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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Vereador afirma que atuais gestores municipais, depois de eleitos, esqueceram do povo

A 15ª sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada na última segunda-feira, 24, se caracterizou pelas cobranças do vereador Ari Cardoso com relação às promessas do ex-prefeito e atual vice, Heber Quintella e do atual prefeito, Jarbas Corrêa Filho.
 
A pauta estava extremamente “enxuta”, contando com apenas três projetos de leis de iniciativa do executivo, sendo que dois deles dispunham à respeito de denominação de órgãos públicos e o outro a respeito de alterações em uma lei municipal a respeito do parcelamento do solo urbano.
 
Apesar de fazer parte da base aliada dos atuais gestores municipais, Ari Cardoso fez críticas em relação às supostas promessas de campanhas não cumpridas.
 
 Segundo o vereador, um paciente com cálculos biliares aguarda na fila de espera há mais de dois anos para a realização de procedimento cirúrgico. Ele alegou que um determinado deputado teria disponibilizado verbas para a realização deste tipo de cirurgia, porém o atendimento dos pacientes não estaria acontecendo. Diante disto solicitou que o presidente da Câmara Municipal encaminhasse ofício à secretária municipal de Saúde requerendo as devidas explicações.
 
Ari denunciou que em 1996 o então candidato a prefeito Heber Quintella teria prometido a uma moradora do Parque do Lago que, caso fosse eleito, iria regularizar a situação de uma determina rua daquele bairro, possibilitando que a Cemig procedesse a ligação de energia elétrica em um padrão que já se encontrava especialmente instalado. Disse que o candidato foi eleito, cumpriu dois mandatos, foi sucedido por outros prefeitos e que até o momento a mencionada rua não foi regularizada e em consequência o padrão não teria sido ligado à rede de distribuição de energia elétrica, o que estaria provocando graves prejuízos à proprietária do imóvel.
 
O vereador também declarou que há 16 anos o então candidato a prefeito, Heber Quintella, durante a campanha política, teria prometido a restauração da Praça Duque de Caxias, onde seriam instalados três postes de iluminação, além de bancos e que as promessas também não teriam sido cumpridas. Continuando disse que o atual prefeito, durante a campanha eleitoral também prometeu as melhorias daquela Praça e que até naquela data também não teria cumprido o prometido.
 
Outra denúncia do vereador é de que em administrações passadas teria sido duplicada a Avenida Tancredo Neves, nas proximidades do Parque de Exposições Dr. Geraldo Souza Ribeiro; que para a realização da obra foi necessário desaterrar terrenos fronteiriços da mencionada via pública; que o desaterro teria provocado danos em uma residência, com trincas e rachaduras.
Ari menciona que o atual prefeito, durante a sua primeira campanha eleitoral, também teria prometido solucionar o problema; que o primeiro mandato de Jarbinhas já teria decorrido e quase dois anos do segundo e que “nenhuma providência teria sido tomada” nestes quase seis anos.
 
Em tom taxativo o vereador mencionou que já está cansado de pedir e que a administração municipal não tem atendido as suas reinvindicações.
 
Finalizando, disse que os atuais gestores municipais, durante as respectivas campanhas eleitorais, “beijam e abraçam os eleitores, porém depois de eleitos se esquecem do povo”.  
 
Denominação de órgãos públicos
Foram aprovados em segunda e definitiva votação, por unanimidade de votos, apesar da ausência do vereador João Fernando de Souza, dois projetos de lei de iniciativa do executivo que dispõem a respeito de denominação de órgãos públicos. Um deles dá a denominação de “Centro de Convivência Perpétuo Desenzi” ao centro de convivência e fortalecimento de vínculos para crianças e adolescentes; o outro dispõe a respeito da denominação do CRAS de “Centro de Convivência Flor do Campo”.
 
Novos loteamentos
Foi aprovado em primeira votação, dependendo da segunda, um projeto de lei que modifica a lei municipal nº 2.542, que dispõe a respeito do parcelamento do solo urbano.
 
As principais alterações a serem observadas nos novos loteamentos são as seguintes: as APPs Áreas de Preservação Permanente (localizadas nas margens de cursos d’água) não mais poderão confrontar diretamente com os lotes urbanos, ou seja, entre as APPs e os lotes urbanos, necessariamente, terá que existir uma via pública; já as “áreas verdes”, que antes tinham que ficar em áreas separadas dos lotes, com a nova lei, poderão ser inseridas no interior das quadras, confrontando com os lotes. (WF)

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