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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Depois de muita polêmica, autorização para financiamento milionário da prefeitura é retirado da pauta

A 19ª sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada na última segunda-feira, 26, foi uma das mais longas do ano com uma pauta extensa e se caracterizou pelos debates antagônicos entre os vereadores.
 
Naquela sessão também foram aprovados títulos de Honra ao Mérito e de Cidadão Guaxupeano, além de moções de aplauso e pesar.
 
Virou uma grande polêmica a discussão de um pedido de autorização legislativa para que a Prefeitura pudesse contrair um empréstimo no valor de R$ 15 milhões junto à Caixa Econômica Federal.
 
Como o projeto de lei não especifica detalhadamente onde vão ser aplicados os recursos, Jorginho havia requerido que o executivo explicasse em quais obras seriam aplicadas, porém até naquele momento ainda não tinha tido resposta.
 
Segundo o vereador, o momento é inadequado para um endividamento deste porte, tendo em vista o atraso nos repasses de verbas dos governos Estadual e Federal, o que poderá comprometer a credibilidade da administração.
 
De forma categórica Jorginho mencionou que a administração municipal deveria “correr atrás de emendas parlamentares ou de repasses de verbas sem custo e não jogando a conta nas costas do povo”.
 
Finalmente ele mencionou que iria votar contra e ainda solicitou que os demais “colocassem a mão na consciência”.
 
Léo Moraes saiu em defesa do executivo alegando que “teria ouvido do secretário” que o empréstimo deverá ser pago em 20 anos, com juros simbólicos e que os recursos serão aplicados na adequação da cidade na mobilidade urbana.
 
A vereadora Luzia Angelini mencionou que ”se sentia tranquila para votar”, que a Comissão de Orçamento e Finanças teria ouvido as explicações da secretária de Finanças, Elaine Ricciardi, e do secretário de Obras. Embora sem saber exatamente onde os recursos seriam aplicados Luzia voltou a dizer que se encontrava muito tranquila.
 
João Fernando, apesar de fazer parte da base aliada do prefeito na Câmara, mencionou que o líder do executivo deveria dispensar mais respeito para com os demais vereadores, informando detalhadamente onde a administração pretende empregar os recursos.
 
Jorginho voltou a mencionar que no corpo da lei deveria constar onde seria aplicado os valores obtidos através da operação financeira e que os vereadores não “podem dar um cheque em branco para o prefeito.
 
Percebendo a suspeita de ilegalidade, a vereadora Dra. Salma sugeriu uma consulta ao Tribunal de Contas e à Secretaria Do Tesouro Nacional.
 
Percebendo o rumo que as discussões estavam tomando, e receoso de que o projeto não fosse aprovado naquela oportunidade, tendo em vista que o vereador Wilson Ruiz de Oliveira não se encontrava presente, o líder do prefeito informou que estava requerendo vista do projeto de lei, sendo o mesmo suspenso naquela sessão.

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