Guaxupé, quinta-feira, 20 de setembro de 2018
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terça-feira, 22 de maio de 2018

QUAL É SUA FONTE?

As redes sociais, especialmente o Facebook, virou o meio de comunicação mais rápido do mundo. Num clique e tá tudo lá...fotos, vídeos, notícias, etc.

Mas é uma pena que a maioria dos usuários do Facebook não se atentaram para a importância desse meio de comunicação e espalham notícias falsas (fake news), boatos, fazem julgamentos precipitados, criam discussões, enfim...virou roda de conversa que nem sempre acaba em final feliz.

Desde que entrei no Facebook me preocupei com essa facilidade em divulgar os fatos porque nós jornalistas temos um cuidado redobradíssimo antes de lançar uma matéria para os leitores. Lemos, relemos, discutimos na redação e só depois de tudo isso que damos o ok final.

Outra regra de ouro no jornalismo e que está sendo muito cobrado no Facebook é sobre a origem das ‘fontes’.

Para quem não sabe, e o wikipédia explicou muito bem: “No jornalismo, as fontes são portadores de informação. Podem ser pessoas, falando por si ou coletivamente, ou documentos escritos ou audiovisuais, por meio dos quais os jornalistas tomam conhecimento de informações, opiniões ou dados, e, também, verificam o rigor dos dados obtidos ou aferem a veracidade dos juízos de valor que lhes foram apresentados anteriormente”.

Pois bem...na ânsia de ser o primeiro a noticiar, a passar por cima das mídias jornalísticas, muitos internautas têm pulado esse ‘detalhe’ importantíssimo e que faz toda diferença na hora de divulgar uma notícia. Quer ganhar curtidas? Quer ganhar credibilidade? Então responda: De onde é a fonte da sua informação? Caso alguém o processe, vai ter garantias de quem lhe passou a notícia falou a verdade? Qual é a procedência?

Além do mais, jornalistas sabem que a lei resguarda o sigilo à fonte. Ou seja, a imprensa tem direito em não revelar de onde conseguiu informações no caso de denúncias. Imaginem que loucura se alguém denuncia algo e depois está lá escancarado seu nome, cargo, etc... ninguém quer isso não é? Mas claro que também nem tudo o que se denuncia sem provas vira notícia. Aí entra o setor jurídico da empresa jornalística.

O papel da imprensa nessa onda de notícias falsas tem sido de grande importância, mas ainda pouco reconhecido. Todo mundo agora quer ser repórter, jornalista, apresentador, estão esquecendo que muito tem que se aprender para chegar a esse nível. E os danos judiciais podem ser grandes também.

Então antes de compartilhar notícias de procedência duvidosa, recorra à pesquisas, aos sites de confiança. Apesar de que nem todos são imparciais, ainda dá pra ter um pouco de confiança nas informações e não ficar fazendo papel de incrédulo nas redes sociais. E outra dica: desconfie de tudo. (Lucinéia Vieira)

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