Guaxupé, terça-feira, 17 de julho de 2018
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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Irmandade e diretoria da Santa Casa são favoráveis à implantação da UPA fora do Centro da cidade

A Irmandade e a diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Guaxupé não são contra a instalação de uma UPA, Unidade de Pronto Atendimento, na cidade, muito pelo contrário. Elas só não concordam com a instalação da UPA ao lado do Pronto Socorro, que já está funcionando há muitos anos, e nem com a doação gratuita de um terreno para a municipalidade. As informações foram passadas à reportagem do jornal pelo diretor do hospital local, Edson Dias Leite, na tarde da última quinta-feira, 28.
 
Conforme explicou Edson, em virtude da municipalização da saúde, as prefeituras estão obrigadas a manter um pronto socorro nas respectivas cidades. Guaxupé, por ser sede de microrregião, deve manter um Pronto Socorro para atender, além da população local, os casos mais graves dos municípios: Arceburgo, Cabo Verde, Guaranésia, Juruaia, Monte Belo, Muzambinho, Nova Resende e São Pedro da União.
 
Como a Prefeitura de Guaxupé não disponibiliza de um pronto socorro próprio, firmou um convênio com a Santa Casa local para o atendimento dos casos de urgência e de emergência da população de Guaxupé, além de pacientes das cidades que não dispõe de condições para atendimento de ocorrências mais graves.
 
A Santa Casa é considerada um hospital de nível II e seu Pronto Socorro mantêm seis médicos de plantão diariamente, abrangendo uma região com cerca de 170 mil habitantes. O custo médio mensal do Pronto Socorro é de aproximadamente R$ 620 mil, sendo que o Governo do Estado cobre R$ 261 mil e o restante é custeado pela Prefeitura de Guaxupé.
 
Segundo o diretor da Santa Casa, este convênio é interessante para ambas as partes.
 
Doação do terreno
Edson menciona que a Prefeitura conseguiu uma verba para construir uma edificação e para implantação de uma UPA. Diante disto procurou a direção da Santa Casa propondo que se a entidade doasse um terreno de sua propriedade, localizado na esquina das ruas Dr. Eduardo de Oliveira e Capitão Erasmo de Barros, o prédio poderia ser construído com a consequente instalação da unidade de pronto atendimento.
 
Foi então realizada uma assembleia com os membros da Irmandade e da diretoria da Santa Casa. Naquela oportunidade surgiram muitas dúvidas e um ofício foi encaminhado à Prefeitura com 10 questionamentos. Depois da resposta da Prefeitura, aconteceu nova assembleia no último dia 26.
 
Depois de analisados os prós e os contras, o pedido da administração municipal foi colocado em votação. Dos 47 votantes, 40 foram contra a doação e sete a favor.
 
A fundamentação da negativa da doação se fundamenta no fato de que a Santa Casa de Misericórdia é uma instituição filantrópica, com 110 anos de atividade, que seu patrimônio foi conquistado com muito esforço, seja através de doações, com a renda de festas populares, com doações de pessoas que se sensibilizaram com a prestação do serviço de saúde aos pobres numa época em que a Saúde não era obrigação do Estado e até mesmo porque não dizer das esmolas recebidas. Por expressiva maioria de votos, os membros entenderam que a entidade não poderia doar para o município o que foi conquistado com muito esforço. Caso a Prefeitura desapropriasse a área pagando um preço justo, o produto poderia ser revertido em outro imóvel preservando o patrimônio de entidade.
A Irmandade também entendeu que não seria conveniente dispor de uma área que no futuro poderá ser utilizada para ampliação do hospital, uma vez que a instituição tem projeto de instalar alas para atendimento oncológico, cardíaco, entre outros.
 
Localização da UPA
Durante a realização da assembleia os integrantes fundamentaram que a UPA deve ser instalada fora do Centro da cidade e mais próxima dos bairros periféricos, onde se encontra localizada a maioria da população, inclusive os mais carentes e que, naturalmente, demandam de atendimento do SUS, Sistema único de Saúde.
 
Vale lembrar que a função da UPA é atender os casos de emergência, enquanto que a do Pronto Socorro é atender casos urgentes, como fraturas expostas, processos hemorrágicos, entre outros de maior gravidade.
 
Caso a UPA seja instalada muito próxima do Pronto Socorro, muitas pessoas que não têm problemas urgentes poderão se dirigir ao PS, prejudicando os que realmente necessitam de atendimento imediato. (WF)

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