Guaxupé, sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

De orfanato para meninas órfãs, ao acolhimento de crianças carentes

Dom Inácio tinha um carinho especial pelo projeto que envolvia as crianças
A partir da ideia de Dom Inácio, a saudosa Eugênia Costa Monteiro, Dona Gena, encabeçou um movimento e muito contribuiu com seus recursos próprios para que fosse construído o atual prédio da Avenida Dona Floriana, 272, onde atualmente encontram-se instaladas a Casa da Criança e a Delegacia de Polícia Civil.
 
Em 1963 chegou a ser instalada, naquele prédio especialmente construído, a “Casa da Divina Providência”, que na verdade era um orfanato para meninas e administrado pelas irmãs de caridade. A instituição chegou a funcionar por alguns anos no início da década de 1960.
 
Também foi criado, no início daquela década, o SOS, Serviço de Obras Sociais, entidade que também tinha por finalidade amparar e assistir crianças e jovens em condições de vulnerabilidade.
 
Em 18 de novembro de 1964 as duas instituições se uniram e uma nova diretoria foi eleita, ficando assim constituída: presidente, Annibal Ribeiro do Valle; 1º vice-presidente, Dr. Dolor dos Santos Coragem; 2º vice-presidente, Vicente Frota Filho; 3º vice-presidente, Odilon Costa; 1º secretário, Norberto Pasqua; 2º secretário, Agnaldo de Oliveira Silva; 1º tesoureiro, Jaime Augusto Jerônymo; 2º tesoureiro, Augusto Fernandes Gonçalves.
 
Conforme explica o atual tesoureiro, Vicente Marques, naquela época a situação era bem diferente da atual. O problema maior era o grande número de crianças órfãs/carentes que necessitavam de assistência, porém na grande maioria não estavam sujeitas às condições de risco tão graves como as de agora. Atualmente a situação é muito mais complexa, principalmente pela proliferação das drogas ilícitas, famílias desestruturadas, pais que se encontram recolhidos em instituições prisionais, fazendo com que estas crianças permaneçam em uma situação “precaríssima”.
 
No passado a demanda maior destas crianças era por alimentação, vestuário, escola, entre outras.  
 
Principal preocupação de Dom Inácio
 
Na última segunda-feira, 8, o pesquisador, historiador e colaborador do Correio Sudoeste, Wilson Ferraz, encaminhou para a Diocese de Guaxupé um documentário retratando o dia-a-dia do episcopado de Dom Inácio, bispo que administrou a Diocese de Guaxupé entre 8 de setembro de 1952 e 29 de maio de 1963.
 
Segundo dados levantados pelo historiador, uma das principais preocupações de Dom Inácio era para com a formação moral e ética das meninas “as futuras mães de família”. Para ele, era imprescindível que adolescentes recebessem uma orientação sadia para que pudessem, mais tarde, educar seus filhos no caminho do bem.
 
Ele também muito se preocupava com a instrução profissional de jovens e adolescentes, retirando-os das ruas.
Quando a Prefeitura doou o terreno para a construção do prédio da Casa da Criança, o bispo já falava da necessidade da união de todos, inclusive dos “poderes públicos”.
 
Durante a coletiva de imprensa Wilson comentou que para ele era uma profunda tristeza ter que noticiar, no dia em que entregou o documentário à Diocese, que a Casa da Criança estava encerrando uma de suas atividades pregadas por Dom Inácio.   

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