Guaxupé, terça-feira, 13 de novembro de 2018
Você está em: Notícias / Cultura / Henry Vitor cria obras com o tema Guaranésia para exposição no Centro Cultural
sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Henry Vitor cria obras com o tema Guaranésia para exposição no Centro Cultural

Com o título “Emoções Coloridas”, o artista plástico Henry Vitor expõe pela primeira vez em Guaranésia, no Centro Cultural Profª Fernandina Tavares Paes. A abertura será em 18 de novembro, às 20h, em um evento promovido pelo Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Cultura de Guaranésia, em parceria com a prefeitura. Já a visitação pública, de 19 a 25.11, ultrapassa o horário comercial. Será das 9 às 21h.

Para esta exposição especial, Henry vai apresentar 36 telas e 06 giclées: impressão de uma obra de arte em alta definição, quase fiel ao original, e por um valor muito mais acessível. Uma das novidades de “Emoções Coloridas” é a produção de quadros com temáticas do município, como “Minha Cidade Guaranésia” e “Contos de Santa Bárbara”. Outra boa surpresa é a exposição de poemas criados pelo artista plástico. O Correio Sudoeste antecipa, com exclusividade, o texto poético “No meu tempo de Menino”.

Para homenagear Guaranésia, Henry Vitor pesquisou o milagre atribuído à Santa Bárbara, padroeira do município, a origem da cidade, as festas religiosas, alguns marcos locais como a fábrica de tecidos Santa Margarida, os ipês, o pássaro da ilha, entre outros símbolos urbanos e rurais.

Os poemas expostos vão complementar as imagens e destacar ainda mais o aspecto lírico local, avivando memórias dos bons tempos e também conquistas atuais, incluindo um dos maiores centros culturais da região.

Por sua vez, a cidade recebe um artista com carreira nacional e internacional. Guaxupeano radicado em São Paulo, Henry Vitor se dedica às artes plásticas há mais de 50 anos. O estilo naifrevela suas raízes mineiras, por meio de histórias simples, alegres e cheias de emoções coloridas.
 
No meu tempo de menino

No meu tempo de menino
Ninguém queria ser autoridade, doutor, policial.
A gente só queria pescar lambari.
Brincar de professor dando aula pras galinhas.
Os mais ousados queriam ser de circo,
encenavam paixão de Cristo todo mês.
A entrada era um tostão.
Joaozinho fazia o papel de Madalena,
passava até rouge, o salto alto era o da mãe.
Os outros, todos santos-pecadores, eram atores e plateia.
Ninguém batia tanta palma como a gente.
Nas horas de folga, na roça,
era gostoso correr atrás de vagalume para fazer lanterna.
A minha era linda, grandona.
Era só festa! Luzia? Não luzia nada.
Pegar laranja no pé, jabuticaba, caqui, manga, pera, goiaba.
Eita nós! Como era bom!
Agora, no meu tempo de velhinho, só aparece resfriado,
Dorzinha aqui, outra ali.
Vou te contar um segredo, não espalhe pra ninguém.
Quando era criança eu queria ser papa.
E juro! Nunca pesquei lambari.

Confira a Galeria de Fotos

"Guaranésia, Minha Cidade", especialmente criada para a exposição O artista plástico, Henry Vitor

Comente, compartilhe!

© Copyright 2014 - Todos os direitos reservados