Guaxupé, quarta-feira, 22 de novembro de 2017
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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Quer um bolo delicioso?

Saúde e satisfação profissional... Fé e comprometimento. Produtos de qualidade, satisfação da população e muita felicidade! É assim que a boleira Cássia Ferreira Silva Ribeiro tem vivido e partilhado seus dons, suas habilidades. Sua vida é um testemunho honesto e autêntico de quem descobriu a alegria de ser filha, mulher, esposa e mãe. Profissional no ramo da fabricação de bolos decorados e personalizados, a empresária vem ganhando o carinho da comunidade de Juruaia e região. Ela já esteve aqui, no jornal, falando um pouquinho da sua dedicação e da sua perseverança. Foi convidada a participar uma vez mais, nessa oportunidade nos dando outros bons exemplos de esperança para o dia a dia. Lendo as respostas de Cássia, ficamos não somente comovidos, mas também convencidos que, de fato, vale a pena continuar vivendo sim, na medida em que vamos aprimorando a nossa maneira de viver. A entrevista foi feita pelo nosso colunista, o psicólogo R. F. Ribeiro. Confira na íntegra e aproveite para pedir uma delícia de bolo você também!
 
 
1.Cássia, a vida na cidade grande está cada vez mais angustiante pra muita gente. Na cidade grande, de muitos modos a vida é fria, distante, cheia de concreto e azulejo. Pouco tempo, muita pressa. Correria, confusão, aperto, turbilhão. Ir à cidade grande passear é uma coisa. Morar lá é outra. Claro que tem gente que gosta mesmo é de morar, não se incomoda, acha divertido. Mas a maioria está adoecendo, pois saúde tem muito a ver com calma, tranquilidade, serenidade, tempo, proximidade, contato. Você mora no campo. Como é viver tão próxima a terra, em contato tão íntimo com a natureza?
 

Realmente moro com um pé no campo e outro na cidade. Cresci até os 13 anos em São Bernardo do Campo, cidade grande, trânsito, violência, pressa, etc., mas sempre tive um pé no campo. Na minha casa da infância havia um grande quintal com horta, limoeiro, maracujá doce, bananeira... Meu pai tinha uma chácara, também na grande São Paulo, onde havia vaca de leite, criação de porcos. Quando nos mudamos pra Juruaia fiquei entristecida, mas logo me acostumei e hoje amo essa cidade. Não me vejo morando em outro lugar! Sou mineira e mais ainda juruaiense de coração!
 
 2.É sonho de muita gente poder trabalhar em casa. Esse é o seu caso. O que significa isso para você?
 Trabalhar em casa foi uma grande coincidência, coisas da vida. Devido à doença de minha mãe me vi em casa em tempo integral pra cuidar dela. Uma grande amiga, Silvana Fávero, que é culinarista em Guaxupé, me convidou a participar de um curso básico de confeitaria. Curiosa que sou, fui e desde então não parei mais de fazer bolos! Minha mãe ainda na cama me disse que eu era louca... Mas deu certo e devo minha dedicação culinária a ela, a minha avó Anna e minha tia Matilde que sempre foram excepcionais cozinheiras.
 
3.Dá pra ver no semblante de uma pessoa tanto uma marca angustiante bem como um olhar radiante. No seu caso, vemos um olhar radiante. De onde vem tanta alegria, tanto entusiasmo?
 

Quem, como eu, ama a arte como pinturas, artesanato, corte e costura, se vê deslumbrado pelo belo! Tenho em mim um pouco de artista herdado de minha mãe que, além de professora, era artista plástica. Transmito para meus bolos e doces todo o amor possível, e em cada bolo entregue os faço como se fossem pra minha família, com todo carinho!
 
4.O que é importante pra você?
Em primeiro lugar minha fé em Deus, depois minha família e seu bem estar. Meu trabalho me completa.
 
5.O que você se recusa a fazer?
 Muitas coisas! Me recuso a fazer tudo aquilo que possa ferir minha fé, minha hombridade, minha consciência. E não sou fã de repetir bolos (risos). Gosto do novo, de desafios!
 
6.Vida de boleira não é fácil, mediante tantas e tantas encomendas de bolos e outros doces. Como você concilia sua vida profissional intensa com a vida em família?
Não é fácil. Trabalho muito nos finais de semana. Meu marido trabalha fora metade da semana e acabo, por vezes, deixando a família um pouco de lado por conta dos bolos. São, por diversas vezes, madrugadas adentro de trabalho. Meu descanso se dá no início da semana. Meu marido tenta compreender, mas tem hora que ele reclama (risos).
 
7.Chegando ao final de mais um ano, é comum vermos por todos os lados mensagens de força e coragem. Estamos vivenciando no Brasil uma crise violentíssima, onde milhões de famílias estão passando por desespero, fruto do desemprego, de não ter o que fazer, às vezes nem o que comer. No entanto, habilidades todos nós temos muitas e, se prestarmos mais atenção, podemos ter a ousadia de nos lançamos em atividades honestas que talvez nem pensássemos que conseguiríamos fazer. Nessas situações de tensão, não raro alguém descobre um dom especial. Sabemos que você ama o que faz, pela excelência dos bolos que produz. Que mensagem final de fé e esperança você poderia deixar aos leitores dessa entrevista?
 

Pode parecer clichê, mas acima de qualquer coisa vem a ligação que podemos ter com Deus. Me aproximei Dele por um momento terrível pra mim, que foi a perda de minha mãe, e se não houvesse Deus em meu coração, não sei como estaria hoje. Todos nós podemos fazer alguma coisa... Basta querer! Basta ter fé e pedir que, se for para o bem, com certeza será abençoado!

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