Guaxupé, segunda-feira, 20 de agosto de 2018
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quinta-feira, 1 de março de 2018

Vereador recomenda que moradores de casas populares usem “lamparina”

Ari Cardoso
Ari Cardoso
No grande expediente da última sessão da Câmara Municipal o clima acabou esquentando entre os vereadores Ari Cardoso e Léo Morais.
 
Apesar de fazer parte da base aliada do prefeito, o vereador Ari Cardoso teceu duras e pesadas críticas à administração municipal.
 
Ari mencionou que a Prefeitura entregou 180 casas populares para famílias de baixa renda, porém as mencionadas moradias não contam com o fornecimento de energia elétrica. Em tom taxativo o vereador declarou que “os moradores terão que usar lamparina”.
 
Ele denunciou que a Prefeitura estaria construindo um loteamento em área que pertenceu à antiga Fazenda Bom Jardim e que ficou popularmente conhecido por “Favelão do Nico”; que devido às obras uma mina d’água teria sido supostamente “afogada” e que em virtude disto os moradores do loteamento Bom Jardim de Baixo estariam sem água.
 
Ele também mencionou que uma senhora idosa vendia espetinhos estacionando o seu “carrinho” num determinado ponto de uma das calçadas da Avenida Dona Floriana e que a fiscalização da Prefeitura não permitiu que a mesma permanecesse naquele local. Que a equipe da prefeitura fez a ambulante se instalar na Praça da Saudade, num local que não tem movimento e que prejudicou as vendas da senhora.
 
Ari disse que teria recomendado para que a idosa retornasse ao local original e que caso os fiscais da Prefeitura a importunassem que era para ela entrar em contato com ele.
 
Em tom taxativo o vereador disse que um estabelecimento comercial “de propriedade do prefeito” coloca mesas sobre a calçada, impedindo a passagem dos transeuntes; que as pessoas têm que se deslocar pelo leito da Avenida, correndo risco de serem atropeladas.
 
Para ele a lei tem que ser igual para todos; que é inadmissível que os fiscais da Prefeitura autuem os “pequenos”, mantendo as grandes empresas em situação irregular; disse que os fiscais vão até determinadas serralherias que estão em situação irregular, porém não fazem nada.
 
Parece que o líder do prefeito na Câmara, Léo Morais, não gostou do pronunciamento do colega argumentando que Ari não poderia incitar uma contribuinte a trabalhar em situação irregular, que caso a mesma fosse “multada” o vereador deveria arcar com o ônus da multa.
 
Com relação à falta de energia elétrica nas casas disponibilizadas através da Prefeitura, Léo Morais disse que a deficiência se dá em virtude de falha da Cemig.
 
O clima acabou esquentando entre os dois, porém a turma do “deixa disto” logo interferiu evitando mais dissabores.  (WF)

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