Guaxupé, segunda-feira, 19 de novembro de 2018
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sexta-feira, 15 de junho de 2018

ATÉ QUANDO........

Adriano Roberto Vancim Advogado. Servidor Público vinculado ao TJMG. Escritor e Professor de Direito do UNIFEG.
Adriano Roberto Vancim Advogado. Servidor Público vinculado ao TJMG. Escritor e Professor de Direito do UNIFEG.
Diante dos atuais fatos e devaneios políticos que vem afundando o Brasil (só não acredita quem não quer), não me contive em manifestar meus sentimentos, como patriota que sou, neste problemático momento pelo qual estamos passando.    

Em algum tempo passado o País foi dividido, decididamente. Todo o nosso espírito solidário e fraternal entre nossos irmãos foi dilacerado. Entramos numa propositada e desmedida posição de intolerância e odiosidade entre aqueles que tinham em si posições políticas antagônicas. Mais ainda, tudo nos levou a confiar que o problema do País tinha uma bandeira política específica impulsionada por um malfeitor.

Deixando de lado a decisão jurídica punitiva já proferida, que certa ou errada tem que ser  cumprida em nosso Estado de Direito, até quando teremos que suportar o descaso e o desrespeito com os trabalhadores que “tocam” o Brasil?

Ora foi a reforma trabalhista e a “imprescindível” reforma previdenciária, ora foi a “responsabilização” fiscal dos servidores públicos e até mesmo por ora “interpretou-se” a execução provisória da pena, mas nunca há a responsabilidade da pífia classe política ilhada em Brasília, que em sua soberba e falta de observação ao mais humilde cidadão, apequena princípios de honestidade e moralidade.

Como formar profissionais se não há emprego; como laborar se o salário é surrupiado em pagamento de tributos e, para que pagar estes tributos se o valor é repartido em corrupção? Alguém ainda discorda?

Nosso País entrou em colapso em apertada paralisação dos caminhoneiros, cujos anseios motivadores do ato não mais correspondem senão á crise e à marginalização de quem, de sol a sol, labora e sustenta o progresso da nação.

Tenho acompanhado com pesar e tristeza a destruição em massa, pelo Estado, de direitos naturais de qualquer cidadão que, em países de primeiro mundo – v.g. França, sequer precisavam estar positivados para serem garantidos. Vejo com profundo abalo posições maledicentes de uma classe -  e não de partido específico, que enxergam ainda hoje o Brasil e todos nós “por cima”, como se o País tivesse propriedade político-partidária.

E o mais escandaloso, com todo respeito, vejo ainda pessoas que não entenderam que fomos subtraídos, de tempos, não apenas em nossos bens materiais, mas fundamentalmente em nosso bem maior, qual seja, nosso íntimo e nosso sentido cristão, de seres evolutivos e certos do amor bendito a nosso irmãos.

Furtaram nossos sonhos, nossa espinhenta vontade em lutar pelos ideais humanos, nossa cabeça erguida e operante contra a corrupção e, com lágrimas, nossa incessante busca pela felicidade e esperança diária no melhor da vida.

O movimento grevista veio, para além do necessário, trazer um alerta: a busca em reavivar em nós o límpido e cristalino ensinamento bíblico de compreensão, respeito, caridade e amor ao próximo, como características sublimes e próprias dos brasileiros.
Não se tem mais espaço e não se pode mais admitir esta estúpida divisão e separação perpetrada no Brasil por uma classe que, em seu vértice, apenas deveria representar o “poder que emana do povo” e não “ignorar o povo”.

Precisamos restaurar nossa solidariedade e nosso espírito cristão em favor daqueles que estão demonstrando, agora, que todos dependem um do outro para sobreviver neste mundo atual, ricos e pobres, patrões e empregados.

Estamos vivendo um momento de conturbação que não foi criado por nós, mas temos a responsabilidade individual por nossa representatividade política. Não podemos mais ceder a infantis posições entre “vermelhos” e “azuis”. O Brasil é maior que tudo isto e a nós compete ditar o rumo que queremos.       

O crescimento não vem da brutal aplicação da lei, muito menos da coerção do Estado e “interpretações” normativas – como alguns infelizmente ainda acham, mas do comportamento humano que trilha a mãe sabedora de nossos atos: nossa pura consciência. 

Somente assim poderemos espancar de vez as mentiras e ilusões políticas há algum tempo vivenciadas. Precisamos aproveitar este momento para aproximação humana. Nossa conduta para o bem é que irá afastar todo o silêncio e mordaça impingida, que não tem outro objetivo senão garantir a manutenção de um sistema falido de corrupção e aniquilamento dos sagrados direitos inatos do homem. 

Parabéns àqueles que vem lutando contra isso e auxiliando nossos irmãos. Em especial curvo-me, sem nenhuma pretensão religiosa, à igreja católica, entre nós, ao Padre Reginaldo, pela fortificação espiritual concessiva; bem como, próximo de nós, ao Padre João Batista de Almeida (Reitor do Santuário Nacional de Aparecida), por dar o passo na tentativa de restaurar os laços bíblicos emanados por Jesus.

E a nossa amada padroeira, MÃE APARECIDA, “ó Maria Santíssima, pelos méritos de nosso Senhor Jesus Cristo, em vossa querida imagem de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil”.

“Liberté, Égalité e Fraternité”!   
        
Adriano Roberto Vancim
Advogado. Servidor Público vinculado ao TJMG. Escritor e Professor de Direito do UNIFEG.

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