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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Antes de nos preocuparmos com o TODO, vamos nos preocupar com o que está ao nosso redor

O mundo está um caos. Sofrimento, fome, violência. Sempre existiu, é certo. Mas em um tempo onde as pessoas deveriam ser mais próximas, de terem mais compaixão às causas que amenizam um pouco desses horrores, há uma incompreensão grande, uma intolerância, um imediatismo em atacar, julgar e recriminar o próximo.

Sempre defendi as causas humanas. E isso começou a aflorar quando iniciei meus trabalhos como repórter de rua e me deparava com tanto sofrimento de uma população carente. Mulheres abandonadas pelo companheiro e com os filhos, crianças ‘pedindo’ para serem internadas no hospital pois lá tinha gelatina e iogurte, alunos trocando roupa com o irmão para poder ir à escola, doente tomando remédio mês sim e outro não por não ter condições financeiras de arcar com um tratamento decente, e por aí vai.

Mas onde quero chegar com tudo isso?

Às vezes leio opiniões de pessoas preocupadas com o que acontece láááá longeeee.... também me solidarizo com as tragédias em geral. E muito! Mas não podemos deixar de olhar para o que acontece aqui do nosso lado.

Apesar das várias instituições beneficentes e grupos religiosos que tentam de alguma forma amenizar o sofrimento das pessoas carentes, ainda falta um maior comprometimento da população. Não temos que esperar governantes para fazermos o bem, não temos que esperar a ajuda cair do céu. Temos que unir as pessoas de bem para que toda a cidade, toda a população colabore e se beneficie de modo geral.

Tem pessoas que criticam instituições que realizam quermesses, chás beneficentes e várias outras atividades para poderem arrecadar um dinheiro a mais para ajudar nas despesas, mas estas mesmas pessoas não acompanham os bastidores desses eventos que são trabalhosos, dispendiosos e que depende da boa vontade dos voluntários.

Outra coisa: de nada adianta comparar nossa cidade com as grandes capitais. Este tipo de ação só faz ficar no conformismo da situação. Também não adianta o protecionismo. Ou seja, alguns diretores de instituições não levam à público a verdadeira realidade de suas situações para que não haja uma ‘cobrança’ das autoridades competentes e preferem sofrer sozinhos. Mas precisa haver um amadurecimento por conta da população de que nem tudo é possível de se realizar apenas com verbas políticas. Há que se ter um engajamento de comerciantes, empresários e da própria população. 

Vamos começar a fazer nossa parte como seres humanos. Vamos olhar ao nosso redor, assim como olhamos o todo. E vamos cada um fazer a nossa parte do bem. O mundo há de agradecer!

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