Guaxupé, sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

FAKE NEWS A FAVOR DA BOA IMPRENSA

Finalmente as discussões sobre a divulgação das fake news estão sendo levadas mais à sério. 
 
Claro que só agora depois das eleições e no auge do acesso às redes sociais, pode-se atentar ao perigo da disseminação das notícias falsas ou distorcidas.
 
Nos meus mais de 20 anos de jornalismo o combate às notícias falsas sempre fez parte do dia a dia das redações. Recebíamos ligações com reclamações ou informações das mais diversas áreas, algumas com teor de denúncia, e todas sempre foram checadas em todas as ‘fontes’ para depois serem divulgadas.  Enquanto não investigava todos os detalhes da informação passada, não era publicada. E isso segue-se até hoje. Não existe ‘achismo’ em notícia.
 
Com a ascensão das redes sociais e a facilidade de se criar perfis, além de sites, a dispersão de notícias falsas tem crescido assustadoramente.
 
O caráter do jornalista/repórter e sua ética com a profissão sempre foram imprescindíveis. Pelo menos aqui no CORREIO SUDOESTE sempre fizemos questão da imparcialidade e do respeito com o leitor. Já houve casos de profissionais tentarem, sem o conhecimento da editoria, ganhar vantagens econômicas em matérias ou até mesmo divulgar fatos como meio de chantagear algum desafeto. Foram todos cortados no mesmo instante.
 
Hoje o que vejo são profissionais usando desse poder de persuasão com as palavras tentando denegrir notícias e fatos para manipular informações que são de direito da população. Tentam através de fake news impor opções eleitoreiras, prejudicar produtos e marcas. As redes sociais, com seus milhões de conteúdos divulgados diariamente, é uma ferramenta fácil de ser usada pelos manipuladores já que ainda é bem lenta (ou indisponível) a localização dos responsáveis em tempo hábil para que a justiça faça sua parte.
 
O lado bom das fake news é que aquele que preza pela boa informação, a informação real, vai atrás de sites e jornais que têm em seu histórico a imparcialidade e o compromisso com a verdade.
 
Especialmente nesse ano eleitoral a justiça brasileira percebeu e vai precisar ter uma atenção especial aos disseminadores de fake news. A vida virtual, com suas redes nada sociais, precisam colocar em prática suas regras de conduta e forçar o direito de prevalecer a verdade.
 
Em tempos de desvalorização da leitura, da má interpretação de texto, e da importância de oferecer um jornalismo competente e despreocupado com o sensacionalismo, acredito que o lado bom das fake news é dos leitores/comerciantes/empresários/governos poderem valorizar e reconhecer os meios de comunicação e os profissionais que respeitam a boa notícia.  O que se espera é que essa valorização seja recebida através da publicidade que é o principal meio de sobrevivência financeira das empresas de comunicação mas sem que se use tal artifício para tentar burlar alguma notícia.

*Lucinéia Vieira, editora Correio Sudoeste/Guaxupé

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