Guaxupé, segunda-feira, 20 de maio de 2019
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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Reunião da Câmara ‘morna’ mas com denúncia sobre vans escolares

Até mesmo por não constar temas de grande relevância, a sexta sessão ordinária da Câmara Municipal de Guaxupé, realizada na última segunda-feira, 13, transcorreu num clima morno e sem a presença do público.
 
Naquela sessão discorreram na tribuna popular o diretor aposentado de comercialização da Cooxupé, Otto Vilas Boas e Marcos Roberto Venâncio, proprietário de van escolar.  
 
Situação do café
O diretor comercial aposentado da Cooxupé, Otto Vilas Boas, mencionou que trabalhou por 60 anos na instituição, portanto conhece muito bem a representatividade do café no município, no Estado e no país e do que isto significa na vida das pessoas. Segundo ele, o café é uma palavra “mágica” e que forma uma verdadeira engrenagem que move a economia. Disse que vê com grande preocupação os baixos preços que o produto vem enfrentando e diante disto ele entende que se faz necessário a implantação de “uma política bem definida para o café” porque o produto não afeta apenas as famílias ligadas à cultura do produto na zona rural, mas sim todo um ciclo econômico nas cidades das regiões produtoras.
 
Lembrou que no passado foram queimadas milhares de sacas de café para retirada do produto do mercado, equilibrando a oferta e a procura, o que fez com que os preços voltassem a subir.
 
Superlotação de vans
O profissional autônomo do transporte escolar, Marcos Roberto Venâncio, falou das dificuldades que o setor vem enfrentando com o aumento desordenado de vans no mercado.
 
No entendimento dele, uma lei que regulamenta o número de veículos escolares no município não estaria sendo cumprida. Disse que embora tenha sinalização delimitando os pontos de embarque e desembarque de alunos nos veículos escolares nas proximidades das escolas, muitos motoristas de carros de passeio não respeitam, o que tem causado transtornos para os veículos coletivos. Outro problema apontado por ele é o de que galhos de arvores estão impedido as paradas das vans para o embarque e desembarque nos locais previamente determinados.
 
Marcos Roberto ainda apresentou uma grave denúncia mencionando que uma empresa terceirizada pela prefeitura, que realiza o transporte escolar através de ônibus, estaria se utilizando de veículos emplacados em outros municípios. Que existe a suspeita de que os motoristas destes veículos não estejam devidamente habilitados com os cursos de transporte coletivo e escolar e que determinados ônibus não teriam sido vistoriados para a realização dos serviços.
 
Finalizando disse que já existe um movimento na cidade no sentido de se criar uma associação de transporte escolar e coletivo, com motoristas devidamente qualificados e habilitados, bem como das monitoras que assistem as crianças, além da padronização dos veículos.

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