Guaxupé, segunda-feira, 21 de maio de 2018
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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Não é fácil fazer jornal

Se a letra é miúda, não pode ler.
Se a letra é grande, quase não tem o que ler.
Se trata de política, é intrometido.
Se não trata, é monótono.
Se fala do prefeito, é puxa-saco.
Se não fala é derrotista.
Se desenvolve a matéria, é mentiroso.
Se não desenvolve, é falho.
Se é satírico, não é sério.
Se não é, foi escrito para estátua de pedra.
Se é sucinto, é superficial.
Se é profundo, é cansativo.
Se noticia reuniões políticas, faz política.
Se não noticia, é inútil.
Se interessa as senhoras, é jornal de mulher.
Se interessa aos homens, é jornal de homem.
Se é caro, explora.
Se é barato, não presta.
Se fala de religião, é retrógado.
Se não fala, não tem consciência.
Se chega em tempo, apenas cumpriu com a obrigação.
Se chega atrasado, recebe reclamações.
Se o diretor manda cobrar, é um chato.
Se não manda, não é pago.
Se falha um dia, está indo à falência.
Se sai todos os dias, recebe subvenção de alguém.
Se comete erros, é escrito por analfabeto.
Se usa um linguajar profundo, é esnobe.
Se usa ortografia vulgar, não tem qualidade.
Se não tem notas policiais, é comprometido.
Se tem notas policiais, é desumano.
Enfim, qual é o melhor jornal?

(autor desconhecido)

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