Guaxupé, domingo, 23 de setembro de 2018
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A história do Correio Sudoeste

A linotipo, foi substituída pelos computadores, dando rapidez na digitalização das matérias. Foto de arquivo
A linotipo, foi substituída pelos computadores, dando rapidez na digitalização das matérias. Foto de arquivo
Além de ter registrado a história de Guaxupé nos últimos 45 anos, os arquivos do CORREIO SUDOESTE retratam sua própria história, pois esta era uma constante preocupação do diretor, Eloadir Almeida Vieira.
 
Conforme consta nos arquivos, em meados de 1972, Eloadir era recém-casado e, naquela época, cursava o 3º ano do curso Técnico de Contabilidade na Academia de Comércio São José.

Com a experiência que já possuía de outras escolas, ele resolveu editar um jornalzinho, denominado “O Acadêmico”. A iniciativa deu certo, com excelente aceitação, inclusive fora dos meios escolares. Como dizia Eloadir, “o jornalzinho chamou tanta atenção dos políticos da época, inclusive de Ítalo Russo, presidente da Associação Comércio Indústria de Guaxupé – Acig, e pai do então prefeito, Walmor Álvaro Toledo Russo”.
 
Diante disso, Ítalo manifestou a intenção de conhecê-lo, o que acabou acontecendo através do professor Antônio Carlos Rosseti, durante uma reunião da Acig.
 
A ideia era fundar mais um jornal semanário em Guaxupé, pois naquela época a cidade só contava com o jornal Folha do Povo.
 
Eloadir relatava: “Após algumas reuniões presididas por Ítalo Russo, ficou acertado de que este jornal teria o nome de CORREIO SUDOESTE, seria dirigido por Eloadir, tendo como diretor financeiro, o professor Menelau Russo, e como redator, o capitão Washington Ferreira de Toledo.
 
O primeiro número foi lançado no dia 21 de janeiro de 1973, impresso na Gráfica Marques. Antônio Carlos Marques (Moreno), proprietário da gráfica, era um verdadeiro herói compondo e imprimindo semanalmente as nossas edições à mão, datando letrinha por letrinha, pois naquele tempo, a composição em Linotipo era desconhecida na região.
 
Prevendo insuficiência de recursos financeiros, oriundos de propagandas comerciais, um grupo financeiro interessado na sobrevivência do jornal, formou um caixa para manutenção do semanário. Este caixa nunca chegou a usar, e o valor acabou sendo devolvido aos seus proprietários, pois desde a primeira edição, o CORREIO SUDOESTE foi autossuficiente sem nunca depender de outra renda, a não ser as propagandas das casas comerciais, que sempre prestigiaram o nosso trabalho. O comércio e a indústria, de maneira geral, jamais negavam uma publicidade no jornal. À princípio visavam mais a colaboração para manter a nossa imprensa”, finalizou Eloadir.
 
Primeiros patrocinadores
Os primeiros patrocinadores do jornal foram: Comercial Magnata, Distribuidora de Bebidas Mussarra, Casa das Linhas, S. Calicchio & Cia. Ltda., Produtos Alimentícios Guaxupé, Francischetti Lanches, Bazar Casagrande, Comercial Guanabara, Organizações Brasília, Casa Carloni, Cerâmica Santa Maria, Dr. Paulo Tavares Simas, Indústria e Comércios de Bebidas Nícoli, Cia. Geral de Eletricidade, Cine São Carlos e Camisaria Etiel.
 
Impressão do jornal
O primeiro número saiu no dia 21 de janeiro de 1973, com quatro páginas em formato tablóide. Até o fim daquele ano, foi impresso na Gráfica Marques, em Guaxupé.
 
Depois, com a necessidade de aumentar mais duas páginas e a mudança de formato, o jornal passou a ser impresso na “Gazeta do Rio Pardo”, em São José do Rio Pardo, onde permaneceu por 13 anos.
 
No período, entre 13 de janeiro e 21 de setembro de 1975, o semanário foi impresso nas oficinas do “Jornal da Mantiqueira”, em Poços de Caldas.
 
A partir da edição nº 126, de 11 de novembro de 1975, é que o CORREIO SUDOESTE deu o grande passo, inaugurando sua oficina própria, na praça Paulo Carneiro. Naquela época, foi adquirida a impressora Linotipo, porém o grande problema foi conseguir um linotipista para operá-la e fazer a respectiva manutenção.
 
Com a falta de pessoa especializada, foi preciso buscar um linotipista no Rio de Janeiro, porém o mesmo permaneceu apenas um mês, deixando o serviço. Na sequência, foi contratado Roberto Rodrigues Pessoa, de Bauru, profissional capacitado e experiente, porém o jornal não tinha recursos para mantê-lo. Desta forma, Eloadir acabou se especializando na operação e manutenção da máquina.
 
Em 1979, foi adquirido o terreno no prolongamento da avenida Conde Ribeiro do Valle, esquina com a rua Pio Damião, e no local construída a sede própria do jornal. Novos maquinários foram adquiridos e além da impressão do jornal, a empresa oferecia serviços de impressão de panfletos, cartazes e jornais de cidades vizinhas.
 
Infelizmente, a última edição impressa do CORREIO SUDOESTE circulou no dia 10 de março de 2017, depois de várias tentativas de vencer a crise financeira que assolou o país mais o boom que foi as redes sociais. Mesmo assim, o jornal mantém diariamente o site www.correiosudoeste.com.br

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A linotipo, foi substituída pelos computadores, dando rapidez na digitalização das matérias. Foto de arquivo

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