Guaxupé, sexta-feira, 21 de setembro de 2018
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quarta-feira, 9 de maio de 2018

QUEM É O RESPONSÁVEL PELO SEU “DESEMPREGO”?

O mundo passa todos os dias por mudanças e a cada dia a velocidade está cada vez maior. Ouvindo um empresário que apresentava a um grupo de alunos a produção de determinado produto, o mesmo disse: “como os funcionários fazem corpo mole, reivindicam coisas descabidas, só querem seus direitos esquecendo-se que a cada direito corresponde um dever e que ao final ainda vão na “justiça do trabalho” buscar direitos nem sempre existentes, nossa empresa optou por “mecanizar e maquinizar” nossos processos e depois de alguns anos, nossos problemas praticamente se acabaram”.
 
Há pouco tempo um amigo me falou que “quando várias pessoas são dispensadas por alguma empresa, o argumento de cada um dos que foram demitidos é que foi demitido por questões de economia, ou seja, a empresa estava buscando a redução de custos”. Para ele, quem está no grupo dos demitidos é porque não está no batalhão de frente ou ainda faz parte do grupo de meias-bocas e por este único e exato motivo foi demitido. Depois de muito refletir, concordei com ele e mais ainda: penso que nenhuma empresa simplesmente demite quem lhe gera resultados para apenas conter gastos mas ao contrário, dispensa quem lhe gera gastos sem apresentar resultados.
 
Some-se ao acima, a “indisposição” dos funcionários quando lhes são oferecidas oportunidades para crescimento na carreira através de participações em cursos, palestras, seminários e outros eventos do gênero, momento em que os mesmos alegam justamente “não terem disponibilidade” para participar. Infelizmente, nós que atuamos na área de treinamentos, vemos isso no dia a dia e com a maior constância possível. Pessoas que, por vezes, têm nas empresas para as quais trabalham, grandes oportunidades através do investimento feito pelas mesmas nas suas capacitações mas que simplesmente se negam a aproveitar tais oportunidades e depois, quando demitidas, reclamam que a vida não lhes ofereceu chances e que o/a “fulano/a” tem mais sorte. O/A “fulano/a” aproveitou todas as chances que lhe foram dadas/oferecidas.
 
Feitas as ponderações acima, pergunto: quem é o único responsável pela sua demissão? A pessoa que o comunicou da dispensa? O empresário que o/a “persegue”? O colega de trabalho que é dedo-duro? O seu chefe que não vê em você potencial para mantê-lo no cargo? O diretor financeiro que quer reduzir custos? Se a resposta for qualquer uma das indicadas, você está completamente errado/a. Mas se a resposta for: “EU”, você está 100% certo/a. Sim, você é a única pessoa responsável por sua própria demissão.
 
Podem existir casos – não sei se raros ou não – de pessoas que foram realmente demitidas injustamente mas na grande maioria só foram demitidas porque deram causa e origem ao fato. Em uma das palestras que fiz, um dos participantes questionou sobre o fato de alguém que já tem alto salário ser demitido e em seu lugar ser colocada outra pessoa de custo menor. Entendo como sendo possível isso mas mantenho-me no direito de pensar que trata-se de caso de exceção posto que não se deve olhar apenas o quanto uma pessoa custa mas sim (e mais que isso) o quanto ela gera de retorno para a empresa. Estou me referindo a antiga e famosa relação custo-benefício que nada mais é que analisar o quanto se gasta com determinada coisa (pessoas, produtos, serviços) e o resultado que isso traz. Se o resultado for positivo, o benefício por si só já indica que está tudo bem mas se ao contrário o resultado for negativo, aí sim é hora de passar o facão e fazer o corte daquele gasto.
 
Uma das características fortes que temos é a de arrumar justificativas para todas as situações que vivenciamos, ou seja, se perdi o emprego é porque outros geraram motivos para tal, se briguei com alguém o causador da briga certamente foi o outro, se meu salário não está dando é porque ele é baixo e não porque estou gastando mais do que o que ganho, se meu colega de trabalho foi promovido e eu não é porque ele é “puxa-saco”, se meu colega de escola tirou notas máximas nas provas é porque ele é “CDF” e por aí vai. Ao invés de tentarmos resolver nossos problemas, gastamos tempo e energia tentando arrumar justificativas que nos “garantam” que não somos nós os responsáveis pelos nossos próprios problemas. Afinal, quando consigo justificar, sinto-me de bem comigo mesmo pois os outros é que são responsáveis por meus fracassos/insucessos. É mais fácil transferir que assumir.
           
Permito-me afirmar, sem medo, que o único responsável pelo seu desemprego é “VOCÊ”.

Até breve... (Beto Cruvinel)

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