual, Dr. José Felipe da Silva, encaminhou à mesa diretora da Assembleia Legislativa um projeto de lei autorizando o Governo do Estado a construir o prédio do grupo escolar, em Guaxupé.
 
Diante dos esforços do Dr. José Felipe, a Secretaria de Estado da Viação e Obras Públicas determinou que o engenheiro Luiz Gonzaga da Silva viesse a Guaxupé, em novembro de 1952, para “locar o terreno para a construção de um prédio para o Grupo Escolar Barão de Guaxupé”.
 
Naquela época ficou acertado de que o prédio deveria ser edificado na Praça Dom Assis, no terreno doado pela Prefeitura ao governo do Estado, em 1930, para este fim.
 
Em virtude de insistentes solicitações do deputado Dr. José Felipe, o então secretário estadual de Viação, Dilermano Cruz, comunicou o então prefeito municipal, Dr. Geraldo Ribeiro do Valle, de que havia sido determinadas providências para a realização das obras e que “o novo edifício fazia parte do plano de edificações escolares para o ano de 1953”.
 
Apesar de todos os esforços envidados pelo Dr. José Felipe da Silva, na década de 1950, acabou não acontecendo a construção da edificação na Praça Dom Assis, para abrigar o Grupo Barão.
 
A ideia dos saudosos Annibal e Dr. Mário Ribeiro do Valle, de construir um prédio para abrigar um grupo escolar na Vila Rica, acabou vingando.
 
Como o Dr. José Felipe vinha aplicando ingentes esforços para a construção do prédio do Grupo Barão, na Praça Dom Assis, a nova escola que estava sendo construída na Vila Rica deveria homenagear Paulo Carneiro Bastos, doador da área para a formação do Arraial de Dores do Guaxupé.
 
Através de uma parceria entre a Sociedade Predial Guaxupé Ltda, o Governo do Estado de Minas Gerais e a Prefeitura local, foi possível a construção do primitivo prédio do Grupo Escolar Barão de Guaxupé, localizado na Vila Rica.
 
Acontece que em 1955 tramitava na Secretaria Estadual de Educação o projeto para a edificação de um prédio na Praça Dom Assis, para que ali fosse instalado o Grupo Barão.
Com a conclusão do prédio na Vila Rica a Secretaria Estadual de Educação autorizou que o Grupo Barão deixasse as instalações do Grupo Delfim Moreira para se instalar provisoriamente no prédio recém-construído, até que as obras da Praça Dom Assis fossem concluídas.
 
Desta forma, o Grupo Barão se instalou no primitivo prédio da Vila Rica, em 8 de agosto de 1955.
 
Vale aqui observar que em 1960 a edificação da Praça Dom Assis foi concluída, porém o Grupo Barão permaneceu na Vila Rica e o novo prédio recepcionou um novo grupo escolar, que deveria homenagear Paulo Carneiro Bastos, mas que teve sua denominação alterada para “Grupo Escolar Dona Queridinha Bias Fortes”, nome da esposa do então governado do Estado de Minas Gerais.
 
Fonte: arquivo Maria Luiza Lemos Brasileiro/Wilson Ferraz
 

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