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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Vereadores não se entendem em relação à construção de sedes de secretarias municipais

Um pedido de autorização legislativa para que a Prefeitura possa vender 14 terrenos, além de um automóvel, criou uma verdadeira polêmica entre os vereadores durante a última sessão ordinária da Câmara Municipal, na segunda-feira, dia 11.
 
O prefeito fundamenta o seu pedido alegando que o produto resultante das alienações será utilizado na construção de sedes próprias das secretarias de Ação Social e Saúde e da Emurb.
Como se trata de um número considerável de imóveis, a vereadora Luzia Angelini, na sessão anterior, já havia solicitado que o poder executivo enviasse representantes para discorrer sobre o tema, porém isto acabou não ocorrendo na 9ª sessão ordinária, ocasião em que o projeto de lei foi submetido à discussão e primeira votação.
 
Durante as discussões o líder do prefeito na Câmara Municipal, Léo Moraes, alegou que os lotes são “pequenos” e que não teriam capacidade para edificações maiores destinadas a abrigar repartições públicas; que o produto da venda seria destinado a uma conta vinculada.
 
Luzia questionou que são “14 lotes em diversos bairros”; que atualmente a Prefeitura paga aluguel de vários imóveis onde se encontram instaladas repartições municipais e que caso fossem construídos prédios próprios a municipalidade deixaria de pagar aluguel.
 
Jorginho indagou se a municipalidade já teria um terreno para a construção do novo prédio. Léo Moraes alegou que seriam adquiridos “lotes maiores” e que representantes da Prefeitura se comprometeram em comparecer no recinto da Câmara Municipal na próxima segunda-feira, 18, às 19 h, para as explicações necessárias.
 
Dra. Salma disse que “queria explicações”; que queria saber o que vai ser feito com o dinheiro (produto resultante das alienações) e que os vereadores precisam fiscalizar.
 
Parece que o líder do prefeito não gostou, dizendo: “não se sabe nem se lotes vão ser arrematados no leilão e nem mesmo o valor da alienação”. Diante desta afirmação Luzia disse que na documentação enviada à Casa Legislativa já consta as avaliações prévias de cada um dos terrenos.
 
Apesar de fazer parte da base aliada do prefeito na Câmara Municipal o vereador Ari Cardoso questionou: “para que vender os terrenos se não se sabe o que vão comprar e nem de quem?”. Complementando, declarou que a Prefeitura deveria transferir o chamado “Barracão de Obras” para o Parque de Exposições Dr. Geraldo de Souza Ribeiro, “já que demoliram as baias” e no terreno do Barracão poderiam ser construídos prédios para abrigar todas as repartições municipais.
 
Curiosamente, depois de toda esta discussão e polêmica, o presidente Danilo informou que a administração municipal pretende construir um prédio em um terreno no fundo da Catedral, na Rua Uriel Tavares; (rua sem saída, entrada do cemitério velho); que já haveria a planta baixa e a maquete do novo prédio.
 
Apesar de todas estas indefinições, o pedido de autorização legislativa foi aprovado em primeira votação e por unanimidade de votos dos vereadores.

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